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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Fim dos lixões no país. Será?


Lixão Itarirí, Ilhéus (BA). 

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010 e instituída pela Lei 12.305/10, determinou que todos os lixões do país deverão ser fechados até 2 de agosto de 2014. A PNRS busca a prevenção e redução de resíduos gerados, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos que propiciem o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos que ainda tenham valor econômico e possam ser reaproveitados, além da destinação ambientalmente adequada daquilo que não pode mais ser usado e nem mesmo transformado.

Na véspera da Lei entrar em vigor, metade das cidades brasileiras ainda não está preparada. O problema é gigante. O Brasil gerou 62 milhões de toneladas de lixo, segundos dados de 2012. Só a Região Sudeste é responsável por metade desse volume. As prefeituras, os governos estaduais e o governo federal tiveram quatro anos para se preparar para acabar com os lixões. Mas, em várias cidades, o problema está muito longe de uma solução.

Os aterros sanitários devem ser forrados com manta impermeável para evitar a contaminação do solo. O chorume, que é aquele líquido liberado pela decomposição do lixo, deverá ser tratado. E o gás metano, também resultado da decomposição, e que pode explodir, terá que ser queimado.

Esquema de funcionamento de um aterro sanitário. Clique para ampliar.



Como podemos fazer a nossa parte? 

O problema nos lixões também é nosso. Com pequenas e simples atitudes podemos ajudar a reduzir a quantidade de lixo que vai para os aterros diariamente. Priorizando sempre iniciativas positivas em favor da natureza e pela preservação do nosso planeta, o vinavina selecionou boas notícias que podem (e devem) servir de inspiração para todos nós. 

Você vai se surpreender com tanta coisa boa que está acontecendo e como isso pode mudar, sempre pra melhor, a sua vida e a da sua comunidade.



No Alto Falante, você sempre vai encontrar acontecimentos importantes em escala local/regional – Belo Horizonte/Minas Gerais – e, também, em escala nacional e mundial. Sempre boas notícias que podem motivar mais pessoas para uma nova atitude! Cabe a você nos ajudar a replicar, reproduzir, compartilhar, pulverizar do jeito que achar melhor. O importante é que as boas novas se espalhem e  mobilizem outras pessoas. 

Divulgar é bom. 
Participar é melhor ainda.


Reciclagem de pneus bate recorde no Brasil 


Sim, o reaproveitamento de pneus velhos bate recordes no Brasil. A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) coletou e encaminhou para a reciclagem mais de 223 mil toneladas de pneus inservíveis, só no primeiro semestre deste ano. É algo como quase 45 milhões de pneus de carros de passeio. Com esses resultados, a indústria de pneus está conseguindo se adequar à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que exige que os fabricantes de todos os setores sejam responsáveis pelo destino final de seus produtos depois de consumidos. Que sirva de exemplo.
Clique aqui para saber mais.


Reciclagem de buchas de uso doméstico

Para deixar o planeta mais limpo, a Scotch-Brite juntou-se à TerraCycle para criar um programa de reciclagem de esponjas de limpeza de uso doméstico. O programa irá proporcionar um destino mais nobre para as esponjas descartadas e a oportunidade de arrecadar dinheiro para os participantes.


Para cada unidade de resíduo enviada, o seu time de coleta receberá 2 pontos, que equivalem a R$0,02 (1 ponto = R$0,01) e poderão ser revertidos em doações para uma entidade sem fins lucrativos ou escola de sua escolha. Para saber mais sobre como participar, clique aqui


Reciclagem de garrafas plásticas alimenta cães abandonados

A empresa turca Pugedon teve uma ideia genial para incentivar as pessoas a reciclarem. Através de uma máquina instalada nas ruas, os cidadãos podiam descartar garrafas plásticas e, em troca, alimentar cães e gatos desabrigados.

Assim que a pessoa faz o descarte, a máquina libera uma quantidade de ração equivalente à quantidade de material depositado. Ela fica disponível em uma abertura na altura dos animais e qualquer cão ou gato desabrigado pode se servir à vontade.

Veja abaixo o vídeo da ação:


E para saber mais, clique aqui.


Transformando lixo em arte

Transformar lixo em arte tornou-se uma prática comum. Os artistas conseguem dar valor aos materiais descartáveis utilizando desde os objetos mais simples até as esculturas mais incríveis. Conheça aqui alguns exemplos de trabalhos impressionantes.

Trabalho da norte americana Ann P. Smith. 

vinavina já divulgou aqui no blog o trabalho de Armando Oliveira, um artista brasileiro que transforma objetos eletrônicos descartados em obras de arte. Clique aqui para ler.



E pra quem gosta de tecnologia e de estar sempre conectado...


Plataforma EducaRES


O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou uma nova ferramenta digital, que reúne iniciativas envolvendo educação ambiental e comunicação social em resíduos sólidos. A Plataforma EducaRES tem o objetivo de mapear e divulgar ações que ajudem a enfrentar os desafios da implantação da Política Nacional de Resíduos (PNRS). Saiba mais aqui.


Aplicativo para celular da Rota da Reciclagem

Que tal ter o Rota da Reciclagem em seu celular? Se você tem um iPhone, acesse este link e baixe o aplicativo! Assim, você consegue ver, em qualquer lugar, os pontos de entrega de materiais recicláveis mais próximos de você. O vinavina testou e aprovou! 



Confira abaixo outros posts relacionados: 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Tem Copa! E tem muito lixo também!


A Copa de 2014 vem construindo seu legado singular com jogos lindos, torcedores apaixonados, resultados inesperados e muito hino cantado à capela. Além das partidas, um comportamento especial vem chamando a atenção após os jogos do Japão: a limpeza dos estádios. Os japoneses que foram à Arena Pernambuco para assistir à partida de estreia do Japão contra a Costa do Marfim fizeram questão de deixar as arquibancadas do estádio livres de lixo após a partida

Dias após essa notícia ter circulado amplamente na mídia, surge outra boa nova: na Fifa Fun Fest (realizada no dia 16 de junho), em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, um grupo de turistas alemães recolhia não apenas seus copos plásticos, mas, também, os de outros frequentadores do espaço e encorajavam a retirada dos objetos que já haviam sido jogados no chão.


E como atitudes inteligentes se tornam modelos permanentes, o que se viu após o show de civilidade dos japoneses foi a torcida brasileira aderindo à faxina, ajudando a torcida nipônica a limpar a arquibancada na Arena das Dunas, no dia 19 de junho, no empate sem gols entre Japão e Grécia, em Natal (RN).

Que o exemplo e a atitude dos japoneses permaneçam entre nós após a Copa, em nossas casas, ruas, bairros e cidades, no lixo nosso de cada dia. 


Vai ter reciclagem? 

A reciclagem de resíduos está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em 2010, que cria normas para a coleta, o destino final e o tratamento de lixo urbano e industrial, entre outros. Apesar disso, uma pesquisa realizada pela BBC Brasil mostrou que as cidades brasileiras não estão preparadas para a separação e destinação correta dos resíduos. A cidade que obteve os melhores resultados nos índices de reciclagem foi Porto Alegre, com 9,1% do lixo produzido tendo o correto destino, seguida de Belo Horizonte, com 7%, Curitiba, com 6%, Brasília, com 5%, Salvador e São Paulo, com 2,1%, Recife, com2% e o Rio de Janeiro, com 1,7%. As outras quatro cidades-sede dos jogos do mundial, Fortaleza, Manaus, Natal e Cuiabá, não tiveram nem 1% do seu lixo reciclado.

De acordo com o Portal Brasil, todo o lixo sólido produzido durante a Copa do Mundo 2014 dentro dos 12 estádios que estão recebendo os jogos da competição será coletado e encaminhado à reciclagem em cooperativas. Estima-se que sejam produzidas cinco toneladas de resíduos passíveis de reciclagem a cada partida da Copa do Mundo, resultando em quase 320 toneladas no final dos 64 jogos. Ao todo, serão 840 catadores capacitados para tal tarefa. 



Segundo o coordenador do Movimento Nacional de Catadores no DF, Ronei Alves, a valorização desse trabalho durante a Copa do Mundo terá impactos positivos na conscientização dos cidadãos.

“O catador sempre trabalhou de forma invisível. Poder atuar em um evento que será visto em todo o planeta é uma oportunidade de mostrar que temos uma função ambiental importante. Estamos vivendo um momento em que o cidadão precisa se responsabilizar pelo lixo que produz. Com essa ação, a população terá consciência, ao consumir a comida e a bebida, de que esse material precisa ter um descarte e uma destinação corretos”, disse.



Ainda falta educação 

A região da Savassi, em Belo Horizonte (MG), está sendo “invadida” por turistas estrangeiros e torcedores brasileiros durante esta Copa do Mundo. Colombianos, belgas, gregos, argelinos, chilenos, argentinos, belo-horizontinos se reúnem e fazem a festa no local que virou ponto de encontro. Mas nem tudo é animação. Após as comemorações, a região tem sido tomada por lixo acumulado, latas e garrafas de bebidas, restos de isopor, mesas de plástico quebradas, sem contar os canteiros de flores destruídos e, claro, um fedor insuportável de urina nas ruas. A falta de educação dos frequentadores, a precária coleta de lixo e a escassez de banheiros públicos são apontadas como as principais responsáveis pelo cenário lamentável.

Dia seguinte após festa na Savassi, em Belo Horizonte (MG). 

De acordo com a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), desde o dia 12 de junho, data em que se iniciou o evento mundial, cerca de 55 mil pessoas passam, diariamente, pela praça Diogo Vasconcellos, conhecida como Praça da Savassi. O mais assustador é que, desde o início da Copa, 7 toneladas de lixo já foram recolhidas por dia na região! Isso representa 14 vezes mais lixo em relação à coleta rotineira, que é de meia tonelada. Fonte: Bhaz

Em São Paulo, o problema é o mesmo. Milhares de pessoas compareceram aos bares da Vila Madalena, na zona oeste da capital, para assistir à partida da Argentina contra a Bósnia-Herzegovina, no domingo (dia 15). Mesmo com lixeiras nas calçadas, o público jogou garrafas de cerveja e copos plásticos na rua. 

Lixo acumulado na Vila Madalena (SP). 

Somos todos Catadores

Com a ajuda da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) e dos mais de 5 mil táxis que circulam em Belo Horizonte (MG) durante a Copa, a SLU – em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e a Cooperativa dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis da Pampulha Ltda (Coomarp Pampulha) – vem dando suporte a 90 catadores de materiais recicláveis, que atuam no entorno do Mineirão, nos dias de jogos, e no Expominas, em cada sessão da Fifa Fan Fest. Os responsáveis pelas ações de mobilização, os catadores e os técnicos da SLU trabalham com identificação exclusiva, utilizando coletes personalizados da campanha.

Com o lema “Somos todos catadores”, foram distribuídas, nos mais de 300 hotéis da capital e Região Metropolitana, 55 mil peças com mensagens incentivando a coleta seletiva e divulgando o trabalho dos catadores. Na mesma linha de divulgação, 500 dispositivos informativos foram produzidos para serem exibidos nos balcões de recepção dos hotéis.

As peças da campanha contam com a imagem dos catadores de materiais recicláveis Wallissom Bruno Silva Souza, Débora Cristina Pinto Pereira e Celso Martinele Alves Júnior.

De acordo com o superintendente da SLU, Sidnei Bispo, as associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis têm papel fundamental nos programas de coleta seletiva. “Trata-se de um instrumento de desenvolvimento humano, já que esses trabalhadores realizam suas atividades com a finalidade de conseguir renda ajudando-se mutuamente”, conclui.

Trabalhando ao lado do Mineirão, a catadora Maria Sueli dos Santos, de 54 anos, defende a realização do Mundial no país e mostra seus argumentos:





E o Brasil está nas oitavas de final! 

Vamos curtir o jogo e torcer para a nossa seleção com dignidade, cidadania e respeito! 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A história dos Catadores


De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico realizada pelo IBGE em 2000, coleta-se no Brasil diariamente 125,281 mil toneladas de resíduos domiciliares, e 52,8% dos municípios Brasileiros dispõem seus resíduos em lixões.

Hoje estima-se que 1 em cada 1000 brasileiros é catador. E 3 em cada 10 catadores gostariam de continuar na cadeia produtiva da reciclagem, mesmo que tivessem uma alternativa. 


O Catador tira do lixo o seu sustento. Seja coletando materiais recicláveis pelas ruas e lixões, na coleta seletiva, ou através de parcerias. 


Pioneiros da Coleta Seletiva

A prática da reutilização é antiga no País e em Belo Horizonte (MG). Anterior à popularização da reciclagem, só passou a fazer parte das ações de recuperação ambiental do planeta na década de 90. Os catadores de papel, que já nos anos 50 eram vistos pela capital mineira, recolhendo ‘lixo de valor’, são, portanto, os precursores da coleta seletiva na cidade. 


Os catadores, até o fim da década de 80, trabalhavam exclusivamente para os donos dos depósitos que, ainda hoje, são intermediários de grande parte da venda do material reciclável às indústrias. É a partir de 1993 que o poder público dá um salto qualitativo, ao reconhecer, publicamente, a importância do trabalho do catador, tanto como agente ambiental, como, também, pela economia que esses trabalhadores geram para a prefeitura, que deixa de coletar, transportar e dar destinação final ao material coletado por esse setor informal.

Nessa ocasião, com relação à parceria com a ASMARE, a prefeitura apoiava o seu funcionamento, não só pela doação dos recicláveis, mas, principalmente, pelo repasse de recursos para pagamento de despesas administrativas, fretes, vales-transporte e fornecimento de uniformes aos catadores.


Movimento Nacional dos Catadores de 
Materiais Recicláveis 


O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) é um movimento social que há cerca de 12 anos vem organizando os catadores e catadoras de materiais recicláveis pelo Brasil afora. Busca a valorização da categoria de catador, que é um trabalhador como outro qualquer e tem sua importância.

O principal objetivo é garantir o protagonismo popular da classe, que é oprimida pelas estruturas do sistema social. O MNCR acredita na prática da ação direta popular, que é a participação efetiva do trabalhador em tudo que envolve sua vida, algo que rompe com a indiferença do povo e abre caminho para a transformação da sociedade.


Tração Humana

Na maioria das vezes os catadores e catadoras passam despercebidos nos lixões, nos galpões e nas ruas. Catam, transportam e vendem o lixo. Catam como? Como transportam? E como comercializam? Qual a diferença da situação atual e a de 20 anos atrás? 


Hoje os catadores possuem uma organização, um movimento nacional, lideranças que dialogam diretamente com o Governo, mas continuam em sua grande maioria como antes, sem as condições mínimas adequadas para o trabalho que executam. No Brasil, os catadores, muitos deles filhos de catadores, no sol, na chuva e em ruas movimentadas transportam seus carrinhos de mão, ou puxam sacos repletos de materiais recicláveis, usando sua força física com a tração humana. Com esse trabalho precário, contribuíram para transformar o Brasil no campeão mundial em reciclagem de alumínio.

É preciso acreditar na cidadania do catador, do cidadão, e na gestão pública de qualidade. Devem ser oferecidas aos catadores opções dignas de trabalho e renda compatível com a nobre, antiga e moderna tarefa que executam e que tantos benefícios traz para o País.






Não deixe de visitar: 
Exposição temporária: Seu Lixandre – Narrativas de Catação
Onde: no segundo andar do Espaço do Conhecimento UFMG, localizado na Praça da Liberdade, s/n
Quando: De terça a domingo - 10h às 17h / Às quintas-feiras - 10h às 21h
Entrada gratuita
www.espacodoconhecimento.org.br


Para ler e se informar
Essa postagem foi baseada nos artigos e informações abaixo:

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Descartando o consumo!

Atualmente, a humanidade consome mais recursos renováveis do que a Terra consegue regenerar. Apenas 16% da população mundial é responsável por 78% do total do consumo no planeta e essas mesmas pessoas são também responsáveis pelo descarte dos resíduos daquilo que consomem. 

É urgente que o nosso consumo se torne mais consciente e que o modelo de produção seja mais sustentável. Quanto maior a vida útil de um produto, menor será a necessidade de descartá-lo. Se a  reutilização ou o conserto não forem opções possíveis, a reciclagem dos resíduos é o caminho. 

Assim, será possível alcançar o bem-estar desejado pela sociedade com um uso muito menor de recursos naturais do que o atual por meio de, ao mesmo tempo, uma produção mais responsável e um consumo mais consciente.




No Brasil, cada habitante gera em média 1,1 kg de resíduos por dia. 
O que fazer com eles? 

A coleta seletiva surgiu como uma possibilidade para a destinação dos materiais que podem ser reciclados. Esse processo consiste na separação e no recolhimento dos resíduos descartados, que são destinados à reciclagem, que é a utilização, como matéria-prima, de um produto que seria considerado lixo.

É ei. Desde 2011, está em vigor a norma da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A Lei nº 12 305, que tramitou no Congresso por 21 anos, determina que todos os municípios do Brasil devem fazer a separação do lixo corretamente, através da coleta seletiva. O objetivo é dar um destino correto para os mais de 57 milhões de toneladas de lixo que o Brasil produz por ano, segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Desse total, apenas 2,4% dos resíduos sólidos são reciclados.




Belo Horizonte (MG) descarta por volta de 3.500 toneladas de lixo diariamente. A coleta seletiva na cidade existe desde 1993 e ocorre em duas modalidades: ponto a ponto, em que a pessoa deve destinar seu lixo reciclável a contêineres específicos disponíveis na cidade; e porta a porta, em que o caminhão da Prefeitura recolhe os recicláveis na porta da casa de cada um. O programa BH Recicla, lançado em 2007, é uma expansão do serviço de coleta seletiva. 

Coleta Seletiva Porta a Porta
Neste tipo de coleta, os materiais recicláveis são separados pelos moradores, colocados no passeio para serem coletados por um caminhão baú. Atualmente, a coleta porta a porta está presente em apenas 30 bairros de Belo Horizonte, que possui, no total, 284 bairros. É muito pouco!
Para ter o seu lixo recolhido, basta separar os materiais recicláveis (papel, metal, plástico e vidro), higienizá-los e colocá-los no mesmo saco plástico, no passeio, às 8h, no dia definido para a coleta seletiva da sua rua. Confira aqui os bairros atendidos. 


Coleta seletiva ponto a ponto
Nesse tipo de coleta, são instalados contêineres nas cores padrão definidas pela Resolução do Conama para os materiais recicláveis: azul para o papel, vermelho para o plástico, amarelo para o metal e verde para o vidro. A população separa os recicláveis em sua residência ou local de trabalho e os deposita nos contêineres instalados pela Prefeitura. Cada endereço é chamado de Local de Entrega Voluntária (LEV). Confira aqui os endereços dos LEVs.




Como você pode ajudar

• Não jogue lixo ou entulho nas vias públicas, córregos, lotes vagos, bueiros e encostas. Além de poluir a cidade, o lixo nas ruas entope bocas de lobo e pode provocar enchentes.

• Embale corretamente seu lixo, em sacolas resistentes, bem fechadas e de tamanho adequado, para evitar que elas se abram e espalhem o lixo nas vias públicas. Lixo não embalado, além de exalar mau cheiro, atrai animais que podem ser portadores de doenças.

• Proteja o vidro e outros materiais pérfuro-cortantes (estiletes, pregos, lâminas) com material resistente antes de colocá-lo na sacola e pressione as tampas das latas para dentro. Esses materiais desprotegidos podem ferir os garis e os catadores, mesmo que eles estejam usando as luvas protetoras.

• Agulhas de seringas não devem ser jogadas no lixo, entregue-as em um posto de saúde devidamente acondicionadas.

• No trânsito, respeite os cones de sinalização. Eles estão ali para proteger os varredores, que estão trabalhando para deixar a cidade mais limpa para todos nós.

• Zele pela conservação dos cestos coletores e dos contêineres de coleta seletiva. A depredação é prejudicial a todos.

• Respeite os dias e horários de exposição do lixo para coleta, evite deixar seu lixo na rua por mais tempo que o necessário.

• Também não devem ser jogados no lixo domiciliar resíduos como pilhas, baterias, lâmpadas, pneus, etc. Esses materiais constituem os chamados Resíduos Especiais, e devem ter destinação especial. Pilhas e baterias, por exemplo, devem ser encaminhadas aos fabricantes, que são responsáveis pela sua destinação correta. Veja aqui mais detalhes sobre esse tipo de descarte.

• Não queime o lixo. Essa prática é proibida.

• É dever do proprietário do imóvel preservar e manter limpa a calçada em frente ao seu estabelecimento ou residência.

• Quem produz entulho de construção civil deve dar a destinação adequada para eles. O caminhão da SLU não recolhe entulho.

• Restos de poda, entulho e móveis velhos não são recolhidos pelo caminhão. Leve-os para uma Unidade de Recebimento de Pequenos Volumes (URPV). Consulte aqui a mais próxima de sua casa.

• Lugar de lixo é no lixo. Use as lixeiras. Não jogue lixo no chão.

• O caminhão da coleta seletiva recolhe só o material reciclável. O lixo comum não é recolhido por ele. Portanto, não misture os materiais recicláveis com o lixo comum.



SE-PA-RA-DO
Tudo fica novo, de novo!


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Seu Lixandre - Narrativas da Catação




No dia 15 de outubro, foi inaugurada no Espaço do Conhecimento UFMG a exposição temporária "Seu Lixandre – Narrativas de Catação". Fruto de uma parceria com a ASMARE (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável), a mostra aborda a trajetória dos catadores, suas visões de mundo, desafios e conquistas, apresentados a partir de suas próprias narrativas.

Por meio de recursos audiovisuais e objetos de trabalho típicos das rotinas de coleta e seleção dos materiais recicláveis, a exposição convida a repensar a inserção dos catadores na dinâmica da cidade, trazendo suas perspectivas para o primeiro plano.
  

 Clique nas imagens para ampliar. 

A história
O contato com a Asmare começou no início de 2013, quando o núcleo educativo do Espaço do Conhecimento iniciou uma série de encontros para discutir o tema da coleta seletiva, trabalhado no andar águas da Exposição Demasiado Humano. “O diálogo com os catadores gerou reflexões importantes sobre suas trajetórias de vida, seus percursos na cidade, e como tudo isso se relaciona com as transformações do reconhecimento do ofício pela população” explica Verona Segantini, coordenadora do núcleo de expografia do Espaço do Conhecimento e uma das responsáveis pela organização da mostra. 

Os relatos, documentos históricos, vídeos e materiais apresentam os catadores como protagonistas, sujeitos da ação, discutindo as condições de trabalho às quais são submetidos, a invisibilidade social, a marginalização da função, bem como a importância da gestão de resíduos para a vida cotidiana.



Presente do Seu Lixandre

“Quando veio do lixo que você separou, é a cultura das pessoas que veio do lixo, 
então eu dei um nome: foi presente do Seu Lixandre”. 
(Dona Geralda)


O nome da mostra faz referência a um termo criado por Maria das Graças Marçal, a “Dona Geralda”. Ela trabalha com a coleta de materiais recicláveis desde os oito anos de idade e é uma das fundadoras e atual presidente da Asmare. “Seu Lixandre” é a forma carinhosa e personificada como ela refere-se ao resíduo. “É muito interessante este elemento vivo em que se transformou o Seu Lixandre. Para eles, o resíduo não é apenas trabalho, é como se fosse um amigo”, conta Maurício Melo, coordenador do Núcleo de Arte da Asmare.

Ele fala da importância da criação da Asmare na história dos catadores. “O surgimento da associação trouxe identidade para essas pessoas, que antes eram vistas como ameaças, e hoje, mesmo com os preconceitos existentes, são vistas como trabalhadores. Além da organização política, o maior benefício é a cidade passar a entender a importância da função desempenhada pelos catadores”, diz.

Ainda há muito a ser conquistado. Maurício ressalta a importância de provocar a reflexão sobre os preconceitos que envolvem o trabalho dos catadores, e, principalmente, sobre a invisibilidade social do grupo, em vários aspectos: “Muitos os veem como mendigos, meros incômodos no trânsito. Não existem sequer ferramentas desenvolvidas para este trabalho. Observe que eles utilizam o mesmo carrinho há anos, um veículo movido à tração humana, em pleno século XXI, e isso realmente choca”, conclui, refletindo sobre os diversos desafios que precisam ser superados pelos catadores.





Exposição temporária:
Seu Lixandre – Narrativas de Catação

Onde: no segundo andar do Espaço do Conhecimento UFMG, localizado na Praça da Liberdade, s/n
Quando: De terça a domingo - 10h às 17h / Às quintas-feiras - 10h às 21h
Entrada gratuita
Imprensa: (31)3409 8366 ou imprensa@espacodoconhecimento.org.br





segunda-feira, 24 de junho de 2013

Plantando e colhendo na cidade

Agricultura urbana é a prática de culturas agrícolas de uma cidade ou metrópole realizada geralmente em pequenas áreas, destinando-se sobretudo à produção para utilização e consumo próprio ou para a venda em pequena escala, em mercados locais. Pode ser praticada em quintais, em terraços, em pátios, ou, ainda, em hortas urbanas – espaços comunitários ou espaços públicos não urbanizados. 


Na onda de notícias positivas, o vinavina selecionou algumas boas novas sobre esse tema! Confira:


Quem disse que não tem espaço para plantar dentro da cidade?

Um mutirão organizado pelas redes sociais fez uma horta em pleno Centro de São Paulo (SP)! Na "Horta dos Ciclistas" plantaram abóbora, alface, manjericão, orégano e outros! A iniciativa surgiu da vontade de várias pessoas de transformar ideias e conceitos em ações práticas. "Mostrar que produzir alimentos nas cidades em espaços vazios e degradados é possível e melhora significativamente a qualidade de vida”, explica Ariel Kogan, um dos colaboradores da chamada Horta dos Ciclistas.

Para saber mais, veja a notícia na íntegra


Hortas Comunitárias


Subnutrição, desemprego e enchentes. Esses são três problemas gravíssimos da periferia da cidade de São Paulo, mas que podem ser resolvidos todos de uma vez só. Sabe qual é essa solução aparentemente mágica? A implantação de hortas comunitárias! Elas promovem capacitação profissional, geração de renda, alimentação mais nutritiva e espaço para absorção da água da chuva, entre outros benefícios. 

Para saber mais, veja a notícia na íntegra.


Cultivando sem semente

Uma das propriedades mais incríveis da natureza é a sua capacidade de recomeçar. Você sabia que alguns vegetais são capazes de perpetuar sua espécie sem a utilização de sementes? Você vai se surpreender ao descobrir que muitos deles estão dentro da sua geladeira.


Para saber mais, veja a notícia na íntegra.




Vamos nos unir e espalhar essa boa prática: 
na nossa casa, no nosso bairro e na nossa cidade! 


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Dia do Gari

16 de maio - Dia do Gari 

A profissão de gari surgiu no Rio de Janeiro, quando um empresário chamado Aleixo Gary, que era francês, assinou contrato com o o governo imperial para organizar o serviço de limpeza das ruas e praias da cidade.
Para saber mais, clique aqui



A profissão 

Os garis são os profissionais que trabalham exclusivamente com lixo, assegurando a limpeza da via pública, limpando e recolhendo todo o tipo de lixo gerado pela sociedade. Há três tipos de gari: o coletor, que recolhe o lixo das residências, indústrias e edifícios comerciais e residenciais; o varredor, que trabalha varrendo ruas, praças e parques; e o capinador, que capina a grama, lava e desinfeta as vias públicas. 

Por ser um serviço de utilidade social e saúde pública, o mercado de trabalho para o gari é amplo. O setor público é o que mais oferece oportunidades de trabalho, já que as grandes cidades demandam muita mão de obra para recolher o lixo. Já no setor privado, os profissionais de limpeza também podem ser contratados para prestar serviços de varrição e coleta de lixo. Nesse caso, os profissionais são responsáveis principalmente pela limpeza de descarte comercial.

Garis varredores

O trabalho realizado pelos garis é de grande importância dentro da sociedade, pois são eles que impedem o acúmulo de lixo nas ruas e nos bueiros, diminuindo a possibilidade de enchentes e a proliferação de bichos e doenças. Segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do ano de 2000, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), no Brasil são produzidas 228.413 toneladas de lixo por dia, e dos 5.507 municípios brasileiros, 5.475 possuem serviço de limpeza urbana, mas apenas 451 têm coleta seletiva e 352 possuem sistema de reciclagem.

separação do lixo também é muito importante, tanto para a cidade, quanto para os profissionais que trabalham com reciclagem. A coleta seletiva e o reaproveitamento de materiais recicláveis facilitam o trabalho dos garis, deixando a cidade mais limpa e poupando a natureza. Além disso, nós também podemos fazer a nossa parte, jogando sempre o lixo no lixo e não nas ruas ou em qualquer lugar público. Além de estarmos contribuindo com o trabalho dos garis, também estaremos preservando os lugares que nós mesmos utilizamos.

Garis coletores

Homens invisíveis

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu o uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são "seres invisíveis, sem nome". Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da "invisibilidade pública", ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada pela divisão social do trabalho, em que se enxerga somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:


"Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência".




Algumas batalhas são travadas mesmo quando não as vemos 


Todos os dias os agentes da limpeza tornam a nossa cidade um lugar melhor para se viver. É por isso que hoje, no dia 16 de maio, homenageamos os garis. Afinal, nem toda luta se vence com espadas.