Esta é uma daquelas atitudes dignas de reconhecimento e admiração: uma horta e um pomar desenvolvidos espontaneamente pela equipe Vina de Sete Lagoas (MG) e com a colaboração de amigos do entorno. Uma ação que colabora com a natureza, melhora a saúde de todos e nos enche de orgulho. Leia o depoimento do nosso Gerente Zezinho, um dos idealizadores e coordenador do projeto:
7 de setembro de 2016, um dia que amanheceu lindo, com um sol mais radiante ainda...
Conforme o costume, a Equipe Vina de Sete Lagoas iniciou mais um dia de trabalho, mesmo sendo feriado. Por volta das 11 horas da manhã os caminhões começaram a chegar ao aterro sanitário para descarga do lixo. Os colaboradores fizeram um intervalo nas suas atividades e se uniram à equipe da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis - ACMR e, também, aos amigos da matriz, amigos da comunidade e duas convidadas mais do que especiais: Sofia e Julia, ambas de 4 anos, Garizinhas amiguinhas dos coletores que, juntamente com a mamãe Fabiana e o papai Renan, aceitaram o convite dos amigos coletores de lixo e foram ao Aterro nessa data importante.
Ao todo, 73 pessoas começaram a quebrar mais um paradigma e iniciaram o plantio da Horta dos Garis, a horta da VINA, com 60 canteiros e numa área que foi dividida em três partes, totalizando 3.753m², que não foram utilizadas para receber lixo, mas, sim, receberam mudas de hortaliças, legumes e frutas das mãos de cada um ali presente.
Foram plantadas 3.470 mudas, tais como: alface americana, alface crespa, beterraba, cenoura, coentro, salsa, cebolinha, cebola de cabeça, couve, ora pro nobis, tomate, pimentão, jiló, repolho, mandioca, abacate, banana Prata, banana Caturra, laranja Pera Rio, laranja Serra d'água, laranja Seleta, laranja Bahia, laranja Abacaxi, limão, mexerica, tamarindo, goiaba, manga e cambucá, além de ervas medicinais como hortelã e manjericão.
A ideia é que os produtos dessa horta e do pomar sejam distribuídos entre os colaboradores da VINA e da ACMR, os quais serão incentivados a consumirem mais hortaliças, legumes e frutas, seja como alimento ou suco. Dessa forma, estaremos contribuindo para que todos tenham uma alimentação mais saudável e com mais qualidade. Estaremos também de certa forma, desmitificando a imagem do aterro sanitário que não será apenas o local de destino final de lixo, mas também um local agradável aos olhos, seja pela presença de flores, árvores, verduras e frutos, transformando-o em uma verdadeira área verde, ou seja, mais um ponto verde no Meio Ambiente.
A Vina agradece à equipe de Sete Lagoas e seus colaboradores por esse exemplo de
cooperação e corresponsabilidade que traduz perfeitamente a nossa filosofia.
Em comemoração à chegada da Primavera, fizemos uma compilação de informações com a colaboração de parceiros da nossa rede, tendo como foco a importância da preservação dos espaços públicos naturais urbanos como forma de melhoria da qualidade de vida e da convivência das pessoas.
E começamos citando a própria Vina e sua área de preservação de Cerrado, motivo de orgulho e agente de transformação, sensibilização e conscientização junto à nossa equipe e aos nossos parceiros.
Área de preservação da Vina
As áreas verdes da sede da Vina representam quase 40% do terreno da empresa, considerando as áreas de preservação permanente e os espaços de convivência da nossa equipe. Além de promover com a equipe práticas orgânicas de cultivos, na horta e nos canteiros, a área de preservação, que contorna toda a empresa, proporciona agradáveis oportunidades de se desfrutar da natureza junto a uma vegetação muito especial, com paisagem característica do Cerrado.
Toda a área de preservação da Vina sofre com a fragmentação da mata (já que estamos em um ambiente urbano), mas pode ser considerada uma área-chave na preservação de algumas espécies da fauna e da flora, atuando como refúgio, mantendo a estabilidade hídrica, conservando a permeabilidade do solo e, ainda, atenuando as temperaturas da região, trazendo mais conforto térmico e ambiental.
A área de preservação da Vina é um instrumento de fortalecimento do saber e uma forma de compartilhar com todos, comunidade e equipe, a maravilha que é conhecer e preservar a natureza, contribuindo para garantir que mais uma Primavera renove a beleza e a grandeza do nosso Cerrado.
Os espaços livres públicos e privados, permeáveis e impermeáveis, abrigam os movimentos e as paradas de coisas e pessoas. Têm como finalidade a sustentabilidade biofísica e social dessas atividades. São lugares onde todos podem passar, neles permanecer, andar e contemplar.
As grandes massas vegetais, a fauna, os elementos físicos como as montanhas, os lagos e os rios, o clima, são considerados espaços originais do lugar e permeáveis. Os espaços livres e impermeáveis são os destinados à mobilidade de pessoas e veículos como as ruas, avenidas, passagens, os quais, com os demais, criam volumetrias, cores e texturas responsáveis pela personalidade urbana.
A EVOLUÇÃO
No início da década de 1930, BH crescia para todos os lados, em um processo de ocupação muito além do previsto, levando-a a um emaranhado de vilas que circundavam a área delimitada como zona urbana, esquecendo-se, ou ignorando-se a necessidade de inclusão das áreas verdes no ambiente da cidade.
Em 1935, foi promulgada uma Lei Básica (Decreto Municipal n. 54, de 4 de novembro de 1935) que visava a disciplinar os loteamentos na cidade. Entretanto, não se avaliava, ainda, o valor urbano dos espaços livres. Em 1940, outro Decreto-Lei foi assinado pelo então prefeito Juscelino Kubitschek, que elaborou a segunda Planta Cadastral da Cidade.
O documento ditava apenas o regulamento para as construções. Nessa lei, em nenhum momento, tratou-se das áreas verdes públicas da cidade. Contudo, foi dessa época a urbanização da Pampulha e a criação da lagoa artificial, lagoa da Pampulha, a qual, atualmente, constitui um importante espaço livre com funções também de turismo e lazer.
Somente entre 1951 e 1952, na gestão do prefeito Américo Renê Giannetti, foi elaborado um plano diretor para Belo Horizonte. Nesse plano, além de serem analisados os aspectos de cadastro urbanístico, infraestrutura, tráfego, transporte e outros, estavam incluídos os parques, jardins, hortos e áreas verdes. O Departamento de Parques e Jardins foi criado, nessa época, pela Lei Municipal n. 254/1951, diretamente subordinado ao prefeito, entrando em vigor em 1o de janeiro de 1952.
A importância da preservação dos parques e seus recursos hídricos
Belo Horizonte conta com uma quantidade expressiva de cursos d’ água. Parte deles encontra-se em áreas de preservação ambiental, como os parques municipais. Esta é uma importante estratégia para a conservação dos recursos naturais e da biodiversidade, que contribuem para uma melhor qualidade de vida da cidade. A maioria dos parques, atualmente são 73 administrados pela Fundação de Parques Municipais, apresenta nascentes, espelhos d’água, córregos e lagos.
São inúmeros os benefícios que incentivam a preservação dessas áreas. A fauna e flora dos parques dependem de uma boa qualidade da água para sua conservação. A boa permeabilidade do solo nessas áreas também contribui para abastecimento de mananciais.
Alguns parques de BH
Parque Municipal Roberto Burle Marx
(Av. Ximango, 809, Bairro Flávio Marques Lisboa)
Parque Municipal Américo Renné Giannetti
(Av. Afonso Pena, 1377, Bairro Centro)
Parque das Mangabeiras
(Av. José do Patrocínio Pontes, 580, Bairro Mangabeiras)
Parque Jornalista Eduardo Couri
(Av. Artur Bernardes, 85, Bairro Vila Paris)
Parque Nossa Senhora da Piedade
(Rua Rubens de Souza Pimentel, 750, Bairro Arãao Reis)
Parque Primeiro de Maio
(Rua Joana D’Arc, 190, Bairro Primeiro de Maio)
Parque José Lopes dos Reis
(Rua Albânia, 17, Bairro Europa)
Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado
(Rua Desembargador Lincoln Prates, 240, Bairro Itapuã)
Você já ouviu falar muito em reciclagem, reutilização, sustentabilidade, etc...
Nossa abordagem é sempre no sentido de pensarmos em quanto todos somos responsáveis por essas questões e de como é importante que cada um faça sua parte.
Seja em casa, no trabalho ou mesmo num passeio num parque ou shopping, sempre podemos pensar em como agir de maneira responsável, dando bons exemplos para nossos filhos e todos à nossa volta. Isso é chamado de "corresponsabilidade" ou a responsabilidade de cada um fazendo a sua parte para criar um efeito maior.
Foi pesquisando sobre essas questões que o VinaVina descobriu a RECICLEIROS:
uma organização que se dedica ao desenvolvimento de soluções para a gestão de resíduos sólidos. Especializados no desenvolvimento de soluções para a gestão sustentável de resíduos, são movidos pelo desafio de oferecer soluções capazes de aliar custos competitivos com desenvolvimento social e redução dos impactos ambientais.
Outro fator com o qual nos identificamos muito foi o conceito de trabalho conjunto, em rede, para somar conhecimentos e aptidões, assim como temos feito aqui na Vina e nas ações do nosso Departamento Socioambiental.
Saiba como montar, em casa ou no trabalho, um sistema de organização do lixo de forma fácil e funcional. Por Erich Burger, fundador da Recicleiros.
"Entendemos a sustentabilidade como consequência de uma adaptação cultural e mudança perene de hábitos de consumo. A gestão sustentável de resíduos depende da atitude de cada ser humano e que ele seja o elemento de transformação da realidade onde está inserido. Desenvolvemos projetos para educação ambiental com foco no incremento de resultados dos nossos projetos e na mudança de atitude de nossos públicos."(Recicleiros)
Veja mais em
E VEJA ESSAS BOAS DICAS TAMBÉM:
Instituições de Reciclagem de Resíduos
Aqui você encontra listas de empresas e instituições que compram ou aceitam doações de materiais recicláveis.
Descarte seus Resíduos
Garanta um destino correto, com segurança e economia.
Pontos de Reciclagem
Um passo-a-passo de como encontrar cooperativas e sucateiros perto de você
A mais nova criação dos surfistas espanhóis Andrew Turton e Pete Ceglinski – que também é ex-designer – visa tentar resolver um grande problema: o acúmulo de lixo nos mares. A Seabin, nome dado ao projeto, é uma lixeira com mecanismo de sucção que, ao ser posicionada na água, faz a limpeza da região ao redor, puxando todo o lixo que ali está – incluindo substâncias como combustível e petróleo.
Esses exemplos nos mostram que qualquer pessoa pode contribuir para ajudar na preservação dos nossos recursos naturais e proporcionar um futuro mais promissor para nossos filhos e netos.
Faça a sua parte, mesmo que pareça muito pouco pode fazer a diferença se cada um colaborar com o que pode.
A eterna Hermione Granger da saga “Harry Potter” fez questão de revelar que apoia a moda sustentável.
No mês passado aconteceu o tradicional baile do museu Metropolitan, o Met Gala, na cidade de Nova York, nos EUA, que reuniu várias celebridades da música, cinema e televisão, os quais desfilaram ternos e vestidos criativos e exuberantes.
Um dos looks que mais chamaram atenção foi o da atriz Emma Watson, mas não por conta do modelo escolhido para a ocasião, um lindo Calvin Klein, e sim por conta do discurso ecológico por trás dele: o vestido foi feito de garrafas de plástico recicladas.
O vestido foi feito através de uma parceria da Calvin Klein e Livia Firth, criadora da Eco Age, organização que trabalha na criação de soluções sustentáveis e que não agridam o meio ambiente para outras empresas.
“O corpo do vestido é feito de três tecidos diferentes e todos os fios da costura são feitos de garrafa PET. O plástico é um dos maiores poluentes de nosso planeta. Poder reaproveitar esse material e incorporá-lo no meu vestido do Met mostra o poder que a criatividade, tecnologia e magia têm trabalhando junto.”
“Cada parte desse lindo vestido foi produzido com a sustentabilidade em mente, até mesmo os componentes que você não consegue ver”, acrescentou Emma Watson. “Os zíperes foram feitos de materiais recicláveis e o bustiê foi feito de algodão orgânico.”
A atriz explicou que não é usado nenhum produto químico na produção do algodão orgânico, sendo melhor para o meio ambiente e para as pessoas que precisam manuseá-lo. Ela contou ainda que o vestido pode ser separado em três partes, dando a possibilidade de criar novos looks e, portanto, ser reaproveitado.
Em uma entrevista à CNN, ela confessou que decidiu no ano passado usar somente moda sustentável nos tapetes vermelhos que comparecesse.
“A indústria da moda é a segunda maior poluidora de água no mundo. Isso tem um impacto muito grande na natureza e no ser humano”, justificou a atriz. “Não é mais o bastante, para mim, se é um item bonito ou uma roupa bonita. Eu preciso saber se não estou deixando uma marca negativa.”
Essa não é a primeira vez que Emma Watson defende uma mudança na indústria da moda. Além de fazer um apelo pela moda sustentável no Met Gala deste ano, em 2015, ela pediu por mais igualdade de gênero nesse meio, no qual apenas 1,7% das mulheres ocupam cargos de CEO nas empresas de varejo, além de ser um espaço de exclusão para mulheres e homens de minorias étnicas, gordos e trans.
“É hora de mudar. Precisamos dar uma mensagem melhor para as mulheres de todas as idades, formas e nacionalidades. Precisamos fazer com que as mulheres possam se sentir confortáveis com quem são”, afirmou a atriz.
Essa é Emma Watson: ela usa sua plataforma para criar mudanças necessárias para o mundo. E isso é algo que todos podemos apoiar*.
O meio ambiente - suas questões e as atuais ameaças à sua preservação - é, talvez, o assunto de maior relevância para nós do Vi na Vina. Por isso, fizemos uma seleção de textos, videos e afins para aprofundar a nossa reflexão neste mês, em que se comemora o Dia do Meio Ambiente, sobre nossos hábitos de consumo e de desperdício.
Para começar, reproduzimos aqui uma excelente reflexão da jornalista Eleonora Santa Rosa que foi publicada em 13/5/2016 no sitedomtotal.com. Confira abaixo: Desperdiçamos nossos fracassos e até nossos êxitos.
Por Eleonora Santa Rosa*
Quantas chances são jogadas fora, postas de lado, diariamente?
Tema que há muito me invade na sua mais ampla abordagem.
Interessa-me a dimensão que extravasa o âmbito pessoal, embora, de toda forma, este seja um bom ponto de partida para tudo o mais.
Fico pensando em relação ao que assistimos hoje, quantas chances perdidas, quantas oportunidades relegadas, quantas vidas desperdiçadas, quantos amores descartados, quantas causas abandonadas, mote de um inventário sem fim.
Quantas chances jogadas fora, postas de lado, diariamente?
Quanto saber, experiência, conhecimento, deliberadamente perdidos e/ou deletados, por inveja, ciúme, poder, usura, fraqueza, perseguição, incompreensão, opressão.
Desperdiçamos muito, cada dia mais, desbragadamente, sem parar.
Dentro e fora de casa.
No território público.
Desperdiçamos tudo: alimento, sobras, saúde, amor, saber, crenças, recursos naturais, conquistas sociais, felicidade, dinheiro, tempo, amizades, esperanças, como se houvesse, sempre, à disposição, uma infinidade de novas possibilidades e chances, uma espécie de ciranda esquizofrênica, imatura, perversa, alimentadora de passivos sem fim.
Passivos, inclusive, assistimos à vigência da obsolescência programada, do descarte premeditado, das relações interditadas, do alastramento do refugo humano (mestre Bauman já bem apontava), do consumo estéreo e histérico.
Desperdiçamos nossos fracassos e até nossos êxitos, êxodo da dimensão humana da vida, corrupção dos valores básicos.
Desperdício, dispersão, destruição, dissipação, perda, raiz semântica que se enraíza por todos os troncos e galhos da vida brasileira, não só aqui, por suposto, mas arrasadoramente e furiosamente aqui!
Desarmar/desamar o desperdício e nutrir o seu oposto, SOS.
* Eleonora Santa Rosa Jornalista, editora e empreendedora cultural, é considerada uma importante especialista na área de Projetos, Planejamento, Captação de Recursos, e Gestão Cultural, com larga experiência na formatação, negociação e implementação de iniciativas culturais de envergadura e repercussão. Ocupou vários cargos públicos ao longo de sua trajetória profissional, tendo sido Secretária de Cultura do Estado de Minas Gerais. É fundadora e diretora do Santa Rosa Bureau Cultural, no qual desenvolve ações referenciais nacionais no campo da Cultura.
Para ver, anotar e refletir:
Uma produção da BBC, fazendo uma linda reflexão sobre o tempo e a natureza. Imperdível!
Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os diaFeira de produtos orgânicos em BH