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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Você conhece a Casa Imaginária?

Um espaço onde a imaginação tira ideias do papel, cria colaborativamente, valoriza o que é local e acredita na força dos encontros. [santo antônio, bh]


Sabe aquelas pessoas que olham para problemas e enxergam oportunidades? Belo Horizonte está cheia delas. Gente de diferentes condições sócioeconômicas, regiões da cidade ou crenças que decide se unir para transformar cenários de marginalização e pobreza em empoderamento e solidariedade. 

Transformando escassez em abundância: 
4 projetos que você precisa conhecer em BH

TRANSENEM
#equidadedegênero #educação

Pessoas transexuais e travestis estão entre as alunas e os alunos que mais abandonam a escola, na maioria das vezes por não conseguirem viver em uma situação de exclusão e violência. O Transenem surgiu para reduzir essa que é uma das muitas formas de marginalização das pessoas trans. Com aulas gratuitas e professores voluntários, o cursinho preparatório para a prova do ENEM aumenta as chances de entrada na universidade, além de oferecer uma rede de apoio e valorização da autoestima para as alunas e os alunos. Desde o início do projeto, em 2015, o time já conquistou três aprovações: Raul e Sofia agora estudam Filosofia e Biblioteconomia na UFMG e Nathan alcançou o sonho de estudar Engenharia Ambiental, no CEFET. Cada vitória é um grande incentivo para quem um dia possa ter achado impossível vencer esse desafio.

Como ajudar?
A continuidade do projeto depende de doações financeiras e de tempo, seja de professores para o cursinho ou voluntários para oferecer oficinas e cursos em outra áreas. Além disso, os integrantes do Transenem também vendem produtos em feiras e outros eventos para arrecadar recursos para o projeto. Eles já estiveram duas vezes na Casa Imaginária (e foi um sucesso!). Para entrar em contato, envie uma mensagem pela página do Transenem no Facebook.

No Arraial que fizemos aqui na Casa Imaginária, os integrantes do Transenem ficaram por conta dos caldos e da canjica. Foto: Belisa Murta.


GRUPO DE MULHERES SEMEANDO ESPERANÇA
#empoderamentofeminino #organicos #moradia

A comunidade Paulo Freire, no Barreiro, é uma das várias ocupações que reúnem famílias em busca do direito a moradia digna em Belo Horizonte. A comunidade surgiu em maio de 2015, e, seis meses depois, algumas mulheres se mobilizaram para enfrentar juntas a situação de desemprego que viviam. Foi aí que surgiu o Grupo de Mulheres Semeando a Esperança. Hoje elas estão construindo uma horta na ocupação, com o apoio do Grupo Aroeira e do Coletivo Nossos Quintais, que auxiliam no processo de mobilização e ensinam técnicas de manejo. O plano é oferecer orgânicos a preço popular para os moradores da comunidade, fornecer alimentos para a creche da ocupação Eliana Silva, que fica ao lado, e até mesmo vender para outras pessoas do bairro do entorno, a Vila Pinho. Dá pra acompanhar os passos do grupo pela página no Facebook.

Como ajudar?
Atualmente o grupo precisa de doações financeiras para construir a cerca da horta, além de comprar ferramentas e realizar processos de formação em agroecologia. Para contribuir com o projeto, você pode entrar em contato com Cristiana (Nossos Quintais) 31 98785–3744 ou Cristina (Grupo Semeando a Esperança) 31 98943–2714.

As mulheres da Ocupação Paulo Freire e do Coletivo Roots Ativa também tiveram uma barraquinha no Arraial Imaginário. Foto: Belisa Murta.



ROOTS ATIVA
#economiasolidaria #nutricao

Você sabia que existe um centro de cultura Rastafari no Aglomerado da Serra? O coletivo Roots Ativa reúne agentes culturais, educadores, cozinheiros, oficineiros e artistas que fazem atividades de permacultura, culinária criativa, capoeira, música e artes com jovens, mulheres e outras pessoas em situação de vulnerabilidade na comunidade. A sede do grupo, construída com materiais reaproveitados como madeira, pneu e plástico, fica na casa mais alta do morro, na divisa com o Parque das Mangabeiras. Uma das fontes de renda para sustentar as atividades do coletivo é a produção artesanal e venda de deliciosos alimentos veganos e vegetarianos. Vale a pena ficar de olho na página do Facebook para descobrir os eventos que eles estarão presentes ou mesmo encomendar pedidos às quartas-feiras, que é o dia de entregas em BH.

Como ajudar?
O Roots Ativa acredita no poder da troca: a venda de produtos orgânicos e nutritivos é uma forma de gerar renda enquanto oferecem uma alimentação saudável para as pessoas. Os pedidos podem ser feitos pelo Facebook ou pelo tele-entrega: (31) 4137–0137. Os membros do coletivo também valorizam toda forma de envolvimento: voluntários para contribuir com as oficinas, realizar atividades com as crianças da comunidade ou cuidar da manutenção do espaço são bem-vindos. Além disso, aceitam doações de móveis e materiais que possam ser reutilizados no espaço.




AMAR É SIMPLES
#voluntariado #educação

Uma rede de pessoas que doam tempo e habilidades para ajudar o outro. O projeto acontece em creches, escolas, empresas, hospitais, asilos e também na APAC (Associação de Proteção e Assistência a Condenados). A APAC é um presídio muito diferente dos tradicionais: mais do que punir, a instituição existe para dar oportunidades de recuperação para as pessoas que estão cumprindo pena — é por isso que lá elas são chamadas de recuperandos. O tempo de detenção é dividido entre trabalho e estudo. Além do custo mensal de cada recuperando da APAC ser três vezes menor do que dos detentos de unidades tradicionais, as vantagens são claras: a taxa de reincidência da unidade de Santa Luzia nos últimos 10 anos foi de 28%, enquanto a média do sistema penintenciário brasileiro é de 70%. Os voluntários do Amar é Simples visitam a unidade de Nova Lima uma vez por mês e propõem atividades relacionadas a uma data comemorativa.

Como ajudar?
O Amar é Simples não aceita doações em dinheiro: tudo que interessa é o tempo que você tem para se dedicar e as habilidades que você quer compartilhar. Se ainda não existe um projeto dentro do AES que é a sua cara, não hesite: proponha!




A Casa Imaginária adora reunir pessoas que têm criatividade e disposição pra melhorar a cidade e a vida de outras pessoas. Pra ficar por dentro da programação, cadastre-se na lista de e-mails e acompanhe os perfis no Facebook e no Instagram.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Natal com reutilização

O fim de ano vem chegando e dá início ao consumo desenfreado devido ao Natal. São sacolas repletas de presentes, lembrancinhas e filas intermináveis para as compras que vão desde à ceia de Natal à decoração da casa. Por isso, mais do que nunca, é tempo de praticar o consumo consciente. O bolso e a natureza agradecem!

Para começar, o vinavina reuniu boas ideias para te inspirar na decoração de Natal com objetos reutilizados. E uma forma bem simples para começar é praticar a reutilização dos materiais que utilizamos em nosso dia a dia, como garrafas PET, frascos e vidros vazios, papelão, copos descartáveis e muito mais. Estes e outros materiais podem ser combinados com tecido, massa de biscuit, feltro e barbante para produzir belos enfeites, que além de serem ótimos para a sua própria decoração natalina, também poderão ser vendidos, gerando uma renda extra! 


Boneco de Natal com copinhos plásticos



Árvore de Natal com revistas antigas



Garrafas! Essas com certeza você já tem em casa, só falta usar a criatividade! Luzinhas, spray de tinta ou retalhos dão um toque especial. Também vale reaproveitar aquela toalha de mesa natalina que ficou manchada ou velha demais para ir para a mesa.





Revistas e jornais antigos: esqueça o papel de presente e se inspire com essas ideias para embalagens de presentes e laços. São criativas, únicas e especiais. 





Sabe os rolinhos de papelão que sempre vão para o lixo depois que o papel higiênico acaba? Não precisa mais jogar no lixo! Com criatividade eles podem se transformar em lindas decorações natalinas. 

 




Latas também podem se transformar em pequenos pontos de luz para a sua casa durante a ceia de Natal. Você vai precisar de retalhos de tecido, um cabide antigo, prendedores de roupa e velas! 



E que tal reutilizar aqueles CDs antigos que estão arranhados? Temos certeza que essa bolinha diferente e super criativa vai fazer muito sucesso na sua árvore de Natal!


Palitinhos de picolé também podem fazer parte da sua decoração! Basta escolher o tema e enfeitá-los da forma que preferir. Depois é só pendurar na árvore! 






O Natal é uma época de renovação e 
esperança, perfeita para praticarmos a sustentabilidade!


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Trabalho conjunto Vina + UMEI

Desde 2011, a Vina vem realizando um trabalho conjunto com a equipe da UMEI Águas Claras (Unidade Municipal de Ensino Infantil – PBH), que foi fundamental para a nossa aproximação com a comunidade local, da qual a Vina já faz parte. A finalidade principal desse trabalho é a formação de um elo de corresponsabilidade socioambiental, sempre com foco na educação. 




O início 

No projeto da Nova Sede, a ideia inicial era demarcar a área do terreno com cercas vivas. Após vários atos de vandalismo, a Vina foi forçada a construir um muro de proteção. O que era para ser um ponto negativo, se transformou em positivo: a primeira ação do trabalho conjunto com a UMEI Águas Claras foi envolver as crianças da escola, junto com os professores, em uma atividade de pintura do muro construído. A ideia se estendeu e envolveu também os adolescentes, com um grupo de grafiteiros da região. O resultado foi muito positivo! As ações realizadas pela escola estão em sintonia com a filosofia de trabalho do Departamento Socioambiental, o que proporcionou o desenvolvimento de várias ações socioeducativas e sensibilizadoras, envolvendo a escola, os alunos, os professores e as famílias. 




Projeto Cultura da Criança 
Com a criação e coordenação do educador e brincante Adelsin, o foco desse projeto é o resgate das brincadeiras antigas. Foi realizada uma série de encontros com as famílias, a fim de estimular a arte do brincar e de inserir os educadores da UMEI no universo da criança. 





Oficinas de reutilização 
Com a coordenação da artista e designer Cristina Araújo, foram desenvolvidas oficinas de reutilização e reaproveitamento de sucatas, focadas no resgate da autoestima e geração de renda complementar para as famílias da comunidade. O aprendizado foi integral, desde a separação correta dos materiais até as técnicas de comercialização dos objetos produzidos. Durante as oficinas, Cristina aproveitava para conversar e abordar temas educativos, reforçando a importância do cuidado com o lixo e a prática diária da reutilização.





Projeto Circo para Todos 
Esse trabalho foi elaborado gradativamente, a partir das demandas dos participantes e das necessidades da comunidade. Coordenado pelo grupo Circo em Cena, as oficinas têm o foco no desenvolvimento da cultura e da arte, com leveza, alegria e resgate da autoestima.

 



Projeto de educação ambiental
Esse trabalho teve como propósito resgatar os valores ecológicos e sociais das crianças e dos funcionários da UMEI. Foi realizada uma pesquisa sobre hábitos alimentares, que mostrou um grande déficit na alimentação das crianças e famílias da comunidade. Para incentivar a reeducação alimentar, o Departamento Socioambiental desenvolveu um caderninho de receitas com foco no aproveitamento integral dos alimentos, que você confere a seguir. 



Caderninho de receitas 



Passeata pelo bairro na Semana da Educação Infantil, realizada dia 25 de agosto de 2014. 

Além de todos os projetos e ações citados acima, a Vina e a UMEI vêm realizando diversos tipos de intervenções e atividades com a comunidade. Esse trabalho conjunto vem gerando bons frutos e foi fundamental para a aproximação e aceitação da Vina como parte da comunidade Águas Claras. 


"Nenhum de nós é tão bom
quanto todos nós juntos"




terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Descarte de maneira correta!

Onde jogar fora o celular estragado, as baterias e pilhas antigas e o óleo de cozinha que já foi utilizado? O que fazer com os móveis que não queremos mais, com a geladeira velha e com aquele colchão que não tem mais uso? 



Seguem abaixo algumas dicas e informações para orientar o descarte de qualquer tipo de lixo ou resíduo, de forma prática e correta! Se você preferir, também pode reutilizar e reaproveitar vários desses materiais... é só usar a criatividade!



O lixo eletrônico                                  Pilhas e baterias 

      


Pneus                                                   Óleo de cozinha

      

(entulho, móveis, lâmpadas, remédios)


Por falar em descarte inteligente...

Participe da nossa campanha:
DESEMBRULHE COM CARINHO
com o mesmo carinho com que você dá e recebe presentes!
O que fazer com tanto papel de presente no dia seguinte ao Natal?
Jogar no lixo? De jeito nenhum!

Embrulho >>> desembrulho >>> reaproveito >>> reciclo


O Vinavina começou a campanha Desembrulhe com carinho em 2010 e foi um sucesso!
Neste Natal, contamos com a sua colaboração para que essa campanha continue gerando bons frutos. 
 Desembrulhe seu presente com o mesmo cuidado e carinho com que você o recebe.
Sabe por quê?

Esse material (papéis, caixas e fitas) pode gerar trabalho e renda ao ser transformado em outros novos e lindos objetos, que serão novos presentes... Você pode descartar aquelas embalagens coloridas na coleta seletiva ou pode doar para grupos de inclusão produtiva.

Participe dessa rede!
O Departamento Socioambiental da Vina está aberto para receber as embalagens que você guardar! 
Entre em contato com a gente:

Tel.: 3221-2448 / 9591-5516
E-mail: vinasocial@gmail.com
ou deixe seu comentário aqui no blog!



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A história dos Catadores


De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico realizada pelo IBGE em 2000, coleta-se no Brasil diariamente 125,281 mil toneladas de resíduos domiciliares, e 52,8% dos municípios Brasileiros dispõem seus resíduos em lixões.

Hoje estima-se que 1 em cada 1000 brasileiros é catador. E 3 em cada 10 catadores gostariam de continuar na cadeia produtiva da reciclagem, mesmo que tivessem uma alternativa. 


O Catador tira do lixo o seu sustento. Seja coletando materiais recicláveis pelas ruas e lixões, na coleta seletiva, ou através de parcerias. 


Pioneiros da Coleta Seletiva

A prática da reutilização é antiga no País e em Belo Horizonte (MG). Anterior à popularização da reciclagem, só passou a fazer parte das ações de recuperação ambiental do planeta na década de 90. Os catadores de papel, que já nos anos 50 eram vistos pela capital mineira, recolhendo ‘lixo de valor’, são, portanto, os precursores da coleta seletiva na cidade. 


Os catadores, até o fim da década de 80, trabalhavam exclusivamente para os donos dos depósitos que, ainda hoje, são intermediários de grande parte da venda do material reciclável às indústrias. É a partir de 1993 que o poder público dá um salto qualitativo, ao reconhecer, publicamente, a importância do trabalho do catador, tanto como agente ambiental, como, também, pela economia que esses trabalhadores geram para a prefeitura, que deixa de coletar, transportar e dar destinação final ao material coletado por esse setor informal.

Nessa ocasião, com relação à parceria com a ASMARE, a prefeitura apoiava o seu funcionamento, não só pela doação dos recicláveis, mas, principalmente, pelo repasse de recursos para pagamento de despesas administrativas, fretes, vales-transporte e fornecimento de uniformes aos catadores.


Movimento Nacional dos Catadores de 
Materiais Recicláveis 


O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) é um movimento social que há cerca de 12 anos vem organizando os catadores e catadoras de materiais recicláveis pelo Brasil afora. Busca a valorização da categoria de catador, que é um trabalhador como outro qualquer e tem sua importância.

O principal objetivo é garantir o protagonismo popular da classe, que é oprimida pelas estruturas do sistema social. O MNCR acredita na prática da ação direta popular, que é a participação efetiva do trabalhador em tudo que envolve sua vida, algo que rompe com a indiferença do povo e abre caminho para a transformação da sociedade.


Tração Humana

Na maioria das vezes os catadores e catadoras passam despercebidos nos lixões, nos galpões e nas ruas. Catam, transportam e vendem o lixo. Catam como? Como transportam? E como comercializam? Qual a diferença da situação atual e a de 20 anos atrás? 


Hoje os catadores possuem uma organização, um movimento nacional, lideranças que dialogam diretamente com o Governo, mas continuam em sua grande maioria como antes, sem as condições mínimas adequadas para o trabalho que executam. No Brasil, os catadores, muitos deles filhos de catadores, no sol, na chuva e em ruas movimentadas transportam seus carrinhos de mão, ou puxam sacos repletos de materiais recicláveis, usando sua força física com a tração humana. Com esse trabalho precário, contribuíram para transformar o Brasil no campeão mundial em reciclagem de alumínio.

É preciso acreditar na cidadania do catador, do cidadão, e na gestão pública de qualidade. Devem ser oferecidas aos catadores opções dignas de trabalho e renda compatível com a nobre, antiga e moderna tarefa que executam e que tantos benefícios traz para o País.






Não deixe de visitar: 
Exposição temporária: Seu Lixandre – Narrativas de Catação
Onde: no segundo andar do Espaço do Conhecimento UFMG, localizado na Praça da Liberdade, s/n
Quando: De terça a domingo - 10h às 17h / Às quintas-feiras - 10h às 21h
Entrada gratuita
www.espacodoconhecimento.org.br


Para ler e se informar
Essa postagem foi baseada nos artigos e informações abaixo: