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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Maio Amarelo: atenção pela vida.

MAIO AMARELO é um movimento internacional de conscientização para redução de acidentes de trânsito.

O Movimento nasce com uma só proposta: chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.


     



Acompanhando o sucesso de outros movimentos, como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, os quais, respectivamente, tratam dos temas câncer de mama e próstata, o MAIO AMARELO estimula você a promover atividades voltadas à conscientização, ao amplo debate das responsabilidades e à avaliação de riscos sobre o comportamento de cada cidadão, dentro de seus deslocamentos diários no trânsito.




O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o poder público e a sociedade civil. A intenção é colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para, fugindo das falácias cotidianas e costumeiras, efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.




Vale ressaltar que o MAIO AMARELO, como o próprio nome traduz, é um movimento, uma ação, não uma campanha; ou seja, cada cidadão, entidade ou empresa pode utilizar o laço do MAIO AMARELO em suas ações de conscientização tanto no mês de maio, quanto, na medida do possível, durante o ano inteiro.




A chave para a redução da mortalidade, segundo o relatório, é garantir que os estados-membros adotem leis que cubram os cinco principais fatores de risco: dirigir sob o efeito de álcool; o excesso de velocidade; o não uso do capacete, do cinto de segurança e das cadeirinhas. Apenas 28 países, que abrigam 7% da população mundial, possuem leis abrangentes nesses cinco fatores.




Para saber mais e participar do movimento acesse maioamarelo.com



sexta-feira, 23 de maio de 2014

Mexa-se >> conversa sobre mobilidade




Conversa boa mobiliza pessoas, agita ideias e aponta possibilidades para ações cada vez mais coletivas


Diante da pergunta colocada - O que podemos fazer para melhorar a condição de mobilidade na cidade? - um grupo de 20 pessoas atendeu ao convite da Vina para comentar, avaliar e discutir questões e iniciativas que estão na ordem do dia em Belo Horizonte e em todas as cidades que enfrentam as dificuldades e buscam soluções para a mobilidade urbana.

O que aconteceu, na verdade, não foi um debate, foi um encontro de pessoas e de movimentos afins em que cada um falou da sua experiência individual ou coletiva e que só não continuou noite adentro porque não era dia de casa aberta no Reciclo 2. 

Conforme foi planejado, já que queríamos que mais pessoas pudessem participar, conseguimos – graças à boa vontade, disposição e simpatia do Thiago Souza – transmitir em tempo real a nossa conversa pelo site do BH em Ciclo.


Clique nas fotos para ampliar. 

Aqui neste post, queremos agradecer e registrar as presenças – todas ilustres – e compartilhar os pontos principais abordados por cada participante. Éramos 20 pessoas reunidas em torno de uma mesa para falar sobre andar a pé nas nossas precárias calçadas, andar de bicicleta, de moto, de ônibus, de carro, de MOVE, enfim, sobre as várias formas de transitar por uma cidade como Belo Horizonte, na qual a mobilidade é há muito tempo uma questão pra lá de complexa e delicada.

Renato Malta, diretor da Vina, fez a abertura do encontro, apresentando a empresa e a proposta do Departamento Socioambiental. Com ele, e representando toda a equipe da Vina, participaram também - e contribuíram muito com suas experiências -, os seguintes profissionais: Aldair Rodrigues (moto frentista); Diego Luís Pereira (usuário de ônibus); Elson Matoso (usuário de carro); Evandro Silva de Souza (que circula a pé); Flávio da Silva Oliveira (que usa a bicicleta como meio de transporte diário) e Keyty Andrade (estagiária do Departamento Socioambiental e usuária de ônibus e metrô). Juliana Foini (responsável pelo blog vinavina e pelo registro fotográfico do encontro) apresentou o blog e a proposta desta série de postagens sobre mobilidade urbana, que motivou a organização daquela reunião. Eu, Élida Murta, ativista do Movimento Fica Ficus e colaboradora permanente dos projetos socioambientais da Vina, participei como mediadora do encontro.


 Equipe Vina - clique nas fotos para ampliar.

Pedimos a todos os convidados que se apresentassem e que falassem de suas experiências e propostas. Assim, deram sua valiosa contribuição: Marcelo Cintra – especialista no assunto mobilidade urbana; Carlos Campos, representando o movimento Bike Anjo; Guilherme Tampieri, representando a BH em Ciclo – Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte; Vanessa Duarte, representando o Nossa BH – Movimento social por uma cidade mais justa, democrática e sustentável; e Marina Costa Val, representando o movimento Tarifa Zero, que vem defendendo a redução das tarifas e a qualidade no transporte público. Participaram também: Mayra Milena (Tarifa Zero), Poliana Figueiredo e Vinícius Mundim (BH em Ciclo), Renata Aiala (Bike Anjo e BH em Ciclo), Tays Canji (Tarifa Zero), Gláucia Barros (Nossa BH e Avina) e Jean Legroux, pesquisador francês e doutorando em Mobilidade Urbana.



 Clique nas fotos para ampliar.

Vários problemas foram colocados na mesa, mas num ponto todos concordavam: as cidades existem em função do automóvel. E, diante da caótica realidade atual, é preciso mudar urgentemente a relação da cidade com o carro. Entre inúmeras urgências e providências apontadas, destacamos: reduzir o número de carros circulando na cidade; promover e apoiar o desenvolvimento de políticas públicas que favoreçam outros meios de circulação individual e coletiva; promover de forma crescente a bicicleta como meio de transporte urbano; buscar soluções viáveis e eficazes para o transporte público (ônibus e metrô), apoiar e participar dos movimentos sociais que, questionando governos e empresas, buscam soluções justas e democráticas para os problemas de mobilidade enfrentados por todos. Como bem disse Marcelo Cintra, não podemos mais ficar esperando uma “vontade política” para a solução dos problemas de mobilidade. A vontade tem que ser coletiva, tem que partir de nossa ação e mobilização o encaminhamento de problemas e soluções. 

É preciso pensar a cidade como um todo, é preciso aproveitar as boas ideias que vêm dando resultados positivos e garantir, pela vontade coletiva ampla, que as decisões políticas e as leis orçamentárias garantam o compromisso com as transformações necessárias.

Participantes do debate.  

Assim, a partir desse encontro, que para todos nós foi muito proveitoso, queremos dar sequência a essa conversa. Queremos acompanhar os avanços que, neste exato momento, colocam em cheque – com greves e mobilizações de várias naturezas - a condução política e econômica dos problemas brasileiros de mobilidade nas cidades. 

Para você, que não pôde acompanhar o nosso encontro mas que está interessado em participar com suas ideias e boas práticas, aí estão os links para conferir, na íntegra, tudo o que compartilhamos na tarde do dia 14 de maio. As fotos podem ser vistas aqui. 


Para conferir as outras postagens sobre mobilidade urbana aqui do vinavina, seguem os links abaixo. 






Seja a pé, de bike, de moto, de carro, de ônibus, de metrô e até de MOVE, vamos em frente! 
Parados é que não vamos ficar.