sexta-feira, 21 de setembro de 2012

É primavera...



"A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras 
inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — 
por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. 
Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera."


Trechos do livro:  "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1"
Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998.





Dia Mundial Sem Carro

Neste sábado (22) celebra-se mais uma edição do Dia Mundial Sem Carro. A cada ano, mais e mais pessoas, entidades da sociedade civil e governantes veem essa data como uma oportunidade para sensibilizar e mobilizar a comunidade em torno das questões relacionadas à mobilidade urbana e que envolvem também: orçamentos públicos, índices de acidente, poluição, saúde e qualidade de vida.


Participe! Divulgue!
Deixe o seu carro num lugar bem seguro: em casa!

Neste link, você confere 10 motivos para deixar o carro em casa
E neste link, você fica por dentro de tudo o que vai acontecer, em várias cidades do Brasil, no Dia Mundial Sem Carro.






segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Tempo seco: ruim para o corpo e para a natureza!


Para muita gente, a baixa umidade do ar nessa época do ano causa desconforto e até problemas de saúde, como o ressecamento dos olhos, boca, nariz e doenças respiratórias.

Confira abaixo algumas dicas para lidar com o clima seco! 


Crianças e idosos são os mais afetados pela baixa umidade do ar, por isso é necessário atenção especial a esses dois grupos. Incentive a ingestão de bastante água (cerca de dois litros ao dia), além de sucos naturais e água de côco. 
Confira neste link receitas de sucos que hidratam o corpo. 

• Prefira alimentos frescos e produzidos o mais próximo possível do horário de consumo. Substitua frituras por alimentos assados, assim como o sorvete de massa por picolé, especialmente de frutas. Queijos amarelos podem ser trocados por queijos brancos. 

Durma em local arejado e umedecido. Isso contribui para uma noite de sono tranquila (os ambientes podem ser umidificados com toalhas molhadas, reservatórios com água e até umidificadores).

• A pele também merece atenção especial neste período. Evite banhos com água muito quente, que ressecam a pele, e use, sempre que possível, um creme hidratante. Em caso de irritação das vias aéreas e dos olhos, use soro fisiológico para lavar os olhos e as narinas.

• Evite praticar exercícios físicos entre 10h e 16h.

• No trabalho e em casa, se possível, a dica é evitar o ar condicionado, que deixa o ar mais seco. No trânsito, não tem jeito. Se há poluição, o melhor é fechar os vidros e ligar o ar condicionado. A fumaça de carros e caminhões parados pode causar irritação nas vias aéreas.

• Mantenha a casa limpa para evitar o acúmulo de poeira, que pode desencadear problemas alérgicos. Também vale lavar e secar ao sol as mantas, cobertores e blusas de lã que estavam guardadas. 




O tempo seco e as queimadas

No período de estiagem, as chuvas ficam escassas e intensificam os focos de incêndio. Além dos prejuízos para a natureza, existe o risco de vida tanto para os animais como para o próprio homem.

Não há como prevenir 100% das queimadas, pois, em alguns casos, elas ocorrem naturalmente, devido a alta temperatura. Porém, na maioria das vezes, é possível evitar isso: uma bituca de cigarro já é suficiente para provocar um desastre ambiental. Por isso, ao viajar por rodovias, nunca jogue a ponta do cigarro aceso às margens da estrada: esta ação pode provocar a queimada de enormes áreas. 

Além do cigarro, outras ações que causam as queimadas também são reflexos da falta de conscientização das pessoas, como: pequenos incêndios para limpeza dos lotes, balões e rojões, queimas de lixo na beira das matas...

Está na Constituição Brasileira: todo ato que prejudica a saúde pública e o meio ambiente é criminoso. Logo, queimada é crime.


Colabore! Divulgue! 
Ajude a apagar os pequenos incêndios próximos da sua casa!



Para ler mais: 

 Quem causa os Incêndios florestais – o tempo seco ou o fósforo aceso?

  Campanha "Basta de queimadas"

 Monitoramento de queimadas e incêndios

 Incêndios florestais vistos do espaço
http://www.oeco.com.br/geonoticias/26422-os-incendios-florestais-vistos-do-espaco




sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Alto Falante: aumenta o som!



Ampliar e multiplicar a divulgação de temas e ações que possam interessar a todos por sua utilidade, verdade, capacidade de mobilizar e transformar, sensibilidade, beleza ou por qualquer outro motivo bom é o que nos move a renovar esta seção do blog. Achamos que estava na hora de “aumentar o som” deste Alto falante! 

Aproveitando a nossa plataforma digital ampliada, queremos divulgar sempre acontecimentos importantes em escala local/regional – Belo Horizonte/Minas Gerais – e, também, em escala nacional e mundial. 
A cada nova postagem você encontrará aqui, neste Alto falante, boas notícias que podem motivar mais pessoas para uma nova atitude em relação às outras pessoas, em favor da natureza e na preservação do nosso planeta. 

Coisas incríveis e positivas acontecem o tempo todo no mundo.
Cabe a você nos ajudar a replicar, reproduzir, compartilhar, pulverizar do jeito que achar melhor. O importante é que a boa notícia se espalhe e que mobilize outras pessoas. Divulgar é bom. Participar é melhor ainda.

Como já bem dizia o Velho Guerreiro Chacrinha: “Roda e avisa!”

Borrachalioteca - Sabará, MG
"Eu queria trabalhar numa biblioteca, mas para isso tinha que fazer concurso. Aí, eu falei: 'Puxa vida, e se eu montar uma biblioteca pública?'. Mas como? Dentro da borracharia. E assim foi nascendo a ideia..."




Projeto Libere seu muro: Mucha Tinta - Curitiba, PR
"A arte é por si só revolucionária e transformadora. O Mucha Tinta é desbravador, é corajoso. ‘Tem uma fachada pra nós? Tem uma escola, um muro, hospital? Tem um bar cheio de paredes pra gente encher de tinta? Tem sim senhor!’."
Ieda Godoy – Jornalista e Proprietária do Wonka Bar



Universidade Pés Descalços - Rajasthan, Índia
Um professor extraordinário ensina pessoas em comunidades rurais – muitas delas iletradas – como tornarem-se engenheiras de energia solar, artesãs, dentistas e médicas em seus próprios povoados. É a chamada Universidade Barefoot (Pés Descalços) e seu fundador, Bunker Roy, nos explica como ela funciona.




Vamos fazer essa rede de boas 
iniciativas funcionar... Participe!




segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Ampliando nossa rede de informação e relacionamento


A proposta deste blog é ampliar, cada vez mais, a rede de cooperação e informações sobre as boas práticas ambientais, as iniciativas - individuais e coletivas - que favoreçam sempre as pessoas e o meio ambiente e as grandes ideias que possam melhorar a nossa vida e preservar o nosso planeta. 
Assim, é com muita animação e alegria que estamos ampliando também a nossa plataforma digital de relacionamento. 

No Facebook, vamos compartilhar e curtir com vocês imagens e conteúdos que tragam reflexão e informação sobre os temas de interesse coletivo.

No Twittervamos seguir juntos tudo o que for interessante, inovador, especial, diferente, incrível... 
Assunto bom e importante é o que não falta e nem faltará.

E, no Instagram, sempre uma imagem que ilustre tudo isso! 


O diálogo está ampliado e estaremos com os canais, os olhos e os ouvidos sempre abertos para trocar ideias e informações com você.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Ditadura ruralista e os rios intermitentes



A comissão especial do Congresso que analisa a medida provisória do Código Florestal aprovou, no último dia 8 de agosto, uma emenda que poderá comprometer todas as bacias hidrográficas brasileiras. Por 15 votos a 12, a comissão decidiu que só serão resguardados por Área de Proteção Permanente (APP) os rios perenes. Os intermitentes poderão virar pasto, roça e estrada. 

Apesar de já ter sido aprovada, esta emenda vem sendo muito discutida. 
A comissão mista só volta a se reunir no dia 28 de agosto.


Ditadura ruralista e os rios intermitentes
Artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)
 Publicado em 14 de agosto de 2012

"Estamos atravessando uma cíclica e grande seca no Nordeste. Quem vive por aqui sabe que, ao andar pela caatinga, se avistar um conjunto de árvores verdes, é porque elas devem estar à beira de um riacho intermitente. No cerrado essa vegetação também é chamada de mata de galeria. Costuma ser mais frondosa que a vegetação ao redor.

O próprio povo do sertão aprendeu a fazer cacimbas – pontos de coleta de água de minação – no leito dos riachos temporários. Eles só “botam água”, como diz o povo, quando chove. Mas, mesmo intermitentes, é em seus subsolos que muitas vezes se busca água em tempos de seca.

Além do mais, quando não existe mata ciliar ao redor desses rios com características tão próprias, as suas enchentes costumam ser mais abruptas e violentas, como aconteceu no sertão pernambucano, região de Palmares e outras cidades, quando uma chuva torrencial arrasou cidades que ainda hoje estão sendo reconstruídas.

O Conselho Nacional de Recursos Hídricos fez uma oficina para debater a questão da outorga da água nos rios intermitentes. Fui representar a sociedade civil na oficina. Decidimos o óbvio: “outorga só para coleta de águas, jamais para lançamento de dejetos”. É que nesses rios estão importantes mananciais de abastecimento das populações do semiárido.

Pois bem, a ditadura ruralista imposta ao povo brasileiro pela Câmara dos Deputados, quer eliminar qualquer proteção aos rios intermitentes nas novas regras do Código Florestal. A proposta é defendida pela senadora Kátia Abreu que afirmou, em toda sua ignorância, que “se precisasse dessa matas, na Europa não haveria mais rios”. Alguém precisa esclarecer à senadora o que é um rio, o que é um bioma, um que é um continente e a diferença entre eles.

O senador do Acre, Jorge Viana, reagiu dizendo que isso é prejudicar 50% dos rios brasileiros. O senador deveria saber que no Nordeste 99,99% dos nossos rios são intermites, à exceção do São Francisco, Parnaíba e alguns outros rios menores.

Assim, sem interferência do mundo científico, desprezando as seguidas advertências dos técnicos da Agência Nacional de Águas (ANA), contra a vontade de 80% do povo brasileiro, a bancada ruralista, numa ditadura via Congresso, fulmina nossas florestas, nossos rios e o promove o solapo das bases naturais que sustentam nossas riquezas."


Roberto Malvezzi (Gogó), articulista do Portal EcoDebate
possui formação em  Filosofia, Teologia e Estudos Sociais. 
Atua na Equipe CPP/CPT do São Francisco.





segunda-feira, 13 de agosto de 2012



Aprovado pela comissão mista, no dia 12 de julho, o texto base do relatório do senador Luiz Henrique (PMDB-SC), busca-se agora construir um texto final de consenso, que facilite a aprovação da matéria nos plenários da Câmara e do Senado. 

A Medida Provisória foi editada no fim de maio, com o propósito de cobrir lacunas deixadas por vetos da presidente da República, Dilma Rousseff, ao projeto do novo Código Florestal. Para não perder a validade, a MP precisa ser votada pela Câmara e pelo Senado até o início de outubro. 
A reunião da comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) que alterou o novo Código Florestal, que estava marcada para o dia 7 de agosto, foi adiada para o dia seguinte. Os parlamentares se reuniram no dia 8 de agosto para deliberar sobre 343 pedidos de destaque apresentados para votação de emendas em separado

Um acordo de liderança permitiu que a comissão mista que analisa a Medida Provisória 571/12, que complementa o novo Código Florestal, rejeitasse, nessa reunião, 303 destaques dos 343 que foram apresentados pelos parlamentares ao texto do relator, senador Luis Henrique (PMDB-SC). Eles tiveram, então, que realizar análises de votos dos 39 destaques que foram mantidos. Foram mantidos apenas os destaques dos ambientalistas e da bancada rural, o que poderia facilitar os entendimentos em relação aos pontos mais polêmicos. Dos destaques que foram mantidos, 24 são de interesse dos ruralistas, e outros 15, dos ambientalistas

Como resultado dessa reunião, a comissão mista aprovou uma emenda que elimina a exigência de áreas de proteção nas margens de rios intermitentes, que são aqueles com interrupção do fluxo de água durante épocas do ano. Como essa emenda poderá reduzir as áreas de proteção ambiental, ela desagradou o governo e foi considerada pelos ambientalistas como "desastrosa" e "irresponsável".

A aprovação da medida gerou uma tensão entre ruralistas e governo nessa primeira rodada de votações dos destaques à Medida Provisória (MP) do Código Florestal. Por isso, os membros da comissão mista que analisa o texto decidiram suspender a votação em busca de um novo acordo. O relator da matéria, senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), busca agora um entendimento com a Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA) para permitir a retomada das reuniões da comissão no dia 28 de agosto.

O relator acredita que nem o governo, nem os ambientalistas e nem a bancada ruralista querem ver a MP ser derrubada por decurso de prazo, que vencerá no início de outubro. Isso significaria que os dispositivos editados pela Presidente Dilma Rousseff para recompor os trechos vetados do Código Florestal deixariam de ter validade.

Para compreender as mudanças propostas já aprovadas e o que ainda estará em discussão na reunião do próximo dia 28 de agosto, clique aqui.


O tempo está correndo, a pressão de todos os lados está aumentando e as opiniões se dividem cada vez mais. Para Sérgio Abranches, comentarista da CBN, com a última reunião da comissão mista houve um retrocesso da MP do Código Florestal:

"Dilma deixou prosperar uma proposta para o Código Florestal que vai contra a comunidade científica, os órgãos técnicos do governo e a Constituição. Agora, deputados aprovam emenda absurda sem nenhuma fundamentação técnica."

Para ouvir o restante, clique aqui


A equipe da Vina também vem acompanhando de perto todo o processo de aprovação do Código. E é sempre bom saber a opinião de quem está diretamente ligado à questão ambiental. Pedimos à bióloga Beatriz Dias Amaro, a Bia, que faz o monitoramento  ambiental do terreno onde está sendo construída a nova sede da Vina, para comentar sobre o andamento da votação das emendas e de que forma essas mudanças poderão afetar a sua área de atuação. 

"Procurei me atualizar sobre o processo de aprovação do Novo Código Florestal e, desde então, tenho pensado sobre de que maneira as alterações na Lei podem influenciar na minha atuação profissional. Sinceramente, não vi relação direta, uma vez que meu trabalho consiste basicamente na coordenação de estudos ambientais para grandes empreendimentos. No entanto, a meu ver, a biodiversidade sofrerá sérios prejuízos, caso alguns tópicos da lei sejam aprovados, sobretudo no que diz respeito à redução da extensão da Reserva Legal e de Áreas de Preservação Permanente (APPs). 
Se possuindo um dos conjuntos de leis ambientais mais rígidos do planeta estamos assistindo à redução contínua da (ainda) megadiversidade brasileira, imagina só se nossas leis se tornarem mais permissivas?"


Vamos torcer para que prevaleça o bom senso e as nossas florestas e toda a sua riqueza não venham a ser engolidas pela ganância daqueles que chamam exploração irresponsável de desenvolvimento. 



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Preconceito Zero


Não foram 10, nem 1.000, 
mas foram 100 pessoas que valeram por 1.000!

Foto: Maria Vaz.

A manifestação realizada no último sábado, dia 4 de agosto, na Praça Duque de Caxias, no tradicional bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte, marcou o lançamento do Movimento Preconceito Zero. Sombrinhas coloridas e a alegria geral do encontro completaram a paisagem da Praça em uma tarde de muito sol.

Não foi grande o público presente, mas as crianças, os jovens e todos os que ali estavam promoveram a energia coletiva para dar a força necessária à primeira ação desse movimento que está apenas começando.


Foto: Maria Vaz.      
Marcelo Xavier, Chico Pelúcio e Helena Pelúcio. 

“Lá estávamos os utópicos, os sonhadores, os inconformados reunidos numa praça. Não havia show, barracas de comida ou bebida, música ao vivo, música mecânica, nada. Nada do que normalmente levaria as pessoas a estar naquela praça, às três da tarde, em pleno sábado de sol. Mas estávamos ali para cutucar o mundo com a ponta de uma sombrinha colorida, não deixá-lo dormir enquanto o veneno do preconceito se espalha. Queríamos gritar juntos, e gritamos: PRECONCEITO ZERO - TODO MUNDO CABE NO MUNDO!”.

Marcelo Xavier – Artista plástico, designer gráfico, ilustrador, 
cadeirante e integrante do grupo de idealizadores e 
organizadores do Movimento Preconceito Zero



A mídia local também cobriu o evento.
Confira as matérias veiculadas e publicadas nos links abaixo.



E abaixo confira as fotos, tiradas por Maria Vaz, no dia do evento. 
Basta clicar para ampliá-las.