Parece que as nossas vovós estavam certas! Levar a própria sacola para o supermercado não é mais coisa de antigamente, a moda voltou e agora é lei. Isso mesmo: a sacola de plástico convencional está com os dias contados em Belo Horizonte. A partir do dia 28 de fevereiro, entra em vigor a Lei Municipal 9.529/08, que proíbe o uso de embalagens que não sejam produzidas de material reciclável ou biodegradável. A medida vale para todos os estabelecimentos comerciais da capital, que terão de oferecer alternativas ecologicamente corretas para o consumidor.
Uma alternativa que já vem sendo colocada em prática há algum tempo são as chamadas sacolas oxi biodegradáveis, mas, com a nova lei, estas também serão proibidas. Apesar de se degradarem mais rapidamente, elas ainda contêm aditivos que prejudicam o meio ambiente. Saiba mais sobre elas aqui.
Outro detalhe que permeia essa nova lei por parte dos consumidores é a questão do uso das sacolinhas para descartar o lixo doméstico. A grande maioria pensa que deixar de usar as sacolas oferecidas gratuitamente nos supermercados e usar os sacos próprios para o lixo causará o mesmo impacto no meio ambiente.
Não é bem assim, já que os sacos próprios para o lixo podem ser produzidos com uma mistura de material reciclado, usando outros tipos de plástico e até mesmo outras sacolas. Ao contrário das sacolas de supermercado, que, por receberem alimentos, precisam, por norma, serem feitas com matéria-prima 100% virgem.
Além do quê, não é só de sacolinha plástica que vive o nosso lixo: sacos de arroz, feijão e açúcar ou os sacos de verduras também podem ser reutilizados como sacos de lixo.
É importante dizer que, de acordo com os especialistas, a nova lei foi criada com o objetivo de reeducar as pessoas com relação ao uso excessivo do plástico. Espera-se que a proibição sirva como estímulo à redução do uso das sacolas e, consequentemente, na redução da produção de lixo doméstico. Não faz sentido mudar a lei se a população não incorporar no seu dia-a-dia os conceitos de reutilização, redução e reciclagem.
Foi pensando nessa ideia que o Ministério do Meio Ambiente criou a Campanha "Saco é um Saco!". Desde o seu lançamento, em junho de 2009, foram gerados 5 bilhões a menos de sacolas plásticas no país. Vale a pena conferir para saber mais dicas e entender, de modo simples, como se adaptar à nova lei.




O Brasil ainda está muito longe de ser um país que se preocupa de fato com o lixo gerado, sua quantidade e deposição. Deveria seguir exemplo de Portugal: todo cliente deve ser a sua sacola e levá-la ao mercado. Se esqeucer, paga uma multa de alguns euros pra levar uma convencial mas degradável.
ResponderExcluirMal lhe pergunte, se a lei é de 2008, porque que apenas 3 anos depois é que ela entra em vigor? Na realidade esta lei já está em vigor e adiantou muito pouco (ou nada) para coibir as sacolas plásticas. Não adianta nada ser promulgada uma lei dessas se não há fiscalização por parte da prefeitura...
ResponderExcluirSó lamento o fato de, apesar da substituição de uso a que se refere esta Lei ter possuído caráter facultativo nos últimos três anos (tempo suficiente para que todos se preparassem), ter certeza de que no dia 1º de março ainda encontraremos sacolas plásticas em inúmeros estabelecimentos...
ResponderExcluirPedro, a Lei entrou em vigor na data da publicação. Mas o art. 3º diz que:
ResponderExcluir"Art. 3º - A substituição de uso a que se refere esta Lei terá caráter facultativo pelo prazo de 3 (três) anos, contado a partir da data de publicação desta Lei, e caráter obrigatório a partir de então."
Por esta razão, a compulsoriedade da substituição se inicia somente este ano.
Já era hora! Acho que não precisava nem desses 3 anos de adaptação. Esta questão é urgente. Infelizmente muita gente ainda não tem consciência sobre a degradação do meio ambiente, e só mesmo com leis para educar o povo.
ResponderExcluirTudo é questão de costume. Essas sacolas biodegradáveis são frágeis, rasgam ainda no supermercado, ao colocar os produtos. Com isso, as pessoas vão acabar se acostumando em levar as sacolas ecológicas retornáveis. Eu já deixo uma no carro sempre, que é pra não ter problema de só lembrar ao chegar no supermercado ;-)
Como toda mudança, esta também precisará de tempo para adaptação. Por mais que ainda encontremos sacos plásticos depois da proibição, a redução deles será indiscutível.
ResponderExcluirÉ como eu disse, não adianta mudar a lei se o cidadão não incorporar o conceito de consumo consciente no seu cotidiano.
Ótimo texto, suave e bem escrito. Como sempre, aliás.
ResponderExcluirSobre o conteúdo, no Brasil existe algo insano que é a "lei pegar". Essa aí está com cara que, no mínimo, vai ser muito enrolada. Tomara que esteja errado.
Vai além de questões jurídicas, é uma reeducação, uma mudança de hábitos, e isso ainda vai levar ainda mais tempo. Com a lei vigorando, claro que ajuda, mas antes de punir quem usasse, deveriam fazer uma conscientização coletiva maior, não vejo nada do tipo nos veículos de comunicação.
ResponderExcluirEste comentário faz parte de uma discussão sadia e adulta entre Felipe Berg e Juliana Foini, no site de relacionamentos Facebook.
ResponderExcluir"Será que esta lei foi criada mesmo para colaborar com a preservação do meio ambiente, ou para enriquecer políticos donos de empresas produtoras de sacolas de lixo pretas??? Não acredito nessa ladainha. Para quem não sabe, se não me engano no ano de 2009, uma empresa de incineração tentou implantar em BH uma solução viável para o enorme problema da produção de lixo!!! Essa empresa atendia em todos os requisitos as medidas mitigadoras de impactos ambientais e seria responsável pela incineração de todo o lixo da região metropolitana. Porém mais uma vez o interesse político vetou a instalação da empresa e mais uma vez o povo paga o pato!!! Não acredito que uma pessoa que não tem nem onde cair morta terá condições de comprar sacolas de lixo pretas para destinar seu lixo ao aterro sanitário!!! E o pior é que muitas destas não tem nem coleta de lixo na porta de suas casas!!! É muito fácil achar uma solução rápida para os problemas, mas quando isso acontece visando apenas o crescimento pessoas nunca dará certo...
Conclusão: Essa historinha é pra boi dormir.
...Jú, não falei em momento nenhum que discordo desta atitude. Isso já foi debatido várias vezes em congressos e seminários sobre o lixo. O que a maioria das pessoas não entendem é que R$ 2,50 não é preço popular. Estamos acostumados a gastar esse valor no ônibus, comprando um sorvete e até dando de esmola, porém a grande maioria da população isso seria um dia a menos de comida em casa. A redução do lixo urbano nunca irá diminuir com esse incentivo todo ao consumismo!!! A cada minuto que passa um novo produto entra no mercado brasileiro, muitas das vezes sem nenhuma fiscalização e nem parâmetro nenhum de qualidade. Estas pequenas atitudes são importantíssimas para se melhorar a qualidade de vida da população, mas em termos de políticas públicas não existe nada sendo feito para que o povo possa colaborar. Trabalhei muito tempo em favelas aqui de BH, e oq vi nesses anos de trabalho é a total falta de respeito pela vida humana, pessoas sem água encanada, sem luz elétrica, sem rede de esgotamento sanitária, sem coleta de lixo e sem dignidade!!!
Sou completamente a favor da extinção das sacolas de lixo, mas acho que primeiro devemos pensar em dar vida digna às pessoas, depois em cobrar destas que destinem seus lixos de uma maneira consciente e correta."
bom demais esta publicação. Sinceramente eu não tinha conciencia que os sacos de lixo, podem ser produzidos de material reciclado e as saolinhas não, para mim, era tudo a mesma coisa ate agora. Vou entrar nesta onda, e convido a todos a fazer o mesmo, ou cuidamos do lixo, ou ele nos engole.
ResponderExcluirAss: Branda
turminha da vina
É tão triste...mas nós, o "povo", não podemos ter essa consciência com nosso planeta...ou quanta fiscalização por parte da prefeitura(ou o que seja),tem que ter no mundo?
ResponderExcluirÉ, não adianta a lei se nós realmente não nos conscientizarmos dessa importância...BOM, EU VOU COMEÇAR!!!