terça-feira, 29 de maio de 2012



Este blog apoiou, acompanhou, participou e divulgou, nas últimas semanas, o movimento nacional VETA, DILMA! Assim como milhões de brasileiros, entendemos a importância e a urgência de pedir à nossa presidente o veto total ao novo Código Florestal Brasileiro, alterado e aprovado pela Câmara dos Deputados. 

Em linhas muito gerais, a questão colocada era a seguinte: 
O Código Florestal, aprovado em 2011 pelo Senado, não era perfeito, mas era exemplar por ser baseado em uma lógica sustentável e com uma preocupação real com a preservação das nossas florestas e do meio ambiente brasileiro. 

O texto do código alterado e aprovado pela Câmara dos Deputados em 25 de abril de 2012 – com 274 votos a favor, 174 contra e 2 abstenções - continha uma proposta que, claramente, contrariava a posição do Governo Federal e dos ambientalistas e atendia aos interesses de grupos financeiros específicos, que não estão preocupados em proteger nosso meio ambiente e têm uma visão de futuro focada em extração, exploração e lucro imediato. 

No último dia 25 de maio, a Presidente Dilma Roussef anunciou os vetos e a posição do seu governo em relação ao novo texto do Código Florestal Brasileiro, repudiado por ambientalistas e por mais de dois milhões de pessoas no Brasil e no mundo. 


Em números, os vetos da Presidente Dilma são os seguintes: 
em 84 artigos que compõem o “novo” Código Florestal foram: 12 vetos + 32 alterações (sendo 14 alterações que recuperam o texto do Senado + 5 dispositivos novos + 13 adequações de conteúdo). 


E qual é o resultado dessa equação? 

> Na visão dos ambientalistas, biólogos, ativistas e de todos que entendem a importância e a necessidade da preservação do meio ambiente e das nossas florestas, mesmo com os vetos e as alterações, o “novo” código representa um retrocesso e uma ameaça real ao futuro, especialmente ao futuro da Amazônia. 

> Para os ruralistas e grupos financeiros, significa uma manobra política bem-sucedida, que abre portas para novas alterações e investidas contra o futuro próximo de nossas florestas, matas, nossos morros, recursos hídricos, enfim, para novas ações predatórias que serão levadas adiante sem considerar e sequer consultar, de fato, o povo brasileiro. 

Nas próximas postagens, este blog vai continuar avaliando a importância do movimento VETA, DILMA! e abrindo espaço para impressões, reflexões e proposições de ativistas, ecologistas, biólogos e cidadãos comprometidos com a causa cada vez mais justa da defesa do equilíbrio permanente entre a ação do homem e a preservação da natureza. 

Por enquanto, para nossa reflexão, fica aqui a Terceira Lei de Newton:

“A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade: ou as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em direções opostas.”






Élida Murta
trema.textos@gmail.com

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Veta, Dilma: chegou a hora!



A campanha continua! 
Estamos na contagem regressiva... 
A presidente Dilma tem até o dia 25 deste mês para vetar o novo Código Florestal. 
Temos até o dia 24 para completarmos 2 milhões de assinaturas. 
Até hoje, 16 de maio, mais de 1.7 milhão de pessoas já assinaram a petição.

Clique aqui e dê sua contribuição!
Cada assinatura é fundamental.
VETA, DILMA!


Campanhas

Em Minas Gerais
No dia 11, sexta-feira passada, Dilma esteve em Betim, região metropolitana de BH, e foi recebida por manifestantes a favor do Veta, Dilma. 
Quebrando o protocolo, ela atravessou uma rua para chegar perto de uma grade e cumprimentar algumas pessoas que pediam a ela que vetasse o projeto aprovado no Congresso.



No sábado, dia 12, os manifestantes foram à Praça da Savassi, região centro-sul de Belo Horizonte, distribuir cartazes e adesivos para sensibilizar quem passava por lá. 




Pelo Brasil...
Confira a programação atualizada das manifestações do VetaTUDOdilma pelo Brasil:
(Os eventos são organizados por pessoas que apoiam o #vetatudodilma em todo o País.) 



Brasília/DF
Causa: Manifestação pelo Veta Tudo Dilma com marcha até a Praça dos Três Poderes 
Data: 22 de maio de 2012
Horário: às 16:00h
Concentração: Em frente ao Museu Nacional

Curitiba/PR
Causa: Manifestação pelo Veta Tudo Dilma
Data: 19 de maio de 2012
Horário: A partir das 10:00h
Concentração: na Boca Maldita

Porto Alegre/RS
Causa: Manifestação pelo Veta Tudo Dilma
Data: 21 de maio de 2012
Horário: A partir das 14:00h
Concentração: Em frente a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul

São Paulo/SP
Causa: Manifestação pelo Veta Tudo Dilma
Data: 20 de maio de 2012
Horário: A partir das 10:00h
Concentração: Em frente ao Monumento às Bandeiras.


Outras campanhas
Alguns artistas influentes na sociedade assumiram a posição e também pedem: 
Veta, Dilma! 

Lenine
Fernanda Torres
Regina Casé
Arnaldo Antunes


Funk do Veta, Dilma!
Vídeos na internet revelam que os protestos vão além de cartazes, faixas e palavras de ordem. Para expressar opinião, manifestantes cantam funk, carregam mudas de árvores e até reinterpretam o Hino Nacional. Tudo embalado com o bordão “Veta, Dilma!”.






quinta-feira, 10 de maio de 2012

Veta, Dilma! BH

E o movimento continua...

Precisamos continuar nosso manifesto para que a presidente Dilma VETE o projeto de lei da reforma do Código Florestal.


Assine a petição!
A assinatura  de cada um faz a diferença...




Veta, Dilma! pelo Brasil...
Em Belo Horizonte (MG) e em vários outros lugares do país estão acontecendo manifestações. Confira!

Em Patos de Minas (MG)



Em São Paulo (SP)



Em Bauru (SP)



Em São Carlos (SP)



Em Manaus (AM)



Confira abaixo as fotos da manifestação em Belo Horizonte, no dia 05/05.
A concentração aconteceu na Praça Afonso Arinos e, depois, os manifestantes caminharam até a Praça da Liberdade. 

Clique nas fotos para ampliá-las
(Por Maria Lansky, retiradas do Facebook.)







 Venha participar da próxima manifestação com a gente! Amanhã, dia 11, Dilma estará em Betim.
Visite o site para participar e fique por dentro de todos os detalhes.



Se você não é de Belo Horizonte, veja a lista das manifestações 
em outras cidades do país nesse link.

Camila Pitanga quebra o protocolo e pede: Veta, Dilma!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

VETA TUDO, DILMA!



BRASIL URGENTE

Vamos ajudar a promover uma grande mobilização nacional para que a Presidente Dilma vete a  reforma do código florestal, que acaba de ser aprovada pela Câmara dos Deputados e que representa um retrocesso no que já havia sido conquistado em termos de proteção às nossas florestas e ao nosso futuro. A grande pressão dos partidos que votaram a favor da nova versão será muito forte e muito está em jogo. 

Vamos mostrar que a sociedade brasileira defende o futuro e não os interesses daqueles que só pensam no lucro imediato e não se preocupam com as consequências desastrosas que querem promover sobre o nosso meio ambiente. 

A Presidente Dilma precisa vetar integralmente o novo texto do Código Florestal aprovado pelo Congresso. Vamos ajudá-la a tomar a decisão certa!


Não fique de fora!
Assine AQUI o abaixo-assinado "Veta Dilma" para o novo Código Florestal.  




Ir para a rua e mobilizar outras pessoas 
faz uma grande diferença! 

Aqui em Belo Horizonte (MG), no último dia 1º de maio, houve uma grande manifestação no centro da cidade, com cerca de 150 pessoas, convocadas através de amigos e divulgação em redes sociais. Com apitos e cartazes com a frase “Veta, Dilma”, o movimento despertou interesse de quem passou pelo local. 

Assista o vídeo!


VAMOS FAZER OUTRA! 
Vista a sua camisa verde, convide todos os seus amigos 
e vamos para a rua exigir: Veta tudo, Dilma!

No próximo sábado, dia 05 de maio, às 15h.
Local: Praça Afonso Arinos, Centro de BH.

Confirme sua presença no Facebook e nos ajude a divulgar!



Você pode participar de várias outras formas: 

- Organizando e participando de manifestações em sua cidade; 

- Enviando mensagens para todas as suas listas de relacionamento;

- Enviando mensagens para a Dilma no perfil do Partido dos Trabalhadores (PT) no Facebook: http://www.facebook.com/pt.brasil

- Ajudando os partidos e políticos brasileiros a mostrar à Presidente Dilma qual é a decisão correta a ser tomada.


No Facebook:

No Twitter:
PDT – @brizola_neto



Vamos alavancar uma GRANDE MOBILIZAÇÃO NESTE NOSSO BRASIL, 
em favor de um futuro sustentável e da vida plena para todos as formas de vida. 

VETA TUDO, DILMA! 

Clique na foto para ampliá-la.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sacolinhas plásticas: a polêmica continua...




Um ano depois de entrar em vigor em Belo Horizonte, a Lei municipal 9.529/08, que proibiu o uso das sacolas plásticas convencionais (produzidas a base de petróleo) nos supermercados e no comércio da cidade, ainda é motivo de polêmica e continua sendo desqualificada pela desinformação e pela pressão da indústria do plástico. Pela lei, as sacolinhas convencionais devem ser substituídas por outras, biodegradáveis e produzidas com base vegetal. O principal objetivo da lei, aprovada em 2008, é diminuir o descarte de um imenso volume de plástico na natureza e conscientizar a população sobre a importância de mudanças de atitude que possam diminuir o lixo e os seus impactos degradantes sobre o meio ambiente. É sabido que o plástico leva mais de 100 anos para se decompor na natureza. As embalagens plásticas descartadas contribuem, em todo o mundo, com um volume absurdo para agravar a poluição ambiental. Com a regulamentação da nova lei, pioneira nas capitais brasileiras (clique aqui para ver a lista das capitais que já aderiram ou estão em processo de adesão), nos últimos 12 meses, só em Belo Horizonte, cerca de 165,6 milhões dessas embalagens deixaram de ser descartadas no meio ambiente!

Embora esses números sejam incríveis e merecessem ser comemorados como grande avanço, ainda existem pessoas e empresas – como a indústria do plástico e alguns veículos de imprensa locais – que insistem em apresentar argumentos contrários à proibição.
 

Para muitos consumidores, pelo menos para aqueles que por desinformação ou comodismo ainda não entenderam a importância dessa lei, o ponto principal de discórdia é a cobrança, nos supermercados, de R$ 0,19 por sacola. Vale lembrar que a distribuição das sacolinhas nunca foi gratuita, esteve sempre embutido no valor das mercadorias... Bem, essa é uma questão que levanta outros pontos que merecem, aqui, ser destacados:

- a atual adesão 97% da população de Belo Horizonte às sacolas retornáveis, segundo dados da Associação Mineira de Supermercados (Amis), se deve mais à cobrança das sacolas (nem sempre) de plástico biodegradável oferecidas pelos supermercados e outros estabelecimentos comerciais do que por uma maior conscientização em favor da causa ambiental. O que é uma pena...

- a fiscalização, por parte da Prefeitura, sobre a qualidade e composição das sacolas é ineficaz e quase nula. Muitos estabelecimentos continuam oferecendo sacolas fora do padrão estabelecido pela Lei: elas não são biodegradáveis. A PBH alega que não possui convênio com nenhum laboratório que possa analisar a composição das sacolas. Como assim? Isso é um investimento público necessário para fazer cumprir a lei. Além do mais, o Imetro existe exatamente para isso. Ou seja: além de não fiscalizar devidamente, ainda apresentam desculpas que não nos convencem.


Essas questões nos revelam uma realidade que confirma, mais uma vez, a necessidade urgente de se estabelecer uma política municipal de educação ambiental. É indiscutível o fato de que a Prefeitura de Belo Horizonte deveria ter aproveitado os três anos de prazo dado aos estabelecimentos comerciais para se adaptarem às regras da nova lei, aprovada em 2008 e promulgada em 2011, para realizar uma campanha efetiva de educação e de conscientização da sociedade quanto à necessidade e aos benefícios que a aplicação da Lei 9.529/08 traria. Como isso não aconteceu, após um ano – mesmo diante de números muito significativos - ainda existe desinformação e resistência.

Outro dado importante, e que tem sido sistematicamente desconsiderado nessa polêmica em torno da proibição das sacolas plásticas, é a questão que envolve o potencial poluidor dessas embalagens: a tinta utilizada para imprimir a marca das empresas e outras propagandas é altamente poluente, contém substâncias tóxicas e contamina o solo e a água. Assim, a alegação divulgada de que a indústria do saco de lixo cresceu 30% e o seu preço subiu 400% é, certamente, tendenciosa. Os sacos de lixo são produzidos com plástico reciclado e não carregam impressões de marcas ou mensagens. E, em uma cidade que não trata devidamente a destinação dos seus resíduos, os sacos de lixo ainda são muito úteis e necessários. 
 
 
Dizer, como disse a matéria do jornal Estado de Minas de 12 de abril, que os supermercados foram os principais beneficiados durante o primeiro ano de aplicação da referida lei é, no mínimo, uma informação irresponsável.

Para contrapor argumentos desse tipo, que em nada favorecem a solução do problema ou sequer colaboram para exigir do poder público uma política mais eficaz, que inclua a educação ambiental como ferramenta permanente de conscientização socioambiental, vamos aos números dos últimos 12 meses:

- o consumo diário de sacolas plásticas em Belo Horizonte caiu de 450 mil para 13 mil sacolas;
- 165,6 milhões de sacolas deixaram de circular e ser descartadas em Belo Horizonte (MG);
- 10% é a redução diária de consumo de sacolas plásticas no Brasil;
- 1,2 bilhão de sacolas plásticas deixaram de ser usadas no País nos últimos 12 meses.


Para o autor da Lei municipal, o vereador Arnaldo Godoy considera positiva a experiência pioneira de Belo Horizonte, que serviu de exemplo para estados como Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro, “BH abraçou a idéia de banir o uso das sacolas convencionais. É lógico que isso não resolve o problema, mas já é um ganho extraordinário. Deixamos de descartar quase 500 mil sacolas plásticas diariamente. Outras três milhões de embalagens, do modelo retornável, já foram vendidas”.



Boas novas em curso

Na última semana de abril, O Ministério Público Estadual (MPE) se reuniu, em Belo Horizonte, com órgãos de defesa do consumidor, com representantes da Associação Mineira de Supermercados (Amis) e com representantes da PBH para questionar a cobrança de R$ 0,19 pelas sacolas plásticas compostáveis. Segundo o MPE, essa cobrança por valor único configura a formação de cartel.

A Amis se defende dizendo que nunca houve uma orientação nesse sentido e que, diante da adesão de 97% da população ao uso de sacolas retornáveis, a tendência é que essa cobrança diminua e até acabe. Além da queda e do fim do alinhamento de preços, o MPE quer que o valor cobrado esteja exposto de forma visível para o consumidor em cada estabelecimento. E mais: deverá ser acertada uma campanha geral para estimular o uso de sacolas retornáveis (de pano ou de material reciclável). Além disso, o MPE cobrou da Prefeitura de Belo Horizonte uma ação fiscalizadora mais efetiva no sentido de identificar e coibir a venda de sacolas “falsamente compostáveis”. Já está marcada para 30 de maio uma nova reunião com todos os envolvidos para a definição das medidas a serem adotadas daqui em diante.

Vamos aguardar e acompanhar a evolução dessa história.
 
 



 
Texto: Élida Murta
trema.textos@gmail.com

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O ciclo das sacolas plásticas

A produção de sacola plástica consome petróleo, água, energia... 
Descubra de onde elas vêm e para onde elas vão assistindo ao vídeo:




sexta-feira, 20 de abril de 2012

Um ano depois...



   97% 
é o percentual de diminuição do uso da sacola 
convencional nos supermercados de BH após a lei de proibição.