segunda-feira, 24 de junho de 2013

Plantando e colhendo na cidade

Agricultura urbana é a prática de culturas agrícolas de uma cidade ou metrópole realizada geralmente em pequenas áreas, destinando-se sobretudo à produção para utilização e consumo próprio ou para a venda em pequena escala, em mercados locais. Pode ser praticada em quintais, em terraços, em pátios, ou, ainda, em hortas urbanas – espaços comunitários ou espaços públicos não urbanizados. 


Na onda de notícias positivas, o vinavina selecionou algumas boas novas sobre esse tema! Confira:


Quem disse que não tem espaço para plantar dentro da cidade?

Um mutirão organizado pelas redes sociais fez uma horta em pleno Centro de São Paulo (SP)! Na "Horta dos Ciclistas" plantaram abóbora, alface, manjericão, orégano e outros! A iniciativa surgiu da vontade de várias pessoas de transformar ideias e conceitos em ações práticas. "Mostrar que produzir alimentos nas cidades em espaços vazios e degradados é possível e melhora significativamente a qualidade de vida”, explica Ariel Kogan, um dos colaboradores da chamada Horta dos Ciclistas.

Para saber mais, veja a notícia na íntegra


Hortas Comunitárias


Subnutrição, desemprego e enchentes. Esses são três problemas gravíssimos da periferia da cidade de São Paulo, mas que podem ser resolvidos todos de uma vez só. Sabe qual é essa solução aparentemente mágica? A implantação de hortas comunitárias! Elas promovem capacitação profissional, geração de renda, alimentação mais nutritiva e espaço para absorção da água da chuva, entre outros benefícios. 

Para saber mais, veja a notícia na íntegra.


Cultivando sem semente

Uma das propriedades mais incríveis da natureza é a sua capacidade de recomeçar. Você sabia que alguns vegetais são capazes de perpetuar sua espécie sem a utilização de sementes? Você vai se surpreender ao descobrir que muitos deles estão dentro da sua geladeira.


Para saber mais, veja a notícia na íntegra.




Vamos nos unir e espalhar essa boa prática: 
na nossa casa, no nosso bairro e na nossa cidade! 


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Boas Novas

Que tal fugir um pouco da imagem negativa do mundo que os meios de comunicação insistem em mostrar todos os dias? As notícias boas se espalham com mais velocidade e chegam mais longe! Ler e compartilhar informações positivas faz a gente se sentir melhor, levanta o astral, mobiliza as pessoas, melhora o mundo!  


Este post é uma homenagem e um incentivo à circulação de notícias positivas e de notícias felizes: descobertas científicas que sirvam para melhorar a saúde e/ou o bem estar das pessoas, medidas e leis que sejam boas de fato para as populações, acontecimentos legais, ações incríveis e boas intenções, no Brasil e no mundo.

"Um balanço" 

São Paulo, região central. A rotina diária de carros, transeuntes, motos e pressa é perturbada pela inclusão de um simples balanço no caminho. Será esse pequeno ato capaz de modificar a relação dos moradores com uma praça, com a cidade? Intervenção urbana e convite à reflexão, o curta-metragem “Um Balanço” nos traz poucas respostas e muitas questões sobre o que, afinal, queremos de nossa cidade. Vamos balançar?


E você, já pensou o que faria diante de um balanço? E diante da sua cidade?

13 pompons

Letícia Matos 'veste' placas e árvores de São Paulo com tricô. 13 dias, 13 lugares, 13 pompons em cada intervenção. Assim o processo todo foi surgindo: o nome, as coincidências, os rituais da vida...


 

Facebook: https://www.facebook.com/13pompons
Tumblr: http://13pompons.tumblr.com/

As Boas Novas 

Primeiro portal de notícias positivas do Brasil, o AsBoasNovas.com publica diariamente conteúdos que inspiram uma realidade mais otimista e a construção de um mundo melhor. Chega de ver o lado negativo. Aqui você só encontra o lado bom do mundo!


O Lado Bom do Mundo: https://www.facebook.com/OLadoBomDoMundo



sexta-feira, 7 de junho de 2013

Ações individuais multiplicam transformações positivas


O ambiente inteiro comporta a natureza e o homem que age sobre. A questão ambiental se amplia na realidade da condição humana e nos processos que são desencadeados na relação do homem com os seus semelhantes e com o nosso planeta. Nesta Semana do Meio Ambiente queremos destacar ações individuais que, positivamente, fazem grande diferença nos lugares em que vivem e atuam.





'Sucata tecnológica' vira arte


Armando Oliveira, 50 anos, teve, há três anos, a brilhante ideia de transformar "sucata tecnológica" - peças velhas de computadores e eletroeletrônicos, modelos de câmeras fotográficas antigas, metal e plástico - em arte. Hoje, o artista de Fortaleza (CE) cria caranguejos, aranhas, besouros, pássaros, motocicletas e robôs utilizando esse tipo de material e muita criatividade.

"Eu trabalho com manutenção de computadores e comecei a juntar muitas peças em casa. Depois de muito tempo vi que elas tinham utilidade e há três anos faço esse tipo de arte", explicou Armando Oliveira.

Ele afirmou ainda que, diante do resultado das peças criadas, passou a comprar materiais inutilizados de outras empresas que trabalham com computadores para ampliar a sua coleção. E o hobby acabou virando negócio: Armando já vende as suas obras na praia ou pela internet, que tem sido o meio 'mais rentável' de acordo com o artista. Ele publica fotos em seu blog pessoal para divulgar as peças exclusivas e as vende em um site de comércio eletrônico.


Além de constituírem uma fonte de renda, as criações são, para Armando, uma forma de reciclar materiais que ficariam inutilizados por muitos anos. O artista conta que, em suas mãos, a sucata tecnológica é 100% reaproveitada. Até mesmo equipamentos grandes, como máquinas fotocopiadoras e computadores antigos são reaproveitadas por ele.



Projeto Meninas de Dora

"Tenho formado centenas de empreendedores que também são multiplicadores e ajudam outras pessoas a gerar renda e ter outras perspectivas de vida”.
Dora Alves


Dora Alves vive em Belo Horizonte, Minas Gerais. Seu trabalho e sua arte de trançar cabelos vem promovendo a profissionalização na área da beleza, mas a sua ação verdadeira está no resgate da autoestima, especialmente das meninas e meninos negros. Ela vem demonstrando e ensinando que é possível reconstruir a vida mesmo diante do preconceito e de grandes adversidades. “Grande parte dos afrodescendentes assimila o padrão de beleza europeu que está na mídia e não se aceita como é. Todos são belos e o cabelo do padrão negro é muito versátil, seja ele anelado, trançado em Black Power, Dread Lock, etc.”

A ação individual iniciada em casa, hoje transformada em Projeto Meninas de Dora, cresceu, se multiplicou e ganhou reconhecimento nacional e internacional. O trabalho de resgate social e de identidade cultural desenvolvido por ela já foi tema de monografias e teses na área de educação em universidades renomadas como USP, UFMG e PUC. Em 2010, ela foi entrevistada pelo Professor Henry Louis Gates, da Universidade de Harvard, cujo tema girou em torno de políticas raciais e a matéria foi exibida nos Estados Unidos. A repercussão positiva do seu trabalho já rendeu a Dora inúmeros prêmios, entre eles o Valores Femininos (2002); Bom Exemplo e Prêmio Zumbi de Cultura, em 2010; o Troféu Reggae Favela e Cidadã do Mundo, em 2011; e Mineira de Ouro, em 2012.

Atualmente, além de cuidar pessoalmente do Projeto, Dora faz palestras em escolas, faculdades, albergues, casas de menores infratores, sempre com o objetivo de despertar na comunidade afrodescendente a descoberta e aceitação da sua descendência e beleza. 


Para manter o Projeto e dar continuidade à sua arte de trançar cabelos, Dora se desdobra no trabalho em dois salões que ficam na av. Amazonas, 1049 – loja 59 - 2° andar, Centro - tel. 31 3224-4163; e na Av. Augusto de Lima, 655 – Loja 9 - Centro – tel. 31 2526-9452, ambos em Belo Horizonte (MG).

Se você deseja conhecer o Projeto Meninas de Dora, venha conhecer os salões e saiba como apoiar e colaborar com este projeto.



“Mudas, jardim e pomar. É sua. Pode levar.” 


Ernani Façanha di Latella, 84 anos, advogado aposentado, morador do Bairro Anchieta, Região Centro-Sul de Belo Horizonte (MG) é um exemplo de gentileza urbana e de resistência à especulação imobiliária. Ele defende o seu espaço de casa e quintal, construídos com o próprio suor nos anos 1960. “Daqui, só saio morto. Para o céu ou para o outro lugar. Quem vai saber?”, diz bem-humorado.

Seu Ernani afirma que a pressão é grande e a sua casa já está sufocada por edifícios no quarteirão da Rua Grajaú. “Chegaram a comprar a casa ao lado, mas precisavam da minha para o tamanho do prédio que pretendiam levantar. Não vendi. Não vendo. Então, eles tiveram que passar o imóvel”, conta, orgulhoso da sua vitória contra a transformação radical pela qual o bairro vem passando nos últimos anos. Mas não é exatamente por sua brava resistência que esse descendente de italianos é famoso no bairro Anchieta. Sua fama vem da sua ação original de distribuir, de graça, mudas de árvores e flores.

Em uma placa improvisada, que fica à vista dos passantes, ele convida: “Mudas, jardim e pomar. É sua. Pode levar.” Desde 2010, Seu Ernani cultiva mudas para doação. Ele passa as tardes trabalhando em pequenos vasos recortados, feitos de caixas vazias, potes de margarina e garrafas de plástico, para, na manhã seguinte, deixá-los sobre o muro que divide o lote com a rua. “O pessoal pega. E quando não tem, eles tocam a campainha e pedem. Vem gente até de outras regiões da cidade. Já estão ficando acostumados”, conta, feliz com resultado da sua boa ação.

Dono de um pedacinho do mundo, o jardineiro-cidadão discorre com consciência sobre a importância da preservação da natureza. Mostra-se indignado com a devastação das matas: “Estão acabando com o planeta. O desmatamento na Amazônia é uma vergonha. E por que não tomam providências? Porque há muita gente se beneficiando disso. É uma roubalheira sem fim neste país. É corrupção para todos os lados”


Se você quer ganhar uma muda ou conhecer o muro do Sr. Ernani, passe pela Rua Grajaú, em frente ao número 328. Nem precisa perguntar onde é a casa dele, o muro se destaca na rua cheia de prédios e a ação gentil e generosa desse “jardineiro” espalha seu perfume e contagia muitos dos que ainda apreciam plantar em vez de cortar e ainda acreditam na generosidade e na delicadeza como formas de melhorar a convivência entre as pessoas. 

Fonte: 





PARA ESTA SEMANA DO MEIO AMBIENTE E DAQUI PRA FRENTE DESEJAMOS 
QUE CADA UM DE NÓS POSSA


REPENSAR REDUZIR REAPROVEITAR RECICLAR AGIR TRANSFORMAR



"Vamos consertar o mundo
Vamos começar lavando os pratos
Nos ajudar uns aos outros
Me deixe amarrar os seus sapatos" 

(Paralamas do Sucesso)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Ocupe seu espaço público



A questão da ocupação dos espaços públicos pela coletividade, que quer fazer valer os direitos adquiridos de defender a melhor qualidade de vida nas cidades, defendendo praças, árvores, rios, campos de futebol de várzea, patrimônios históricos e naturais, está na ordem mundial do dia. Seja em Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Istambul, Tóquio ou Nova York, o que estamos vendo nos últimos dias é um enfrentamento – em alguns casos, violentos - de cidadãos conscientes da importância de seus espaços públicos contra a imposição de uma ordem – orquestrada por governantes e grandes grupos econômicos – que quer promover a privatização dos espaços públicos de acordo com os interesses de uma minoria que, via de regra, são radicalmente contrários à qualidade de vida das cidades e das pessoas. 


Selecionamos, para o post de hoje, duas iniciativas que buscam discutir a questão urgente dos espaços públicos e, também, algumas dicas dos eventos que estão programados para Belo Horizonte nesta Semana do Meio Ambiente. 


Movimento Fica Fícus


Mexeu com uma árvore, mexeu com todas!

O Movimento Fica Fícus foi criado em março de 2013. Ele surgiu em Belo Horizonte (MG) como reação indignada à ação de podas radicais nos Fícus da Av. Bernardo Monteiro, localizada na Região Centro-Sul da cidade. A Alameda dos Fícus da Av. Bernardo Monteiro é patrimônio paisagístico e cultural da cidade e já faz parte do roteiro cultural e afetivo de Belo Horizonte. Além da beleza das árvores centenárias, que completaram 112 anos em 2013, ali acontecem, há muitos anos as tradicionais Feira das Flores e Feira de Artesanato Solidário, sempre às sextas-feiras, e a Feira de Alimentação aos sábados. De março deste ano para cá, além das podas consideradas por especialistas como desnecessárias – e que novamente aconteceram na última semana de maio – e sob a alegação da PBH de que as árvores estavam sendo atacadas por uma praga, as Feiras foram transferidas para espaços próximos, sem qualquer consulta e aviso aos participantes e à comunidade do bairro. Indignados com a atitude arbitrária da Prefeitura, um grupo de cidadãos se reuniu e decidiu defender aquelas árvores e solicitou à Secretaria Municipal do Meio Ambiente – SMA transparência nas informações sobre o que estava acontecendo. Nasceu assim o Movimento Fica Fícus, que já conta com o apoio da população, além do acompanhamento de diversos especialistas em biologia, botânica e engenharia florestal e de vereadores da cidade.

Clique na foto para ver o álbum completo!

O Movimento Fica Ficus segue na sua ação em defesa dos Fícus da Av. Bernardo Monteiro, da Av. Barbacena, da Região Hospitalar e da Lagoa do Nado. E convida os cidadãos e cidadãs da cidade para participar e defender todas as árvores de Belo Horizonte.

Para conhecer os passos do Movimento até agora, clique aqui.
Para ler o Manifesto do Movimento Fica Fícus, clique aqui.


Clique para ampliar. 



PISEAGRAMA 
Uma revista sobre espaços públicos: existentes, urgentes e imaginários.


PISEAGRAMA é uma das quatro revistas aprovadas no edital Cultura e Pensamento 2010 do Ministério da Cultura. Com tiragem de 10.000 exemplares é distribuida gratuitamente em todo Brasil. Já em sua quarta edição, a revista abordou em cada uma delas os seguintes temas: ACESSO, PROGRESSO, RECREIO e VIZINHANÇA.

PISEAGRAMA é editada por Fernanda Regaldo, Renata Marquez, Roberto Andrés e Wellington Cançado. Além da publicação impressa, a revista mantém um site   no qual oferecem a reprodução de todas as edições já publicadas, abre espaço para colaboradores que queiram escrever sobre o tema dos espaços públicos e promove uma campanha de interesse público e apartidária de outros imaginários para a vida na cidade.

A campanha,  lançada em 2012, durante as eleições municipais da capital mineira, a equipe da PISEAGRAMA produziu adesivos, cartazes, bolsas e camisetas com cinco propostas para a cidade:


#CARROS FORA DO CENTRO  |  #NADAR E PESCAR NO ARRUDAS  |  #ÔNIBUS SEM CATRACA  |  #PARQUES ABERTOS 24H  |  #UMA PRAÇA POR BAIRRO


Com o sucesso da campanha, lançaram uma loja virtual que, em 3 meses de funcionamento, já comercializou mais de 5.000 produtos – bolsas, camisetas, adesivos e cartazes – e vem permitindo a divulgação e a ampliação  de novas propostas para outras cidades Brasil afora.

Conheça a proposta da PISEAGRAMA visitando o site oficial ou o facebook.



Semana do Meio Ambiente em Belo Horizonte
Confira aqui os eventos que vão celebrar a semana:


Parques de Belo Horizonte
Começando essa semana, até o dia 16 de junho, a PBH oferece atividades de lazer e educação ambiental em oito parques da cidade para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente!! 



Oficinas, exposição e bazar
Oficinas de reciclagem para crianças acima de 6 anos, exposição "Lixo Criativo" e bazar com peças de artesanatos recicladas.
De 02 a 09 de junho - Entrada franca
Boulevard Shopping  |  Telefone(s): 31 3481-4888


11º Seminário - Meio Ambiente e Cidadania 2013
Entrada franca
O evento será realizado dia 12 junho, no Teatro Oi, das 8h30 às 17 horas, em Belo Horizonte. Nele, especialistas, ativistas ambientais, representantes de universidades, do poder público e da iniciativa privada se reúnem para a discussão de assuntos como os desafios enfrentados pelo Brasil diante do aquecimento global e o papel de cada um para a reversão do quadro atual de elevação da temperatura da Terra.


PASTE 13
16º Seminário Internacional sobre Rejeitos em Pasta e Espessados, Rejeitos Empilhados, Espessados, Pastosos e Filtrados
O objetivo dos seminários anuais internacionais de Rejeitos Pastosos e Espessados é contribuir para o desenvolvimento sustentável da indústria de mineração, compartilhando avanços tecnológicos, e proporcionar um fórum para profissionais para apresentar e discutir as aplicações de campo.

17 a 20 de junho 
Ouro Minas Palace Hotel
Telefone: 31 3284-9256 
E-mail: paste2013@infomine.com / Site oficial: www.paste2013.com



sexta-feira, 31 de maio de 2013

Semana do Meio Ambiente

Mais uma vez, em quase todo o mundo, o dia 5 de junho é “celebrado” como o Dia Mundial do Meio Ambiente. Muitos de nós não encontram, diante da degradação crescente e evidente da Terra, motivos para comemorar. Por outro lado, o impacto que a questão ambiental vem causando sobre o nosso planeta tem mobilizado cada vez mais pessoas, que abrem olhos, corações e mentes para perceber a gravidade do que estamos realizando contra a nossa própria vida e sobrevivência. Movimentos de várias naturezas mobilizam a sociedade e governos e muitas vitórias vêm sendo alcançadas. A educação ambiental, por exemplo, é um instrumento valioso e poderoso que vem ganhando corpo no trabalho de promover uma nova atitude em relação à importância da proteção do meio ambiente com as atuais e as futuras gerações. Para além do discurso vazio de empresas e governantes, a sustentabilidade já é uma questão que está na ordem do dia e vem se tornando prioridade nos hábitos de milhares de pessoas em todo o mundo.

Dizer não ao desperdício, ao consumismo, à indiferença, ao desmatamento desenfreado (urbano e rural), ao uso de agrotóxicos pode ser difícil para muita gente. Aqui neste blog, acreditamos que as pequenas atitudes positivas fazem sempre uma grande diferença. Acreditamos nisso e agimos assim.


O dia 5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Essa data foi escolhida porque marca a realização da primeira Conferência das Nações Unidas sobre o ambiente humano, que foi realizada em Estocolmo, na Suécia, em 1972.

Em muitos lugares, inclusive aqui no Brasil, realiza-se, na primeira semana de junho, a Semana do Meio Ambiente. Durante essa semana as questões ambientais ganham destaque, possibilitando a divulgação de boas e más notícias e promovendo oportunidades para que cada um de nós possa perceber não somente a responsabilidade, mas, também, o poder que temos de nos tornar agentes da mudança, apoiando e praticando uma forma mais justa e sustentável de desenvolvimento social, cultural, ambiental e econômico.

O tema para o Dia Mundial do Meio Ambiente 2013 é:


A campanha nos convida a agir na nossa comunidade e a perceber o poder das decisões coletivas para reduzir o desperdício, economizar recursos, minimizar o impacto ambiental e forçar mudanças nos processos de produção de alimentos, tornando-os menos nocivos e mais eficientes.
Então PENSE antes de COMER e ajude a POUPAR o meio ambiente!

Site oficial (em inglês).


"Você compraria esses vegetais?"


Como o consumidor deixa de comprar os legumes feios, o supermercado não os coloca na prateleira, os distribuidores não os repassam para os supermercados e os produtores sequer colhem o produto que nasceu meio torto. Além do alimento propriamente dito, julgar pela aparência também leva ao desperdício de terra, água e combustível.

Uma boa dica é: “compre frutas divertidas — muitas delas são jogadas fora só porque seu tamanho, forma ou cor não são ‘certos’”.

Leia a matéria na íntegra aqui.


Alguns fatos sobre o desperdício de comida


Um deles é assustador: "A cada ano, aproximadamente um terço da comida produzida mundialmente para consumo humano — aproximadamente 1,3 bilhão de toneladas — é perdida ou desperdiçada."
Leia mais aqui.

A cada ano, 70 milhões de pessoas morrem. 
Destas, 18 milhões morrem de fome.

Chegou a hora de revermos e repensarmos a nossa relação com a natureza e o desperdício desenfreado dos nossos  recursos naturais. Veja esse vídeo e reflita. 




Trate bem a Terra.
Ela não foi doada a você por seus pais. 
Ela foi emprestada a você por seus filhos.

(Provérbio africano)

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Páginas Revueltas Páginas Infinitas

Nem lixo, nem sucata: 
todo material é matéria-prima para a arte.

A artista e arte-educadora Lucia Kubitscheck, desde 1997, ano em que frequentou o Center for Book Arts, de Nova York (EUA), vem descobrindo novos caminhos e novos materiais para expressar suas ideias originais, seu talento e seu compromisso em favor do meio ambiente.

Em novembro de 2011, o vinavina entrevistou a artista, que já trabalhou em diversas produções em parceria com o Departamento Socioambiental, como na campanha "Desembrulhe com Carinho" e na criação do objeto de decoração Open House.

Lúcia, no Departamento Socioambiental da Vina, com sua obra: Open House.

As obras criadas por Lúcia se baseiam, principalmente, na ressignificação dos objetos: uma vertente da reutilização, direcionada para o campo promissor e transformador das artes.

Na sua recente exposição, "Páginas Revueltas Páginas Infinitas", Lucia utilizou velhas gavetas tipográficas descartadas pelo Museu Vivo da Memória Gráfica de Belo Horizonte (MG). Ao ver esse material indo para o lixo, Lucia conta: "Quando soube que não seria dado outro fim às gavetas que não o lixo, eu cheguei a ficar "doente" e decidi levá-las comigo. Tinha medo que "outro aventureiro" o fizesse".

Lúcia e uma parte da sua nova obra. 

O resultado dessa experiência está exposto, até o dia 14 de junho, no Espaço Cultural da V & M do Brasil. São 14 objetos e uma instalação que mesclam técnicas de encadernação contemporânea e estruturas alternativas ao livro tradicional, cartonagem, colagem e acoplagem. 


"No meu ateliê, eu coleciono um pouco de tudo que penso haver funcionalidade para os meus trabalhos. (...) Meu desejo é provocar a reflexão sobre a funcionalidade das coisas e sobre as possibilidades criativas". 


Exposição: "Páginas Revueltas Páginas Infinitas" 
Data: 16 de maio a 07 de junho  
Local: Espaço Cultural V & M do BRASIL (avenida Olinto Meireles, 65, Barreiro) 
Horário: segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. 
Visitas gratuitas pré-agendadas: Robson Soares - (31) 3328-2840 ou
(31) 9967-2840


Mais fotos aqui: 
(clique para ampliá-las)








quinta-feira, 16 de maio de 2013

Dia do Gari

16 de maio - Dia do Gari 

A profissão de gari surgiu no Rio de Janeiro, quando um empresário chamado Aleixo Gary, que era francês, assinou contrato com o o governo imperial para organizar o serviço de limpeza das ruas e praias da cidade.
Para saber mais, clique aqui



A profissão 

Os garis são os profissionais que trabalham exclusivamente com lixo, assegurando a limpeza da via pública, limpando e recolhendo todo o tipo de lixo gerado pela sociedade. Há três tipos de gari: o coletor, que recolhe o lixo das residências, indústrias e edifícios comerciais e residenciais; o varredor, que trabalha varrendo ruas, praças e parques; e o capinador, que capina a grama, lava e desinfeta as vias públicas. 

Por ser um serviço de utilidade social e saúde pública, o mercado de trabalho para o gari é amplo. O setor público é o que mais oferece oportunidades de trabalho, já que as grandes cidades demandam muita mão de obra para recolher o lixo. Já no setor privado, os profissionais de limpeza também podem ser contratados para prestar serviços de varrição e coleta de lixo. Nesse caso, os profissionais são responsáveis principalmente pela limpeza de descarte comercial.

Garis varredores

O trabalho realizado pelos garis é de grande importância dentro da sociedade, pois são eles que impedem o acúmulo de lixo nas ruas e nos bueiros, diminuindo a possibilidade de enchentes e a proliferação de bichos e doenças. Segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do ano de 2000, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), no Brasil são produzidas 228.413 toneladas de lixo por dia, e dos 5.507 municípios brasileiros, 5.475 possuem serviço de limpeza urbana, mas apenas 451 têm coleta seletiva e 352 possuem sistema de reciclagem.

separação do lixo também é muito importante, tanto para a cidade, quanto para os profissionais que trabalham com reciclagem. A coleta seletiva e o reaproveitamento de materiais recicláveis facilitam o trabalho dos garis, deixando a cidade mais limpa e poupando a natureza. Além disso, nós também podemos fazer a nossa parte, jogando sempre o lixo no lixo e não nas ruas ou em qualquer lugar público. Além de estarmos contribuindo com o trabalho dos garis, também estaremos preservando os lugares que nós mesmos utilizamos.

Garis coletores

Homens invisíveis

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu o uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são "seres invisíveis, sem nome". Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da "invisibilidade pública", ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada pela divisão social do trabalho, em que se enxerga somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:


"Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência".




Algumas batalhas são travadas mesmo quando não as vemos 


Todos os dias os agentes da limpeza tornam a nossa cidade um lugar melhor para se viver. É por isso que hoje, no dia 16 de maio, homenageamos os garis. Afinal, nem toda luta se vence com espadas.