sábado, 18 de junho de 2011

O ambiente e a sociedade

Mínimas que são o máximo:
de BH para o mundo.


Cidades Sustentáveis – Nossa BH

A Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis tem como missão comprometer a sociedade e sucessivos governos com comportamentos éticos e com o desenvolvimento justo e sustentável de suas cidades, tendo como valor essencial a democracia participativa. Os movimentos e organizações que integram a rede são totalmente apartidários e inter-religiosos, concentrando suas ações e propostas nos interesses públicos, sempre preservando sua autonomia e independência face aos governos de todos os níveis.

A rede hoje conta com movimentos em cerca de 40 cidades brasileiras e tem dado passos significativos para qualificar o controle social dos poderes públicos, assim como para elaborar ferramentas de conhecimento e monitoramento sobre a qualidade de vida nos municípios.
Em Belo Horizonte, a rede é representada pelo movimento Nossa BH que busca a educação cidadã, a incidência e o controle social sobre as políticas públicas urbanas, baseando-se na democracia participativa, na pluralidade de ideias e no apartidarismo para articular os cidadãos em torno de um desejo maior: viver numa cidade justa e sustentável. O movimento já conta com a participação de aproximadamente 60 organizações da sociedade civil e está a um turno da aprovação da Lei do Programa de Metas.


Instituto Ethos 


O Instituto Ethos tem promovido várias ações socioambientais envolvendo empresas, governo, sociedade e organizações do terceiro setor.
Um bom exemplo é o “Projeto Jogos Limpos Dentro e Fora dos Estádios”, que tem como objetivo garantir a integridade, transparência e legado socioambiental da realização, no Brasil, da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

Veja aqui ações desse projeto em BH.

TEDx – Ideias que merecem ser espalhadas 


O TEDx é um programa de eventos locais e organizados de forma independente, que reúne pessoas para dividir uma experiência ao estilo TED. O TED (Technology, Entertainment, Design; Tecnologia, Entretenimento, Design em português) surgiu em 1984 como uma conferência anual na Califórnia. Com 4 diferentes tipos de ações TED Conference, TED Talks, TED Prize e TEDx a organização pretende transformar seu mote “ideias que merecem ser espalhadas” cada vez mais em realidade.

“Acreditamos apaixonadamente no poder das ideias para mudar atitudes, 
vidas e, em última instância, o mundo”, dizem os organizadores do TED.
Nós também. E você?

No Brasil, o primeiro TEDx aconteceu em 2009. Em julho de 2011, o TEDx vai acontecer em Curitiba, com o foco: “Pessoas Que Transformam Cidades”

Um evento independente, que só sai do papel com ajuda de pessoas interessadas em fazer diferente. O TEDx é todo independente: organizado, criado, produzido e executado integralmente por voluntários. 


"No normal, não se faz nada"
(Autor desconhecido)

sábado, 11 de junho de 2011

O ambiente e o indivíduo

Mínimas que são o máximo
de BH para o mundo. 


Vanilda de Jesus Pereira
  Ex-catadora de papel montou uma biblioteca com mais de 22 mil livros. 

Vanilda, na biblioteca.
No início, há 20 anos, os livros cabiam em poucas caixas embaixo da cama. Hoje, ela coordena a Biblioteca Comunitária Graça Rios, na entrada da favela Paquetá, em Belo Horizonte (MG), que tem um acervo de cerca de 22 mil livros. "Nada foi planejado. Fui fazendo o que era possível", diz Vanilda.
Na biblioteca, que funciona num galpão, também são dadas aulas de reforço escolar para as crianças mais novas e de preparação para os jovens que vão prestar vestibular. 


O local funciona ainda como uma espécie de creche. Diariamente, umas 30 crianças são deixadas de manhã pelas mães, que retornam no final do dia para buscá-las. O projeto conta com a ajuda de voluntários e o apoio de diversas empresas locais, além de eventos promovidos para arrecadar fundos.
Saiba mais aqui.

 
Jorge de Morais Quintão
Fotógrafo ensina crianças da Comunidade Santa Lúcia a ter um novo olhar para o mundo.

Aluno do projeto
  Em março de 2009, Jorge de Morais criou o projeto "Meu morro, meu olhar", que surgiu da vontade de mostrar às crianças moradoras do Aglomerado Santa Lúcia, em Belo Horizonte, outra forma de expressão artística, diferente das que elas já conheciam, como o desenho e a pintura.
As aulas são divididas entre teóricas e práticas, dentro da sala de aula, nos espaços cedidos na comunidade ou na própria escola, além de caminhadas pelo aglomerado, para que os alunos possam exercitar o olhar e aplicar a teoria apreendida. 
Para que os alunos pudessem ter acesso à sua produção, ele criou o site Olhar Coletivo.

Jorge Quintão é finalista do Prêmio Bom Exemplo, na categoria Cidadania. Esse prêmio tem o objetivo de destacar ações sociais que contribuem para a melhoria da qualidade de vida em Minas Gerais. 

Foto: Agno - www.olharcoletivo.org - 2011

 
Mônica Lopes Buono
Desenvolve um trabalho de integração entre o indivíduo e o meio ambiente, conciliando geração de renda com preservação da natureza, conscientização e inclusão social.

 
Fundadora e Presidente da OSCIP Amanhágua, organização rural socioambiental e de ações de políticas públicas, Mônica é médica veterinária formada pela UFMG, com pós graduação em Gestão e Manejo Ambiental de Sistemas Florestais, pela Universidade Federal de Lavras, e reside na região de Baependi (MG), onde se localiza a sede da Amanhágua.

Aulas de Educação Ambiental com crianças das escolas rurais.
 Saiba mais aqui.




 “Tente mover o mundo - 
o primeiro passo será mover a si mesmo.”
 (Platão)



  Se você participa de alguma inciativa ou conhece alguma ação como as que acabou de ver, compartilhe com o vinavina. Quanto mais gente souber dessas histórias positivas, melhor para todos nós.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Meio Ambiente?


 No dia 05 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, começa a semana dedicada a este tema. O vinavina escolheu três temas para comentar. Hoje vamos apresentá-los e, durante o mês de junho, cada tema será postado separadamente. 
Uma homenagem, um convite à reflexão!

O que é “meio ambiente” para você?



O ambiente e o indivíduo
Somos o ambiente: tudo começa de dentro para fora... 

E se o mundo tivesse 100 pessoas?


O ambiente e a sociedade
Das mudanças individuais para as transformações sociais. 

Depende de cada um...



O ambiente e a natureza 
A natureza somos nós.

O mundo é a nossa casa!


No INdica, confira a programação da 
Semana do Meio Ambiente na UFMG: 
Questões Socioambientais na Grande BH.




"A primeira coisa que você pode fazer para salvar o planeta: fazer alguma coisa."

(Campanha SWU - Começa com você: uma iniciativa que aponta caminhos para que todos juntos ajudem a construir um mundo sustentável, começando com pequenas atitudes.)


terça-feira, 31 de maio de 2011


Nova seção deste blog, o Na Lata vai trazer, mensalmente, uma entrevista ou um texto interessante - sempre inéditos - que abordem o universo das boas idéias, das melhores práticas e das pequenas e grandes soluções para as questões atuais que envolvem a relação da sociedade com o meio ambiente. Repensar, junto com vocês, será sempre a nossa proposta.

Segue abaixo a nossa primeira entrevista.



Ela é lixóloga e sabe muito 
bem do que está falando

Sônia Dias com catadores do Lixão de Hulene, em Maputo, Moçambique. 
(Abril, 2011)

Uma das primeiras sociólogas no Brasil a abordar, ainda na década de 1980, a questão do lixo a partir de uma dimensão social, Sônia Maria Dias participou ativamente das primeiras experiências de coletas de lixo em favelas de Belo Horizonte. No PRODECOM, participou de um programa pioneiro no qual buscaram viabilizar uma tecnologia específica de coleta para a realidade das favelas; e, em Ibirité(MG), integrou a equipe de pesquisa do CETEC (Centro Tecnológico de Minas Gerais) sobre limpeza urbana. Foi ali, em 1986, que pela primeira vez ela teve contato com a figura do “catador de lixo”. A “paixão pelo lixo” transformou a sua trajetória pessoal e profissional. Hoje, cidadã do mundo, Sonia Dias se define como: lixóloga, permanentemente engajada na causa mundial dos catadores de lixo.
Atualmente, Sônia Dias integra, como especialista em redes de catadores, a WIEGO. Rede mundial, criada em 1997, cuja secretaria está sediada na Universidade de Harvard(EUA), a WIEGO atua em mais de 100 países e participa ativamente de um movimento global que apóia os trabalhadores pobres, especialmente as mulheres, na economia informal.
Vamos agora saber um pouco mais sobre o trabalho e sobre o que pensa Sônia Maria Dias a respeito do lixo como uma questão ambiental e social, grave e urgente, a ser debatida e enfrentada em todo o mundo.


O que significa ser uma lixóloga?
Sônia Dias: no meu caso, é ser uma profissional que pesquisa e trabalha com a questão do lixo em todas as suas dimensões, com uma perspectiva social de inclusão e desenvolvimento. Como integrante da WIEGO, sou especialista na questão dos catadores de lixo, que integram um dos principais grupos que recebem da nossa rede atenção e apoio (pesquisas, estudos estatísticos, subsídios técnicos e financeiros) para viabilizar a sua sobrevivência com dignidade e com o devido reconhecimento da sociedade.



O que o lixo representa hoje para o planeta?
Sônia Dias: as questões ambientais estão interrelacionadas e o lixo é, hoje, um dos grandes dilemas da humanidade. A humanidade tem uma relação ambígua com o lixo e a sujeira. Palavras como sujeira, restos, resíduos estão ligadas diretamente ao lixo e têm, do ponto de vista social e cultural, uma conotação ligada ao que é feio, inferior, ao que não vale nada, ao que pode e deve ser descartado. Invariavelmente, como na Índia (que tem uma sociedade separada por castas), a questão do lixo está também diretamente ligada às diferentes condições sociais e, em todo mundo, ligada ao ambiente da pobreza. O lixo faz parte do nosso cotidiano e a forma de lidar com ele faz parte também da nossa cultura. Ao mesmo tempo em que causa repulsa e distanciamento, o lixo que produzimos diariamente exige um destino e uma solução. Não basta colocar o lixo na lixeira. Antes disso, é preciso conhecer o que, a partir daí, acontece com ele e, consequentemente, pensar no que pode e deve ser feito com o lixo produzido por nós.




Como, na sua visão, podemos lidar com a questão do lixo no mundo atual?
Sônia Dias: essa é uma questão civilizatória. Requer consciência e atitude do mundo inteiro. Por exemplo: 500 bilhões de sacolas plásticas são descartadas, por ano, em todo o mundo. E é importante dizer que, desse número, 100 bilhões vêm somente dos EUA. Acontece que 70% da poluição marinha é formada por plástico. Existem correntes marinhas que levam esse plástico para os pontos mais remotos do planeta e espalham todo esse plástico que, a cada ano, se multiplica. Bem, não podemos nos esquecer de que somos um só planeta e tudo está interligado. Temos a dimensão ambiental (o grande volume de lixo produzido) e a dimensão humana. Estudos apontam que uma grande parcela da população mundial (1a 2%) sobrevive justamente a partir do lixo (nos lixões, na coleta seletiva, etc.), em condições sub-humanas. E, nesse ponto, Belo Horizonte está bem melhor do que muitos outros lugares que conheço: aqui não tem lixão e já estamos avançando na campanha contra o uso das sacolas plásticas.



Uma das formas de lidar com essa questão, considerando as duas dimensões é trabalhar efetivamente com o desenvolvimento e o aprimoramento das formas de descarte – repensar e diminuir a produção de lixo, investir de fato na coleta seletiva e na reciclagem – e, do ponto de vista humano, cabe aos gestores públicos promover um esforço coletivo para buscar, junto com a sociedade, condições adequadas que estabeleçam uma relação mais humana e mais justa para a população que vive do lixo.


E qual é o papel social e ambiental dos catadores de lixo nesse contexto? 
Sônia Dias: acredito que podemos partir de uma mudança de o conceito: mudar “catadores de lixo” para “catadores de recicláveis”. Isso é um processo complexo que requer dos próprios catadores uma mudança de atitude para sair da condição de “vítimas sociais” para a posição consciente de “agentes ambientais e empresários sociais”, que é o que eles realmente são. Implica , também, no aprimoramento de tecnologias e das  relações de protagonismo social. Exige, na verdade, uma mudança profunda de comportamento de toda a sociedade na direção de uma nova cultura em relação ao lixo.


Quais são os atores e quais seriam as iniciativas necessárias para essa nova cultura do lixo?
Sônia Dias: Bem, vamos começar pelos cidadãos. Nós todos somos corresponsáveis pela adequada condução do lixo. É preciso, de fato, repensar, reduzir, reutilizar e reciclar o lixo que produzimos diariamente. O Brasil tem definida e aprovada, em 2010, uma Política Nacional de Resíduos Sólidos que usa justamente a expressão “gestão compartilhada dos resíduos”. Ou seja, é um problema a ser enfrentado e solucionado por todos os cidadãos. Ao poder público, cabe, então, implementar campanhas, programas eficazes de coletas seletivas, oferecendo opções razoáveis nesse processo, e, principalmente, investir de forma massiva em educação ambiental. Na coleta seletiva, por exemplo, um grande passo seria incluir, de fato, a participação do catador como agente ambiental fundamental para a efetivação desse processo.


Quanto à indústria, já passou da hora das pequenas e grandes indústrias promoverem e praticarem, pra valer, a responsabilidade social e ambiental. No caso da indústria de reciclagem, é necessário rever e promover a distribuição justa de renda para todos os agentes envolvidos. O atual quadro é desigual e evidentemente injusto.




Queremos agradecer a sua gentileza em nos conceder esta entrevista, inaugurando uma nova seção neste nosso vinavina. A palavra é sua, Sônia!  
Sônia Dias: gostaria de finalizar, dizendo que o lixo é um dos símbolos da crise civilizatória que a humanidade vive hoje. O grande problema das mudanças climáticas passa, necessariamente, pela questão do lixo. Os aterros sanitários produzem gás metano, que é uma dos maiores vilões do aquecimento global. Tudo está interligado. Assim, quando os catadores recolhem o lixo reciclável e o entregam à indústria, eles estão atuando como grandes agentes ambientais que têm um papel fundamental na diminuição do lixo produzido no mundo e, consequentemente, no retardamento do aquecimento global. É assim, com o devido reconhecimento da sociedade, que eles podem e devem ressignificar o seu importante papel no mundo todo.
E quero citar um bom exemplo: a Cataunidos – que é uma rede regional de cooperativas que reúne a ASMARE, de Belo Horizonte(MG), e outras cooperativas de 22 municípios mineiros. Eles fazem a comercialização conjunta do material coletado e possuem uma usina de reciclagem de plástico que produz pellets (grãos ou bolinhas de plástico que são reciclados e vendidos para fábricas de artefatos plásticos).



Sônia Maria Dias é mineira, de Belo Horizonte(MG). Doutora em Ciência Política, Mestre em Geografia e graduada em Ciências Sociais, possui especialização em Resíduos Sólidos pela Kitakyushu International Techno-Cooperative Association (Japão) e em Gestão Ambiental, pelo Instituto de Educação Continuada da PUC-MG. É pesquisadora da rede Women in Informal Employment Globalizing and Organizing (WIEGO), e representante latinoamericana do Collaborative Working Group on Solid Waste Management (CWG). Atualmente está envolvida no Projeto Global Cidades Inclusivas, coordenado pela WIEGO e com financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates.


Entrevista realizada em 17.5.2011 
por Elida Murta.




Não deixe de conferir no INdica as boas dicas de Sônia Dias e outras informações sobre as boas práticas e importantes iniciativas relacionadas ao lixo.


E para saber mais sobre a situação dos catadores de material reciclável, leia aqui o nosso post feito em homenagem a eles, no Dia Mundial do Trabalho.


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Departamento Socioambiental



O escritório do Departamento Socioambiental da Vina começou a ser projetado em 2006. Durante a fase de implementação do projeto convencional, chegou-se a conclusão de que, por uma questão de coerência, o escritório deveria ser executado de maneira diferente, de acordo com a filosofia a que esse departamento se propõe.

A partir daí, todo o ambiente foi criado com móveis e acessórios reutilizados, reciclados e com inclusão social, respeitando ao máximo os conceitos da sustentabilidade.

O desafio era montar um escritório que fosse, ao mesmo tempo, funcional e confortável, de qualidade e bom gosto e que despertasse reflexão.

Ações Vina 
Segue abaixo o caderno Ações Vina, atualizado em maio de 2011.
Para melhor visualização, clique abaixo em "view in fullscreen" e passe as páginas na seta localizada à direita.




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Não deixe de assistir o vídeo abaixo, sobre o SWU (Starts With You / "Começa com você") Music and Arts Festival, realizado em outubro de 2010.
Ao longo dos três dias de duração do evento, além de shows inéditos no Brasil, aconteceu também o Fórum Sustentável, palco onde especialistas, pensadores, políticos, empresários e representantes de entidades não governamentais discutiram com o público alguns dos principais temas da sustentabilidade no século 21. 



O festival fo realizado durante os dias 9, 10 e 11 de outubro de 2010 na Fazenda Maeda, localizada no município de Itu, a 70 quilômetros de São Paulo. Numa arena de 200 mil metros quadrados, participaram do evento mais de 150 mil pessoas. 

Para saber mais sobre o evento em 2011, clique aqui.


terça-feira, 17 de maio de 2011

18 de maio: Dia Nacional da Luta Antimanicomial


Há 24 anos acontecia, em Bauru (SP), o II Congresso Nacional dos Trabalhadores em Saúde Mental, onde, a partir de um questionamento profundo sobre as instituições manicomiais, foi organizada a primeira manifestação pública no Brasil a favor da extinção dos manicômios.
Nascia, assim, o Movimento Antimanicomial.


Uma nova mentalidade com foco na inserção dos Usuários da Saúde Mental, no mundo da cidadania, no espaço da cidade e no mundo dos direitos, leva a sociedade a questionar o tratamento dado a essas pessoas dentro dos manicômios.
Um dos objetivos principais desse movimento é sensibilizar o estado e o governo a implantar sistemas substitutivos para atenção à saúde mental.


Esse movimento desencadeou uma Reforma Psiquiátrica no país, sintonizada com o que acontecia no mundo. Uma política foi implantada, elegendo prioridades e sustentando, no campo sem limites da Saúde Mental, uma posição clara sobre onde investir o dinheiro público em tratamentos psiquiátricos. Além da criação de novos serviços, outros tiveram que se modificar, para atender às portarias instituídas no sentido de garantir dignidade aos pacientes.

De lá para cá, o movimento evoluiu e fez história...

"Cuidar sim, excluir não"

Hoje, o Brasil conta com serviços fora dos muros dos manicômios.
Saiba mais sobre eles nos links a seguir.

  • CAPS (Centro de Atenção Psicossocial): Oferece atendimento à população, realiza o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.Clique aqui para ver os endereços e telefones. 
  • SRT's (Serviços Residencias Terapêuticos): O Serviço Residencial Terapêutico vem concretizando as diretrizes de superação do modelo de atenção centrado no hospital psiquiátrico em conjunto com os demais programas existentes na área de saúde mental.
  

De BH para o Mundo


Se você apoia a causa, venha desfilar por ela. 
Nesta quarta-feira (18/05), a partir das 13h, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA) realiza um desfile em comemoração ao “Dia Nacional da Luta Antimanicomial”. A concentração acontecerá na Praça Sete, de onde os integrantes da escola de samba “Liberdade Ainda que Tam Tam” vão desfilar pelas ruas da capital.
Para saber mais, clique aqui.

Saúde Mental e Departamento Socioambiental Vina
 
Espelho: DC de Loureiro (Usuário da Saúde Mental, associado da Suricato)
Panos de Prato: Mª Aparecida de Jesus, Fátima Mª de Lima, Lourdes de Oliveira e Desemir Texeira Araújo (Usuários das oficinas de artesanato do Centro de Convivência Cezar Campos/PBH)

O Departamento Socioambiental da Vina vem desenvolvendo diferentes ações que apoiam os programas de política pública da Saúde Mental em BH. Essas ações passam tanto pela aquisição de objetos e serviços  quanto pela tentativa de inserção destes usuários no mercado de trabalho, através
do Projeto Piloto Aracê* : inclusão social via mercado formal de trabalho. 
* Por se tratar de um projeto piloto, ainda não podemos divulgá-lo formalmente. 

Sensibilização Projeto Piloto Aracê: objetos e produtos confeccionados pelos 
Usuários dos Centros de Convivência decoraram o ambiente.



Estamira

O documentário Estamira conta a história de uma mulher de 63 anos que sofre de distúrbios mentais e vive e trabalha há mais de 20 anos no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho. Com um discurso eloquente, filosófico e poético, a personagem central levanta de forma íntima questões de interesse global.

 
"De perto, quem é normal?"





Clique para ampliar

Não deixe de conferir no INdica outros filmes, livros e informações úteis sobre o assunto!




Colaboração
Musso Greco, psiquiatra, psicanalista membro da Escola Brasileira de Psicanálise, ex-coordenador de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Será que vai pegar?

Esta, entre muitas outras, é uma dúvida que permeia a lei que proibiu as sacolas plásticas em Belo Horizonte (MG). Os estabelecimentos tiverem um prazo de 45 dias para se adpatar à nova lei, que entrou em vigor no dia 28 de fevereiro. Depois desse prazo, que acabou dia 18 de abril, aqueles que não se adequarem à proibição poderão ser multados. 


 Quais sacolas podem ser comercializadas?

Os sacos feitos de polietileno (composto químico derivado do petróleo) estão proibidos. As sacolas plásticas que estão à venda nos estabelecimentos devem ser fabricadas com materiais biodegradáveis e trazer, de forma clara e visível, menção ao atendimento à norma NBR 15448-2:2008, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).  
São as chamadas sacolas compostáveis, produzidas a partir do amido de milho, que prometem a decomposição em 180 dias. O custo para o consumidor é de R$ 0,19 a unidade, que aguenta até 6kg.


Há também a venda em supermercados e padarias as "ecobags", que são sacolas retornáveis, geralmente feitas de pano ou lona. São vendidas a pequenos preços e podem ser uma ótima alternativa para quem faz pequenas compras.


Qual sacola usar para descartar o lixo?

O descarte do lixo pode ser feito através das sacolas plásticas produzidas especialmente para isso. Elas são encotradas à venda nos supermercados. Os sacos de lixo são produzidos a partir do polietileno, mas carregam a vantagem de poderem ser reciclados e produzidos a partir de outras sacolas, também recicladas.
O custo médio para o consumidor é de R$ 17,00 (50 litros/30 unidades).
Saiba mais aqui.

Além disso, podemos utilizar outros sacos e sacolas que entram em nossa casa, como embalagens de arroz, feijão,entre outros. Uma idéia é fazer pequenas sacolinhas de jornal para colocar nos lixos do banheiro ou da cozinha.

 
Clique aqui para aprender como fazer. 


Como podemos ajudar na fiscalização?

A população poderá ajudar a Prefeitura a fiscalizar o cumprimento da lei nos estabelecimentos. Através do telefone 156, os fiscais poderão ser acionados para visitar os locais que não estejam oferecendo a sacola ecológica. 

Fonte: Diário Oficial do Município




Curta este "Curta" - Campanha do Greenpeace contra as sacolas plásticas




Será que a lei vai pegar?
Cabe a cada um fazer sua parte.