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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

LEVANDO A SÉRIO O DIREITO AO VOTO



As eleições municipais se aproximam e as campanhas políticas já começaram a ocupar os espaços da mídia e das cidades. Considerando que é fundamental esclarecer, sempre que possível, sobre o quanto uma eleição é significativa para o destino de uma cidade ou do País, o Departamento Socioambiental convidou o Prof. Guilherme Wagner Ribeiro, professor de Direito da PUC-MG e servidor da Assembleia Legislativa de Minas Gerais - ALMG, para falar para a equipe da VINA sobre a importância e o valor do voto para as mudanças positivas que o Brasil precisa no momento atual.

"É uma satisfação poder contribuir com o trabalho de conscientização do Departamento Socioambiental com a equipe Vina, que me convidou recentemente para uma conversa sobre eleições. Mais uma vez, quero destacar dois pontos. O direito ao voto foi uma conquista. Inicialmente, só podia votar homens, alfabetizados e com alguma renda financeira. Diferentes grupos, em especial, as mulheres, lutaram bravamente, para ter o direito de votar. Houve períodos de ditadura em que esse direito foi suspenso; muita luta para reconquistá-lo. Então, não devemos fazer pouco caso deste direito. É preciso levá-lo a sério."



CONFIE DESCONFIANDO DA POLÍTICA

Na opinião do Prof. Guilherme Ribeiro, é verdade que andamos muito desanimados com a política e com a qualidade dos políticos. Mas ele avalia que: "Se, por um lado, há problemas com a política, não há solução para os problemas sociais que não passe pela política. Se você acha que está ruim com ela, muito pior estaria sem ela. Então, confie na política, mas não é a confiança cega, desatenta. É uma confiança em que os políticos devem saber que a população está de olho, que ela está sempre um pouquinho desconfiada. Sabe quando um pai confia no filho, mas nem por isto deixa de estar atento ao que ele está aprontando? É por aí. A confiança combina com uma pitada de desconfiança. Ela não combina com o desprezo, com o pouco caso."


REFORMA POLITICA 

Além do voto, é importante conhecer a realidade e os problemas da nossa rua, do nosso bairro, da nossa região e da cidade como um todo. Nem sempre o voto garante que as promessas políticas sejam cumpridas. É preciso muita informação, educação e conhecimento dos nossos direitos e da nossa realidade para acompanhar o processo político e o desenvolvimento de políticas públicas que possam garantir e melhorar a vida de todo cidadão.
"O voto é importante, é também um voto de confiança em um candidato, mas é preciso reconhecer que nosso sistema político dificulta bastante que esse direito seja reconhecido, que ele tenha efetivamente valor. Então, vamos escolher bem o candidato, mas não vamos nos iludir, é preciso uma revisão profunda desse sistema eleitoral, é preciso uma reforma política".

Guilherme Wagner Ribeiro - Professor de Direito da PUC Minas e Servidor da Assembleia Legislativa.

Após o encontro do professor Guilherme, a equipe se reuniu e assistiu um vídeo gravado, especialmente, para responder sobre os seus questionamentos.






Veja o vídeo




Para facilitar sua pesquisa sobre os candidatos e mais algumas informações
acesse os links abaixo:





ENTREVISTA DE GUILHERME RIBEIRO
PARA A SEÇÃO "NA LATA" EM 20/10/2014



Após o evento a equipe Vina fez uma visita à Assembleia Legislativa. Foram muito bem recebidos e consequentemente surgiram vários questionamentos.




sexta-feira, 23 de maio de 2014

Mexa-se >> conversa sobre mobilidade




Conversa boa mobiliza pessoas, agita ideias e aponta possibilidades para ações cada vez mais coletivas


Diante da pergunta colocada - O que podemos fazer para melhorar a condição de mobilidade na cidade? - um grupo de 20 pessoas atendeu ao convite da Vina para comentar, avaliar e discutir questões e iniciativas que estão na ordem do dia em Belo Horizonte e em todas as cidades que enfrentam as dificuldades e buscam soluções para a mobilidade urbana.

O que aconteceu, na verdade, não foi um debate, foi um encontro de pessoas e de movimentos afins em que cada um falou da sua experiência individual ou coletiva e que só não continuou noite adentro porque não era dia de casa aberta no Reciclo 2. 

Conforme foi planejado, já que queríamos que mais pessoas pudessem participar, conseguimos – graças à boa vontade, disposição e simpatia do Thiago Souza – transmitir em tempo real a nossa conversa pelo site do BH em Ciclo.


Clique nas fotos para ampliar. 

Aqui neste post, queremos agradecer e registrar as presenças – todas ilustres – e compartilhar os pontos principais abordados por cada participante. Éramos 20 pessoas reunidas em torno de uma mesa para falar sobre andar a pé nas nossas precárias calçadas, andar de bicicleta, de moto, de ônibus, de carro, de MOVE, enfim, sobre as várias formas de transitar por uma cidade como Belo Horizonte, na qual a mobilidade é há muito tempo uma questão pra lá de complexa e delicada.

Renato Malta, diretor da Vina, fez a abertura do encontro, apresentando a empresa e a proposta do Departamento Socioambiental. Com ele, e representando toda a equipe da Vina, participaram também - e contribuíram muito com suas experiências -, os seguintes profissionais: Aldair Rodrigues (moto frentista); Diego Luís Pereira (usuário de ônibus); Elson Matoso (usuário de carro); Evandro Silva de Souza (que circula a pé); Flávio da Silva Oliveira (que usa a bicicleta como meio de transporte diário) e Keyty Andrade (estagiária do Departamento Socioambiental e usuária de ônibus e metrô). Juliana Foini (responsável pelo blog vinavina e pelo registro fotográfico do encontro) apresentou o blog e a proposta desta série de postagens sobre mobilidade urbana, que motivou a organização daquela reunião. Eu, Élida Murta, ativista do Movimento Fica Ficus e colaboradora permanente dos projetos socioambientais da Vina, participei como mediadora do encontro.


 Equipe Vina - clique nas fotos para ampliar.

Pedimos a todos os convidados que se apresentassem e que falassem de suas experiências e propostas. Assim, deram sua valiosa contribuição: Marcelo Cintra – especialista no assunto mobilidade urbana; Carlos Campos, representando o movimento Bike Anjo; Guilherme Tampieri, representando a BH em Ciclo – Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte; Vanessa Duarte, representando o Nossa BH – Movimento social por uma cidade mais justa, democrática e sustentável; e Marina Costa Val, representando o movimento Tarifa Zero, que vem defendendo a redução das tarifas e a qualidade no transporte público. Participaram também: Mayra Milena (Tarifa Zero), Poliana Figueiredo e Vinícius Mundim (BH em Ciclo), Renata Aiala (Bike Anjo e BH em Ciclo), Tays Canji (Tarifa Zero), Gláucia Barros (Nossa BH e Avina) e Jean Legroux, pesquisador francês e doutorando em Mobilidade Urbana.



 Clique nas fotos para ampliar.

Vários problemas foram colocados na mesa, mas num ponto todos concordavam: as cidades existem em função do automóvel. E, diante da caótica realidade atual, é preciso mudar urgentemente a relação da cidade com o carro. Entre inúmeras urgências e providências apontadas, destacamos: reduzir o número de carros circulando na cidade; promover e apoiar o desenvolvimento de políticas públicas que favoreçam outros meios de circulação individual e coletiva; promover de forma crescente a bicicleta como meio de transporte urbano; buscar soluções viáveis e eficazes para o transporte público (ônibus e metrô), apoiar e participar dos movimentos sociais que, questionando governos e empresas, buscam soluções justas e democráticas para os problemas de mobilidade enfrentados por todos. Como bem disse Marcelo Cintra, não podemos mais ficar esperando uma “vontade política” para a solução dos problemas de mobilidade. A vontade tem que ser coletiva, tem que partir de nossa ação e mobilização o encaminhamento de problemas e soluções. 

É preciso pensar a cidade como um todo, é preciso aproveitar as boas ideias que vêm dando resultados positivos e garantir, pela vontade coletiva ampla, que as decisões políticas e as leis orçamentárias garantam o compromisso com as transformações necessárias.

Participantes do debate.  

Assim, a partir desse encontro, que para todos nós foi muito proveitoso, queremos dar sequência a essa conversa. Queremos acompanhar os avanços que, neste exato momento, colocam em cheque – com greves e mobilizações de várias naturezas - a condução política e econômica dos problemas brasileiros de mobilidade nas cidades. 

Para você, que não pôde acompanhar o nosso encontro mas que está interessado em participar com suas ideias e boas práticas, aí estão os links para conferir, na íntegra, tudo o que compartilhamos na tarde do dia 14 de maio. As fotos podem ser vistas aqui. 


Para conferir as outras postagens sobre mobilidade urbana aqui do vinavina, seguem os links abaixo. 






Seja a pé, de bike, de moto, de carro, de ônibus, de metrô e até de MOVE, vamos em frente! 
Parados é que não vamos ficar.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A história dos Catadores


De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico realizada pelo IBGE em 2000, coleta-se no Brasil diariamente 125,281 mil toneladas de resíduos domiciliares, e 52,8% dos municípios Brasileiros dispõem seus resíduos em lixões.

Hoje estima-se que 1 em cada 1000 brasileiros é catador. E 3 em cada 10 catadores gostariam de continuar na cadeia produtiva da reciclagem, mesmo que tivessem uma alternativa. 


O Catador tira do lixo o seu sustento. Seja coletando materiais recicláveis pelas ruas e lixões, na coleta seletiva, ou através de parcerias. 


Pioneiros da Coleta Seletiva

A prática da reutilização é antiga no País e em Belo Horizonte (MG). Anterior à popularização da reciclagem, só passou a fazer parte das ações de recuperação ambiental do planeta na década de 90. Os catadores de papel, que já nos anos 50 eram vistos pela capital mineira, recolhendo ‘lixo de valor’, são, portanto, os precursores da coleta seletiva na cidade. 


Os catadores, até o fim da década de 80, trabalhavam exclusivamente para os donos dos depósitos que, ainda hoje, são intermediários de grande parte da venda do material reciclável às indústrias. É a partir de 1993 que o poder público dá um salto qualitativo, ao reconhecer, publicamente, a importância do trabalho do catador, tanto como agente ambiental, como, também, pela economia que esses trabalhadores geram para a prefeitura, que deixa de coletar, transportar e dar destinação final ao material coletado por esse setor informal.

Nessa ocasião, com relação à parceria com a ASMARE, a prefeitura apoiava o seu funcionamento, não só pela doação dos recicláveis, mas, principalmente, pelo repasse de recursos para pagamento de despesas administrativas, fretes, vales-transporte e fornecimento de uniformes aos catadores.


Movimento Nacional dos Catadores de 
Materiais Recicláveis 


O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) é um movimento social que há cerca de 12 anos vem organizando os catadores e catadoras de materiais recicláveis pelo Brasil afora. Busca a valorização da categoria de catador, que é um trabalhador como outro qualquer e tem sua importância.

O principal objetivo é garantir o protagonismo popular da classe, que é oprimida pelas estruturas do sistema social. O MNCR acredita na prática da ação direta popular, que é a participação efetiva do trabalhador em tudo que envolve sua vida, algo que rompe com a indiferença do povo e abre caminho para a transformação da sociedade.


Tração Humana

Na maioria das vezes os catadores e catadoras passam despercebidos nos lixões, nos galpões e nas ruas. Catam, transportam e vendem o lixo. Catam como? Como transportam? E como comercializam? Qual a diferença da situação atual e a de 20 anos atrás? 


Hoje os catadores possuem uma organização, um movimento nacional, lideranças que dialogam diretamente com o Governo, mas continuam em sua grande maioria como antes, sem as condições mínimas adequadas para o trabalho que executam. No Brasil, os catadores, muitos deles filhos de catadores, no sol, na chuva e em ruas movimentadas transportam seus carrinhos de mão, ou puxam sacos repletos de materiais recicláveis, usando sua força física com a tração humana. Com esse trabalho precário, contribuíram para transformar o Brasil no campeão mundial em reciclagem de alumínio.

É preciso acreditar na cidadania do catador, do cidadão, e na gestão pública de qualidade. Devem ser oferecidas aos catadores opções dignas de trabalho e renda compatível com a nobre, antiga e moderna tarefa que executam e que tantos benefícios traz para o País.






Não deixe de visitar: 
Exposição temporária: Seu Lixandre – Narrativas de Catação
Onde: no segundo andar do Espaço do Conhecimento UFMG, localizado na Praça da Liberdade, s/n
Quando: De terça a domingo - 10h às 17h / Às quintas-feiras - 10h às 21h
Entrada gratuita
www.espacodoconhecimento.org.br


Para ler e se informar
Essa postagem foi baseada nos artigos e informações abaixo:

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Revitalização da Lagoa da Pampulha

Há 60 anos, o Brasil sediava a Copa do Mundo e Belo Horizonte (MG) era uma das cidades-sede. Turistas que a visitaram para assistir aos jogos aproveitaram para conhecer o “concreto em curvas” às margens de uma lagoa. Encantaram-se. 

A Copa de 2014, que novamente será sediada no país, se aproxima. Mas, dessa vez, a exuberância da Pampulha não é a mesma.



A história da lagoa 

A construção da Pampulha, apesar de não ter sido ideia original de Juscelino Kubitschek, e sim do prefeito anterior, Otacílio Negrão de Lima, ultrapassou o projeto inicial ao adquirir maior suntuosidade: um complexo arquitetônico, criado por Oscar Niemeyer. Além de sua beleza paisagística, ela é valorizada pelo famoso conjunto de edificações que representam marcos na arquitetura brasileira. 

Projetada em área rural, a partir de 1936, para servir como reservatório de abastecimento para Belo Horizonte, a represa ainda possui a função de amortecer ondas de cheia ou reduzir a vazão dos cerca de 40 cursos d’água que compõem a sua bacia hidrográfica. 

A lagoa da Pampulha, na época da sua inauguração (década de 40), era utilizada pelos moradores da região para prática de esportes náuticos, pesca e turismo, sendo frequentada por banhistas, desportistas e famílias até os anos 1980, quando começou a ser poluída pelos córregos e fábricas do entorno.

Lagoa da Pampulha na década de 50

Nas últimas décadas, o fenômeno de assoreamento da lagoa e da eutrofização de suas águas acelerou-se, chegando ao lamentável quadro de perda de 50% do seu volume de preservação e de 40% da área do espelho d’água. Além da deterioração da qualidade de suas águas, que apresentam elevados teores de matéria orgânica e baixas concentrações de oxigênio dissolvido. 

Ao longo desses anos, a ocupação desordenada e os escassos investimentos em saneamento básico trouxeram sérias consequências socioambientais para a Bacia da Pampulha.

Lagoa da Pampulha em 2010

O processo de revitalização 

Em 1998, foram realizadas cinco operações de limpeza na Lagoa da Pampulha. Entre as mais de 200 toneladas de lixo retiradas do local, foram encontrados objetos como pneus velhos, garrafas, animais mortos (vacas, cavalos e cachorros), sofás, colchões e armários, carcaça de veículos e ainda dois revólveres. 

Já no ano de 2004, cerca de 2000 toneladas de lixo foram retiradas.

Em 2010, Belo Horizonte sofreu com mais de 2 meses de seca, que reduziram drasticamente o volume de água da bacia. Assim, formou-se uma crosta de poluição na bordas de um dos principais cartões-postais da capital, impregnando as obras de Oscar Niemeyer de um mau-cheiro capaz de deixar qualquer turista bem longe. A mancha verde-musgo (foto acima) se alastrou por vários quilômetros, com mais de 10 centímetros de espessura em alguns pontos. No mesmo ano, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente iniciou um estudo para avaliar alternativas a serem usadas para tentar despoluir a lagoa.

Em março de 2013, o processo de revitalização finalmente começou. A previsão é que, até o final do ano, parte da Lagoa da Pampulha esteja completamente limpa. 

Sonda instalada para monitorar a qualidade da água da lagoa.

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, publicou, no início de março, o edital de licitação do empreendimento “Dragagem para Desassoreamento da Lagoa da Pampulha”. A intervenção complementa as ações de saneamento integrado, em implementação pela PBH e pela Copasa, no âmbito do programa Pampulha Viva, que integra o Programa de Recuperação e Desenvolvimento Ambiental da Bacia Hidrográfica da Pampulha (Propam). 

O termo dragagem define a escavação ou remoção de solo ou rochas do fundo de rios e lagos através de equipamento. A dragagem para desassoreamento da Lagoa da Pampulha consistirá na retirada de materiais orgânicos e inorgânicos sedimentados, carreados ao longo dos anos pelos afluentes da bacia hidrográfica da Pampulha. A previsão é retirar um total de 800 mil metros cúbicos de sedimentos até o inicio da Copa do Mundo de 2014.

O que se pretende é que o material seja dragado, succionado e transportado através de tubulações para um local próximo, no entorno da lagoa, onde deverá ser desidratado mecanicamente, facilitando o transporte para algum local mais distante, licenciado pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente.



Restauração da orla da lagoa

Em março, também foram iniciadas as obras de restauração dos Jardins de Burle Marx, localizados na orla da Lagoa da Pampulha. Serão recuperados os jardins do Museu de Arte da Pampulha, da Casa do Baile, da Igreja São Francisco de Assis, da Casa Kubitschek e da Praça Dalva Simão, todos tombados pelo Patrimônio Cultural nas esferas federal, estadual e municipal. Quem está à frente do projeto é o arquiteto urbanista e paisagista Ricardo Lanna, um dos mais importantes estudiosos de Roberto Burle Marx no país.

A restauração dos jardins de Burle Marx prevê o resgate dos projetos paisagísticos originais, contratados pela Prefeitura na década de 1940, em conjunto com os projetos arquitetônicos da Lagoa da Pampulha. Segundo Ricardo Lanna, a ideia é recuperar o desenho original, deixando os jardins em reciprocidade visual com o projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer. Será feito também um trabalho de recuperação da flora original. 

Para Burle Marx, um jardim "é uma obra viva, que resulta
da combinação de diferentes formas e cores,
como na pintura ou nos sons musicais". 

Foi feito um levantamento das espécies existentes e constatou-se que algumas delas, integrantes do projeto original, se perderam com o tempo. A intenção é fazer o plantio das mesmas espécies ou de similares àquelas que são, na atualidade, protegidas por lei por estarem em risco de extinção. Outra ação importante será a retirada de algumas árvores em mau estado fitossanitário. O projeto ainda prevê a revitalização dos sistemas de iluminação e irrigação dos jardins.

Patrimônio da Humanidade

Em dezembro de 2012, a Fundação Municipal de Cultura retomou a candidatura do Conjunto Arquitetônico da Pampulha ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade, formalizado na Unesco desde 1996. Uma comissão de notáveis, composta por representantes do poder público e da sociedade civil, terá a responsabilidade de transformar o projeto “Pampulha Patrimônio da Humanidade” em realidade.

O título de Patrimônio Cultural da Humanidade é concedido pela Unesco a monumentos, edifícios, trechos urbanos e até ambientes naturais de importância paisagística que tenham valor histórico, estético, arqueológico, científico, etnológico ou antropológico. 




Vamos ajudar a cuidar 
do que é nosso!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Na Lata


O Na Lata publica, mensalmente, neste blog, uma entrevista ou um texto interessante - sempre inéditos - que aborda o universo das boas ideias, das melhores práticas e das pequenas e grandes soluções para as questões atuais que envolvem a relação da sociedade com o meio ambiente. Repensar, junto com vocês, será sempre a nossa proposta.


Estamira: mostrar a verdade e capturar a mentira 


A sociedade de consumo atual é marcada pelo excesso. O consumo excessivo gera um excesso de lixo e de resíduos que, por sua vez, geram inúmeros problemas que refletem a forma como a humanidade se organiza e se engana. Dentre esses problemas, a desigualdade social – que é profunda em países como o Brasil – expõe uma série de excessos e de condições extremas de vida. Podemos dizer que essa desigualdade cria realidades que colocam seres humanos na condição de “lixo”, no sentido extremo do desrespeito, do descaso e da negação de uma vida digna.

Marcos Prado, diretor e produtor de documentários importantes, como Ônibus 174 (2002), dirigiu o premiadíssimo filme documentário Estamira. Lançado em 2005,o filme apresenta ao público um pouco dessa realidade desconhecida de quem vive na borda do mundo, em meio ao lixo. Estamira, personagem principal do filme, é uma mulher que foi abusada sexualmente na infância, que foi levada à prostituição na adolescência, que tinha uma mãe que morreu no hospício, que se casou mais de uma vez - e foi traída inúmeras vezes -, que teve filhos e netos, que conheceu a violência em suas várias formas, que tinha amigos calorosos (e até pretendentes!) no aterro sanitário do Jardim Gramacho, que recebia a família nos fins de semana em seu barraco (família esta que lidava de uma maneira interessante com sua loucura, sem rejeitá-la) e que buscava remédios psiquiátricos em um centro de atenção psicossocial (onde estão os “copiadores de receitas semifabricadas”). 

Convidamos um especialista em Saúde Mental e doutor em Ciências da Saúde para conversar com a gente e, a partir do documentário Estamira, tratar de questões que afetam o ser humano nos seus direitos básicos de dignidade e de sobrevivência no mundo contemporâneo. Com a palavra, o Dr. Musso Greco.


Estamira é uma personagem fascinante e uma pessoa com uma história de vida incrível. Como você poderia situar a loucura dela?
Musso Greco - Realmente Estamira é um personagem único! Exaltada e tensa, ela se apresenta como alguém cujo corpo sofre - o que ela atribui ao “controle remoto natural superior” - e que é perseguida pelos “espertos ao contrário”, que controlam o mundo e manipulam a realidade. Em razão disso, ela constrói uma visão de mundo contundente, singular e - por mais que possa parecer estranho, em se tratando de alguém tão enlouquecido - coerente, a ponto de merecer protagonizar um filme. Para os espectadores, as imagens do corpo maltratado e da voz inflamada de Estamira são brutas, ela é uma “estrela” de cinema pouco usual... Parece, como já disse alguém, uma atriz fugida de uma tragédia grega. E seu discurso é feroz, autorreferente, intenso demais. Aos poucos, entretanto, vamos nos inteirando de sua “religião” (uma briga constante com Deus e suas mentiras: “Trocadilo é Deus ao contrário!”), de sua missão no mundo (“mostrar a verdade e capturar a mentira”), e ela deixa de ser tão “estrangeira”, ela se revela mais parecida conosco do que imaginaríamos. Até mesmo as suas crenças, tão bizarras e inverossímeis, começam a parecer legítimas com qualquer sistema filosófico não erudito. Enfim, uma pessoa que, embora se afirme pela singularidade (“eu estou em um outro plano”), e se mantenha nessa terceira margem que é o Gramacho, também pode ser reconhecida como “uma de nós”, pelo lado negativo, ao encarnar emblematicamente a desigualdade social e a crueldade da sua condição.

Em que sentido podemos dizer que a situação de Estamira reflete a desigualdade em nossa sociedade atual: um modo perverso e excludente de organização social? Podemos estabelecer uma comparação e dizer que a grande massa de miseráveis que esta desigualdade produz é colocada na condição de “lixo”?
Musso GrecoPenso que a metáfora do “lixão” no filme serve para confirmar uma vocação perturbadora em Estamira, pois o espectador não sai ileso da viagem cinematográfica. Aquilo que é jogado fora aqui, na nossa casa, retorna do lugar do outro, lá na tela. O lixo, como diz Estamira, “às vezes é só resto, mas, às vezes, também vem descuido”. Assim também são tratadas as mulheres, as mulheres pobres e negras, e, principalmente, as mulheres pobres, negras e loucas (“doente mental é aquele que é imprestável”, diz Estamira).  É lá que ela está. No meio, na beira, em todo lugar (“eu sou a beira do mundo, estou em todo lugar”), porque é “abstrata”. Podíamos interpretar essa abstração de que fala Estamira como sua percepção inconsciente do que é ser nada, não ter registro no mundo, não ter concretude simbólica, restar largada na margem extrema do mundo (a miséria, o lixo ou a clausura de um hospício) como um objeto sem valor.


Há algo na fala delirante de Estamira que possa servir como denúncia social real?
Musso Greco - Não podemos desconhecer que é a radical alteridade de Estamira que faz com que ela não encontre ressonâncias com os outros, que não tenha aliados em sua missão, que não faça laço social a partir de seu delírio. Na sua revolta contra Deus e suas disputas com o misterioso “Trocadilo” (“canalha, traidor, estuprador”), entretanto, ecoam as rusgas metafísicas de filósofos e artistas ilustres, como Nietzsche, por exemplo, para quem “o mesmo homem que criou Deus, colocou-se no lugar dele, ou seja, no lugar do juízo”; ou como Artaud, que blasfema estamiricamente contra “o julgamento de Deus”. Minha compreensão é de que há uma revolta de Estamira contra um mal-entendido fundamental (um trocadilho) no fato de Deus não conhecer verdadeiramente o homem e enganá-lo: podemos ver aí uma espécie de denúncia de uma injustiça básica que ela toma para si, mas que é, pelo que sabemos de sua história de vida, referente a tudo que é descartado no mundo, a começar pelas pessoas “imprestáveis”. O delírio revela-se assim como uma tentativa espontânea de cura, de estabilização, e Estamira apela ao recurso de se produzir como aquilo que faltaria ao universo do discurso para reconstruir a realidade. Estamira está “no centro de tudo”, “além dos além”, “em todo lugar”, e ocupa o posto da “visão de cada um”, tornando-se uma entidade e assumindo uma missão. Não seria isso tudo exatamente uma luta por justiça ou, como ela diz em certa parte do filme, pela “igualdade de todos” ?

As necessidades básicas humanas – tanto as objetivas (alimentação, saúde, moradia, bens materiais, educação, etc.) quanto as de ordem subjetiva (desejo, ações, valores, modo de vida, liberdade, justiça, cultura, etc.) deveriam ser atendidas como direitos universais e inquestionáveis. No entanto, na história da humanidade, isso nunca foi uma realidade. Em que este filme contribui para a conquista dos direitos à cidadania?
Musso GrecoContardo Caligaris, ao analisar o paradoxo da existência delirante de Estamira, disse que toda crença  − ele estava se referindo às nossas crenças “normais” − são delírios que tiveram sucesso e ganharam credibilidade por serem compartilhados pela maioria. O drama de Estamira (e de tantos outros ditos “loucos”) foi ter que inventar, sozinha, os meios de dar sentido à sua presença no mundo. Ela conseguiu essa façanha atribuindo-se o destino de ter de transmitir o que ela vê e revelar isso ao mundo. De certa forma, o diretor Marcos Prado realizou essa missão, ao propiciar a expressão de Estamira em um documentário que rodou o mundo. A metáfora da desigualdade social e da crueldade está ali, para impactar e fazer pensar. Estamira é o retrato da nossa culpa social, de nossos detritos, daquilo que nós queremos esconder no fim de mundo. Em seu transbordamento interior, ela encarna o desespero, e desamarra o espectador de si mesmo, naquilo que tem de confortável e conhecido, deslocando-o para fora de suas referências habituais. Isso instala uma escuta verdadeira, que pode, por pouco que seja, produzir interrogações sobre o que é apresentado. No meio dos restos de uma sociedade cada vez mais voraz, Estamira mostra o avesso das boas intenções e desmascara o que ela chama dos “espertos ao contrário”. O equívoco da ciência, o declínio do político, o engano da religião, o catastrófico das pequenas e grandes violências. Tal qual Marcos Prado, que deu uma casa de presente a Estamira após as filmagens, tenho notícia de certa mobilização após a exibição desse filme, no meio universitário, em ONGs que lutam pelos direitos humanos (principalmente dos portadores de sofrimento psíquico)... Isso pode produzir algum efeito em termos de mudanças políticas.


Ecologia humana é a ciência que estuda as trocas materiais e energéticas entre o ser humano e o seu ambiente. É o campo do conhecimento sobre o qual se constrói a ideia de sustentabilidade, considerando que a sobrevivência individual e do planeta dependem da construção de uma ética individual para desenvolver uma ética global. Há uma ética própria da loucura? Se há, ela pode influenciar os outros, os que não a entendem? Como fica a visão da loucura depois de ver esse filme?
Musso Greco - Caímos aqui em uma delicada questão política que o filme toca: ao mostrar a aparente ineficácia do seu tratamento na rede pública de Saúde e, embora, pelo que vemos, pareça haver uma rede de apoio (amigos, família) em torno de Estamira, perguntamo-nos sobre a visão social da loucura reforçada ou transformada pelo filme. Sabemos que a medicação e o suporte psicossocial têm mostrado relevância em muitos casos semelhantes, permitindo, à custa de um apaziguamento da atividade delirante, uma melhor inserção sociofamiliar. Pelo que vemos no documentário, o tratamento psiquiátrico parece ter pouca importância na vida de Estamira; ela tem pouco vínculo com o centro de atenção psicossocial ao qual está ligada; e ela não parece estar bem, sempre tão exaltada, sofrendo... Um técnico de Saúde Mental, para tratá-la de fato, teria que ocupar um lugar próximo ao que Marcos Prado encontrou, “secretariando-a” na construção de seu delírio... E a proposta de Estamira, sua “ética”, é muito radical: para as coisas “terem jeito”, a solução dela, no final do filme, seria a destruição de tudo e uma reconstrução do zero (“se tiver que me queimar para as pessoas terem lucidez, tudo bem”)...Não acho que a saída pela loucura seja solução para nada. O que fica para mim, após este filme, é uma pergunta: seremos capazes, em termos de política pública de assistência e como sistema de relações na cidade, de acolher as diferenças, e nos reconhecermos nesse outro insondável e refugado que habita a borda do mundo?


Musso Greco é psiquiatra, psicanalista, especialista em Saúde Mental pela Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (FUNED), mestre em Psicologia Social pela UFMG, doutor em Ciências da Saúde pela UFMG  e sócio-fundador da ONG Associação Imagem Comunitária (AIC); é coautor, entre outras publicações, de “Corpo, sintoma e psicose: leituras do contemporâneo” (Contra Capa Livraria, 2006).



Entrevista realizada por Élida Murta 
em 20 de setembro de 2011




Estamira: o filme e a realidade


O premiado filme, dirigido pelo diretor Marcos Prado e lançado em 2005, conta a história de Estamira: uma mulher de 63 anos que sofria de distúrbios mentais e que trabalhava há mais de vinte anos no aterro sanitário do Jardim Gramacho, um local renegado pela sociedade e que recebia diariamente mais de oito mil toneladas de lixo produzido na cidade do Rio de Janeiro (RJ). 

Seis anos depois, muito do que é denunciado no filme confirma uma realidade que ainda não mudou: Estamira morreu no dia 28 de julho de 2011, de infecção generalizada, aos 72 anos, por falta de atendimento médico no Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro. 

O próprio diretor Marcos Prado desabafou, em sua página do facebook, sobre a morte de Estamira:"Estamira ficou invisível pela falência e deficiência de nossas instituições públicas! Morreu depois de ficar dois dias esperando por atendimento nos corredores da morte do nosso maravilhoso serviço público de saúde do Miguel Couto. Ela estava com uma grave infecção no braço, mas foi tardiamente atendida. Obrigado, meus políticos de Brasília, do Rio de Janeiro, que roubam nosso dinheiro e enfiam sei lá onde". 


"O homem não pode ser incivilizado, todos os homens tem que ser iguais, tem que ser comunistas. Comunismo é igualidade. Não 'é' obrigado todos trabalharem em uma coisa só, nem comer uma coisa só, mais a igualidade é a 'ordenança' que deu quem revelou o homem como único condicional". 

(Estamira)



Confira no INdica as dicas de leitura e pesquisa do nosso entrevistado, Musso Greco. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Pessoas transformando cidades...

Durante o TEDx Curitiba, descobertas e trocas interessantes foram percebidas pela equipe vinavina. Essa semana, escolhemos três iniciativas que gostaríamos de compartilhar com vocês. 

Mínimas que são o máximo...

Pacote de Poesia


O Pacote de Poesia é uma homenagem que o SESC Paço da Liberdade faz a grandes poetas da literatura brasileira. Proporciona acesso a obras poéticas de vários autores, mesclando clássicos com contemporâneos, promovendo a prática da leitura e despertando, de forma lúdica, o prazer pela poesia. 

É um pacote de armazém com poemas impressos em folhas soltas de papel kraft. A distribuição é gratuita.


ProLago


O ProLago é um Programa de Educação Ambiental na APA (Área de Proteção Ambiental) do Iraí, localizada na Região Metropolitana de Curitiba. A APA do Iraí abrange as bacias hidrográficas dos rios formadores do Lago do Iraí, utilizado para o abastecimento público de água para mais de um milhão de pessoas. 

O programa tem como principal objetivo comprometer a população que vive na APA com as questões socioambientais, integrando comunidades de cinco diferentes municípios. 

Para saber mais, clique aqui


Universidade Livre do Meio Ambiente


A Universidade Livre do Meio Ambiente, Unilivre, é uma sociedade civil sem fins lucrativos. Um espaço para transferência de conhecimentos sobre o meio ambiente e ecologia, para a população. Uma referência em estudos de preservação de ecossistemas, economicamente sustentáveis. 

A sede da Unilivre é basicamente uma torre de madeira que se integra ao meio ambiente. Foi construída com troncos de eucalipto (vigas e pilares) e complementada com embuia, cambará, cedro e vidro. Uma rampa em espiral dá acesso a salas de aula, escritório e um mirante de 25m. 

Local de produção de conhecimento multi e interdisciplinar sobre meio ambiente e sustentabilidade urbana, a Unilivre desenvolve e executa projetos socioambientais e programas de capacitação para diversos segmentos: escolas, empresas, órgãos públicos, sindicatos e demais entidades do terceiro setor. 

Clique aqui para ver as fotos. 



Detalhe de um recanto na Unilivre.

“A natureza usa o mínimo possível de tudo.”
Johannes Kepler





Pessoal, continuamos com problemas técnicos na sessão INdica. Em breve, este problema será solucionado. Desculpem a falha.

sábado, 18 de junho de 2011

O ambiente e a sociedade

Mínimas que são o máximo:
de BH para o mundo.


Cidades Sustentáveis – Nossa BH

A Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis tem como missão comprometer a sociedade e sucessivos governos com comportamentos éticos e com o desenvolvimento justo e sustentável de suas cidades, tendo como valor essencial a democracia participativa. Os movimentos e organizações que integram a rede são totalmente apartidários e inter-religiosos, concentrando suas ações e propostas nos interesses públicos, sempre preservando sua autonomia e independência face aos governos de todos os níveis.

A rede hoje conta com movimentos em cerca de 40 cidades brasileiras e tem dado passos significativos para qualificar o controle social dos poderes públicos, assim como para elaborar ferramentas de conhecimento e monitoramento sobre a qualidade de vida nos municípios.
Em Belo Horizonte, a rede é representada pelo movimento Nossa BH que busca a educação cidadã, a incidência e o controle social sobre as políticas públicas urbanas, baseando-se na democracia participativa, na pluralidade de ideias e no apartidarismo para articular os cidadãos em torno de um desejo maior: viver numa cidade justa e sustentável. O movimento já conta com a participação de aproximadamente 60 organizações da sociedade civil e está a um turno da aprovação da Lei do Programa de Metas.


Instituto Ethos 


O Instituto Ethos tem promovido várias ações socioambientais envolvendo empresas, governo, sociedade e organizações do terceiro setor.
Um bom exemplo é o “Projeto Jogos Limpos Dentro e Fora dos Estádios”, que tem como objetivo garantir a integridade, transparência e legado socioambiental da realização, no Brasil, da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

Veja aqui ações desse projeto em BH.

TEDx – Ideias que merecem ser espalhadas 


O TEDx é um programa de eventos locais e organizados de forma independente, que reúne pessoas para dividir uma experiência ao estilo TED. O TED (Technology, Entertainment, Design; Tecnologia, Entretenimento, Design em português) surgiu em 1984 como uma conferência anual na Califórnia. Com 4 diferentes tipos de ações TED Conference, TED Talks, TED Prize e TEDx a organização pretende transformar seu mote “ideias que merecem ser espalhadas” cada vez mais em realidade.

“Acreditamos apaixonadamente no poder das ideias para mudar atitudes, 
vidas e, em última instância, o mundo”, dizem os organizadores do TED.
Nós também. E você?

No Brasil, o primeiro TEDx aconteceu em 2009. Em julho de 2011, o TEDx vai acontecer em Curitiba, com o foco: “Pessoas Que Transformam Cidades”

Um evento independente, que só sai do papel com ajuda de pessoas interessadas em fazer diferente. O TEDx é todo independente: organizado, criado, produzido e executado integralmente por voluntários. 


"No normal, não se faz nada"
(Autor desconhecido)