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terça-feira, 20 de setembro de 2016

É PRIMAVERA! VAMOS AO PARQUE?

Em comemoração à chegada da Primavera, fizemos uma compilação de informações com a colaboração de parceiros da nossa rede, tendo como foco a importância da preservação dos espaços públicos naturais urbanos como forma de melhoria da qualidade de vida e da convivência das pessoas.

E começamos citando a própria Vina e sua área de preservação de Cerrado, motivo de orgulho e agente de transformação, sensibilização e conscientização junto à nossa equipe e aos nossos parceiros. 




Área de preservação da Vina

As áreas verdes da sede da Vina representam quase 40% do terreno da empresa, considerando as áreas de preservação permanente e os espaços de convivência da nossa equipe. Além de promover com a equipe práticas orgânicas de cultivos, na horta e nos canteiros, a área de preservação, que contorna toda a empresa, proporciona agradáveis oportunidades de se desfrutar da natureza junto a uma vegetação muito especial, com paisagem característica do Cerrado.


Toda a área de preservação da Vina sofre com a fragmentação da mata (já que estamos em um ambiente urbano), mas pode ser considerada uma área-chave na preservação de algumas espécies da fauna e da flora, atuando como refúgio, mantendo a estabilidade hídrica, conservando a permeabilidade do solo e, ainda, atenuando as temperaturas da região, trazendo mais conforto térmico e ambiental.


A área de preservação da Vina é um instrumento de fortalecimento do saber e uma forma de compartilhar com todos, comunidade e equipe, a maravilha que é conhecer e preservar a natureza, contribuindo para garantir que mais uma Primavera renove a beleza e a grandeza do nosso Cerrado.

Veja mais fotos aqui



Espaços públicos em BH

Os espaços livres públicos e privados, permeáveis e impermeáveis, abrigam os movimentos e as paradas de coisas e pessoas. Têm como finalidade a sustentabilidade biofísica e social dessas atividades. São lugares onde todos podem passar, neles permanecer, andar e contemplar.

As grandes massas vegetais, a fauna, os elementos físicos como as montanhas, os lagos e os rios, o clima, são considerados espaços originais do lugar e permeáveis. Os espaços livres e impermeáveis são os destinados à mobilidade de pessoas e veículos como as ruas, avenidas, passagens, os quais, com os demais, criam volumetrias, cores e texturas responsáveis pela personalidade urbana.



A EVOLUÇÃO

No início da década de 1930, BH crescia para todos os lados, em um processo de ocupação muito além do previsto, levando-a a um emaranhado de vilas que circundavam a área delimitada como zona urbana, esquecendo-se, ou ignorando-se a necessidade de inclusão das áreas verdes no ambiente da cidade.

Em 1935, foi promulgada uma Lei Básica (Decreto Municipal n. 54, de 4 de novembro de 1935) que visava a disciplinar os loteamentos na cidade. Entretanto, não se avaliava, ainda, o valor urbano dos espaços livres. Em 1940, outro Decreto-Lei foi assinado pelo então prefeito Juscelino Kubitschek, que elaborou a segunda Planta Cadastral da Cidade. 

O documento ditava apenas o regulamento para as construções. Nessa lei, em nenhum momento, tratou-se das áreas verdes públicas da cidade. Contudo, foi dessa época a urbanização da Pampulha e a criação da lagoa artificial, lagoa da Pampulha, a qual, atualmente, constitui um importante espaço livre com funções também de turismo e lazer.

Somente entre 1951 e 1952, na gestão do prefeito Américo Renê Giannetti, foi elaborado um plano diretor para Belo Horizonte. Nesse plano, além de serem analisados os aspectos de cadastro urbanístico, infraestrutura, tráfego, transporte e outros, estavam incluídos os parques, jardins, hortos e áreas verdes. O Departamento de Parques e Jardins foi criado, nessa época, pela Lei Municipal n. 254/1951, diretamente subordinado ao prefeito, entrando em vigor em 1o de janeiro de 1952.







A importância da preservação dos parques e seus recursos hídricos

Belo Horizonte conta com uma quantidade expressiva de cursos d’ água. Parte deles encontra-se em áreas de preservação ambiental, como os parques municipais. Esta é uma importante estratégia para a conservação dos recursos naturais e da biodiversidade, que contribuem para uma melhor qualidade de vida da cidade. A maioria dos parques, atualmente são 73 administrados pela Fundação de Parques Municipais, apresenta nascentes, espelhos d’água, córregos e lagos.

São inúmeros os benefícios que incentivam a preservação dessas áreas. A fauna e flora dos parques dependem de uma boa qualidade da água para sua conservação. A boa permeabilidade do solo nessas áreas também contribui para abastecimento de mananciais.


Alguns parques de BH

Parque Municipal Roberto Burle Marx
(Av. Ximango, 809, Bairro Flávio Marques Lisboa)

Parque Municipal Américo Renné Giannetti
(Av. Afonso Pena, 1377, Bairro Centro)

Parque das Mangabeiras
(Av. José do Patrocínio Pontes, 580, Bairro Mangabeiras)

Parque Jornalista Eduardo Couri
(Av. Artur Bernardes, 85, Bairro Vila Paris)

Parque Nossa Senhora da Piedade 
(Rua Rubens de Souza Pimentel, 750, Bairro Arãao Reis)

Parque Primeiro de Maio
(Rua Joana D’Arc, 190, Bairro Primeiro de Maio)

Parque José Lopes dos Reis
(Rua Albânia, 17, Bairro Europa)

Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado
(Rua Desembargador Lincoln Prates, 240, Bairro Itapuã)

Mais parques de BH

Parque Carlos de Faria Tavares (Vila Pinho); 
Área das Nascentes da Barragem Santa Lúcia;
Parque Julien Rien;
Parque Mata das Borboletas;
Parque das Mangabeiras;
Parque Rosinha Cadar;
Parque Ecológico Santo Antônio;
Parque Professor Guilherme Lage;
Parque Escola Jardim Belmonte;
Parque Ecológico e Cultural Vitória;
Parque Ecológico e de Lazer do Bairro Caiçara;
Parque Juscelino Kubitscheck (JK);
Parque do Bairro Planalto;



Parques sob ameaças


   




VAMOS DEFENDER AS NOSSAS PRAÇAS E PARQUES 
PARA QUE VENHAM NOVAS E FLORIDAS PRIMAVERAS!




Alguns links relacionados

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Este post teve a preciosa colaboração de
Marcela Silviano Brandão Lopes
Arquiteta e Professora da Escola de Arquitetura da UFMG



quinta-feira, 30 de junho de 2016

Jardineiros do Planeta

Durante o mês de junho, foram realizados encontros que promoveram discussões sobre as atividades humanas no meio ambiente. 



No dia 3 de junho, foi realizado um bate papo sobre as relações humanísticas e as consequências da nossa herança egoísta e consumista. Na ocasião, foram expostos pontos de vista sobre o paradigma ambiental, em que o ser humano esquece que faz parte da natureza e a utiliza como bem entende, elevando a importância de se buscar um modelo sustentável de bem viver. 




A proposta da Vina - de pensar global e agir localmente - sempre motivou ações de educação ambiental junto à comunidade e à equipe da Vina, provocando ações e atitudes para uma mudança de visão de mundo e sua repercussão em nossas vidas e de todos. 




Esse bate papo foi, de certa forma, uma introdução para as ações que aconteceram no dia 24 de junho na empresa. Nesse dia, a equipe se reuniu novamente para discutir sobre algumas relações ecológicas existentes no ecossistema da Vina e a importância de se preservar essas relações. Durante o encontro, aproveitamos para conhecer de perto as ações de conservação do meio ambiente, curtindo uma trilha ecológica pelas áreas verdes da sede. A trilha foi sinalizada por placas que destacam as espécies-chave na conservação do bioma, como já apresentado anteriormente (na postagem de setembro de 2015).



Além da trilha, foi realizada uma dinâmica sobre a teia da vida que envolveu a equipe da Vina em uma vivência que, de modo prático, demonstrou a complexidade das relações entre diferentes formas de vida e ambientes da natureza, os impactos sofridos quando elas não são respeitadas e a importância para nós em preservá-las. 




A tarde foi realmente especial. Um dia lindo, com um friozinho bom. E não houve nada melhor do que nos reunirmos em uma grande roda e refletirmos sobre o papel de cada ser vivo em seus ecossistemas, motivando a apropriação da questão ambiental e fomentando a troca de ideias. Aproveitando o clima de pertencimento a esse meio ambiente integrado, boas ideias foram discutidas e subsidiadas com a distribuição de mudas de ervas e condimentos para toda a equipe.